Leaderboard


Popular Content

Showing content with the highest reputation since 02-10-2017 in all areas

  1. 12 points
    Saudações camaradas pescadores. O título seria um pouco estranho, afinal não há tigres nas savanas e desertos africanos; porém os deste relato vivem nos rios. Procuro sempre ser oportunista e, no mês passado, aproveitei as férias do trabalho para passar uns dias no Rio Zambeze, na Namíbia. A Namíbia é um país predominantemente árido ou semi-árido, com exceção de algumas áreas no norte e da faixa do Caprivi, no extremo nordeste do país. É na parte oeste do Caprivi que o belo Rio Zambeze passa pelo território namibiano, delimitando parte de sua fronteira com a Zâmbia. Nas águas azuladas do Zambeze, emolduradas por belas praias de areia branca e vegetação típica, vivem hipopótamos, crocodilos, incontáveis aves e outros animais, além de várias espécies de peixes, muitas delas bastante esportivas. Há ciclídeos, como as tilápias ( 3 spot bream, pink bream, green bream, humpback), nembwe, red breast, entre outras; alguns tipos de bagres (barbel) e os tigres; sendo esta última espécie, alvo de pescadores esportivos de várias partes do mundo. Alcançam ótimos tamanhos no Zambeze, só não maiores do que os encontrados no Rio Kongo, mas neste caso trata-se de uma espécie distinta. As praias do Zambeze: Existem várias operações de pesca também na Zâmbia, Zimbábue e Botswana, mas depois de pesquisar, acabei optando pelo Zambeze Mubala Camp (também existe a opção do lodge). Suas instalações são simples, com suítes e espaço para camping, bar e piscina, mas conta com ótimas embarcações e guias, além de staff preparado para atender bem e com segurança (estavam passando por um curso de primeiros socorros quando cheguei). No bar tem uma boa variedade de bebidas e cerveja suficientemente gelada. Por-do-sol africano. Na época, início de dezembro, já havia iniciado o período de chuvas e o nível do rio já começava a subir, mesmo assim havia boas notícias sobre capturas na semana anterior. Meu primeiro guia foi um dos gerentes, Hank Van Blerk, viciado na pesca no Zambeze. Na época em questão, a melhor técnica é o trolling com iscas artificiais. Usamos plugs de barbela média ou grande, entre 10 e 14 centímetros, com um empate de aço flexível de cerca de 15 centímetros e linhas multifilamento bem finas, para ajudar na descida da isca. No caminho havia alguns crocodilos dando boas vindas e uma família de hipopótamos (não fotografei) e, já no primeiro ponto, uma área com profundidade considerável, depois de algumas passadas, engatei meu primeiro tigre. São peixes rápidos e fortes, cuja primeira tomada de linha é realmente excepcional. Muitos saltam algumas vezes, o que não ocorreu na briga com o primeiro exemplar; mesmo assim foi um excelente combate. Os dentuços podem ser facilmente comparados aos nossos dourados, porém com um pouco menos de resistência. Depois de alguns minutos embarcamos e meu primeiro tigre, com pouco mais de quatro quilos e meio. Nada mal para o primeiro! Ainda tivemos tempo de capturar outros exemplares de menor porte e perder algumas ações, o que é bem comum na pesca desta espécie. Na comemoração, bastante chopp gelado no bar e um bom descanso para voltar aos trabalhos no segundo dia. Na terça feira, tivemos alguns peixes na faixa dos 2 a 3kg e outros perdidos. O Hank engatou um belíssimo exemplar de mais de 5 quilos. Os bagres também se mostraram bastante ativos, principalmente depois de uma garoa pela manhã e a pescaria da tarde foi um tanto abreviada em virtude da chuva. Sempre que passávamos por locais rasos tinha ação de bagres. Belíssimo exemplar do Hank. Na quarta feira não teve pesca. Fiz um passeio até as Cataratas Vitória, à jusante, passando por parques nacionais em Botsuana e Zimbábue. Belíssima viagem, com a presença de vários animais. A viagem por si só já valeria, mas as cataratas são realmente impressionantes. Antílope da sable As cataratas são formadas por várias cachoeiras que se desenvolvem por uma extensão de vários quilômetros. Nesta época elas estavam próximas do volume mínimo, deixando à mostra os paredões, alguns deles com mais de 100m de altura. Baobá. No último dia de pesca, o meu guia foi o Kennedi. Nascido e crescido na região, é outro conhecedor de cada ponto do rio. Foi o melhor dia de pesca, até porque pudemos pescar o dia todo. Ao menos umas duas vezes tivemos ação nas duas varas, porém um dos tigres sempre escapou. Bem difícil conseguir um duble desses peixes. Tivemos cerca de 50% de aproveitamento, o que é uma boa média com iscas artificiais. Este exemplar tinha uma coloração bem mais clara, com cauda amarelada ao invés do vermelho, mais comum. E eis que em uma passada em um poço promissor, a vara enverga e segue-se uma intensa e longa tomada de linha. Depois de um belíssimo salto, percebemos que havíamos engatado o troféu da pescaria. Ótima briga, pena que não foi filmada. Seis ou sete saltos, alguns deles ao lado do barco e muita força. Depois de alguns minutos de boa briga e uma rapala destruída, embarcamos o troféu. Seis quilos e pouco! O maior da pescaria e de toda a temporada no lodge. Bom que deixei meu nome no quadro dos troféus do lodge! Deu um pouco de trabalho na hora da soltura, pois principalmente os maiores exemplares se estressam muito. E ainda acabamos ficando um pouco mais do que o usual com o peixe fora d'água. Embora fortes lutadores, são bem sensíveis ao ar livre. Felizmente acabou se recuperando e seguindo seu caminho. Os maiores de seis quilos são considerados troféus. Embora passem dos 10kg no Zambeze, tais tamanhos não são muito comuns, talvez pela pesca predatória, que ainda existe mesmo com a fiscalização das autoridades e empenho das operações de pesca. Chegamos a capturar um bom exemplar com uma rede de pesca enroscada no corpo. Havia até uma linha passando por dentro do corpo, com a carne já cicatrizada em volta. Mas com a participação da população local na atividade, a perspectiva é de contínua melhora na preservação do magnífico Rio Zambeze. Seguem as fotos das iscas que haviam acabado de sair da caixa no começo da pescaria (isso que eram de madeira). Segue o vídeo que editei: Outras dicas: Indispensável a proteção contra o sol: chapéu, mangas compridas e protetor solar. Uma boa máquina fotográfica (que eu não tinha) também ajudaria a eternizar os momentos que pescamos próximos das famílias de hipopótamos (sempre zangados) e o espetáculo das aves, entre pelicanos, gansos, cormorões, águias em plena caça e tantas outras. Equipamento: Utilizamos equipamento leve para o corrico, com varas de ação média rápida na casa das 17 a 25lb, com molinetes shimano abastecidos com linhas multifilamento de 22lb. Plugs de meia água de 10 a 14 cm e empate de aço flexível de 40lb. Quando o nível da água está alto pesca-se mais de rodada com iscas naturais e montagens com dois anzóis. Para os ciclídeos utiliza-se pequenos spiners e plugs no pincho, mas deixei esta modalidade para a próxima. Deve valer a pena, pois não são incomuns as capturas de tilápias com mais de 4kg na área do lodge. Valeu pessoal, até a próxima. Se eu puder pescar mais alguma vez enquanto estiver por aqui, posto outro relato para trocar idéias. Grande abraço.
  2. 10 points
    Tucunarés e Trairões na Pousada Rio Suiá-Miçu Com fotos de Domingos Fiorante Bomediano (Bome), Mario Bomediano e Mario Bomediano Júnior A determinado momento, mais ou menos mil e trezentos quilômetros desde nossa partida, já se podia avistar, ainda lá no longínquo horizonte o peculiar promontório que àquela altura da viagem buscávamos avistar. Ainda longe demais para demonstrar sua real grandeza, já resultava capaz de promover alegria nos corações de quem conhece e admira aquelas paragens. No entanto, algum tempo mais tarde, já desafiando o céu, bem acima do trecho de estrada onde estávamos, revelava-se de forma esplendorosa o ponto mais conhecido e, talvez o mais bonito também, da fabulosa Serra do Roncador. A Serra do Roncador vista desde a estrada Das vezes que viajamos para pescar na emblemática região do Xingu, este foi o ponto eleito como “marco” para a jornada. Primeiro, por sua inconfundível e incomparável beleza, para em seguida, proporcionar a deliciosa percepção de estarmos mais que a meio caminho do destino, não sem deixar evidente que a partir dali tudo passaria a vir diferente do que estamos acostumados no dia a dia das grandes cidades. Foi então que com muita alegria e expectativa, ultrapassamos aquele trecho da estrada que remonta à Grande Aventura demarcada pelos formidáveis Irmãos Villas Boas, iniciando-se na década de quarenta, estendendo-se pela década de cinquenta e, em continuação, resultar na criação, em 1961, do Parque Nacional do Xingu, que fica vizinho ao local onde íamos pescar. Com isso, cada quilômetro conquistado levava-nos para mais perto, em direção a uma pousada cravada no meio da mata amazônica, no Município de Querência, Estado do Mato Grosso, num trecho bastante preservado e intocado de mata ao lado da Reserva do parque. A Chegada Após sairmos de Querência, passamos por uma estrada de terra batida de cerca de 170 Km, cuja parte inicial é sempre uma larga estrada margeando imensas áreas de plantações, sempre ao lado de imensas áreas de reserva legal de mata, com muitas emas a pastar, até se chegar a um ponto em que se adentra um estreito trecho final, de cerca de 20 Km, totalmente dentro da mata. Algo bastante peculiar e de beleza indescritível! A larga estrada de terra, enquanto adentra as fazendas e atravessa a mata de reserva entre elas Abaixo, o contraste entre as planícies aradas e a mata de reserva à esquerda e ao fundo, no longínquo horizonte No final do trecho, em uma clareira na margem do lendário Rio Suiá-Miçu, revela-se a Pousada Rio Suiá-Miçu, um empreendimento arrojado resultante do sonho de um mineiro muito dedicado, Euler Vieira, que não mede esforços no sentido de proporcionar uma jornada inesquecível para seus clientes e amigos. Recebidos pelo amigo e, depois de prazerosa conversa, fomos direcionados para o apartamento, recebendo a atenção de todos e orientados de como tudo ali funciona, deixando clara a preocupação em bem atender. Nossa jornada começaria no dia seguinte, de sorte que o resto do dia foi dedicado a preparar o material conforme as prévias orientações do guia Edem Rocha, muito bom e atencioso. Nos dias em que lá estivemos desfrutamos de estadia em um lugar muito especial, ademais de desfrutar também de farta pesca e é sobre isso que passamos a relatar, para no final mostrar a pousada e suas acomodações. A equipe Bomediano Mario Mario Júnior O Local e Suas Particularidades Afluente do Rio Xingu, o Rio Suiá-Miçu segue o padrão do caudal maior para o qual contribui, parecendo manter as mesmas características quanto ao bioma a que pertencem. Contudo, a região da pousada, percebe-se bastante preservada, quando então a mata ciliar não se restringe a metros mas sim a quilômetros de extensão (vide vídeo de imagens aéreas), vez que de ciliar passa a extensa mata a partir das margens. Há variações de mata alta para cerradão, conforme o trecho de rio, mas ao menos até a parte mais acima, do Rio Paranaíba, que está a mais de 50 quilômetros, não há presença de fazendas ou desmatamentos. Nesta parte, nota-se que já houve exploração de madeira no passado, mas a mata segue lá e parece estar revigorada. O amanhecer é sempre muito bonito, deixando saudades Abaixo, uma paisagem no Rio Paranaíba e mais abaixo um lago de lá. Neste lago acertamos muitos e bons tucunarés logo na entrada Por outro lado, descendo o rio a partir da pousada, torna-se ainda mais preservado, vez que por aí se vai ao Parque Nacional do Xingu e a primeira aldeia que se encontra é a dos formidáveis Índios Suiá. Estes, em razão da proximidade e da boa acolhida na pousada, lá comparecem diariamente para vender artesanato. A pesca vai permitida até determinado ponto, bem antes da aldeia, que deve ser respeitado e jamais ultrapassado. Obviamente que por lá há muito de flora e fauna! A primeira se desnuda nas margens demonstrando seu frescor, beleza e perfumes. Já no caso da fauna, em razão da enorme área de mata muito densa, os animais pouco se deixam avistar, sendo que os mais presentes são sempre os jacarés e uma miríade de aves, com destaque para o “capitão-do-mato” e seu alto pio característico. À exceção de capivaras, bastante mais difíceis são os mamíferos, mas alguma que outra coisa mais rara sempre se deixa ver, apesar de nunca conseguir fotografar em razão da esperteza deles, mas a prova está lá, nas margens, na forma das diversas pegadas, tanto pequenas quanto de maior porte. Assim, ainda tivemos a sorte de avistar um casal de raposinhas do campo e um pequeno veado-catingueiro. Os jacarés buscam insistentemente atacar as iscas de superfície Os Peixes e as Possibilidades de Captura Conforme a Época do Ano A pousada é bastante conhecida pelos seus trairões, mas o Rio Suiá Miçu é pródigo em espécies, sendo morada não só de trairões amazônicos, mas também de tucunarés, cachorras-largas, cachorras-facão, cachorras-gato, matrinxãs e bicudas entre os de escama e, de pirararas, cacharas, barbados e palmitos entre as espécies de couro. Todas estas espécies rendem brigas memoráveis! A espécie de tucunaré presente é a Cichla melaniae, muito bonita, esportiva e abundante e os peixes se deixam capturar muito próximos à pousada, o que torna a jornada bastante prazerosa, mas o que impressiona mesmo é a maciça presença de trairões amazônicos (Hoplias aimara), quando até mesmo às portas da pousada é possível capturar grandes exemplares. A disponibilidade de algumas espécies varia na medida em que varia o nível das águas, de sorte que com o rio cheio, maiores serão as chances de capturas de peixes de couro e também de matrinxãs. Os tucunarés, sobretudo os grandes, estarão mais fáceis de se capturar quando se estabelecem condições de se adentrar lagoas marginais somente acessíveis com o nível de água mais alto. Contudo, a exemplo dos trairões é uma espécie disponível em todo o rio durante o ano todo. Lá estivemos em final de temporada, no mês de setembro, com o rio já sem acesso às lagoas marginais, mas pudemos empreender espantosa jornada com muitas capturas de trairões e tucunarés. Assim, em razão de estes dois peixes estarem muito ativos na época, centramos nossas ações neles. A Jornada Mesmo estando em três pescadores no barco, ainda assim, obtivemos muitas capturas de tucunarés por pescador, o que denuncia uma ótima semana de pesca. Diariamente se capturavam dezenas de peixes desta espécie por pescador, mas segundo o guia, a época desfavorecia a presença de peixes de grande porte. Até onde sabemos, a espécie melaniae, não é mesmo de atingir grande porte, mas supera facilmente os 50 cm de comprimento, bem como, pode superar 4 Kg de peso, mas na nossa semana nem mesmo os demais pescadores conseguiram ultrapassar os 3 Kg. Coisas da época, com certeza! No nosso barco os maiores exemplares capturados na semana ficaram na faixa de 2,5 Kg, o que já nos rendeu grande alegria. O mesmo peixe mais de perto: Quanto aos trairões, houve variações na oferta conforme o dia e condições, havendo dias fartura de peixes menores, variando de 2 Kg a 3 Kg. Contudo, peixes acima de 4 Kg saíram poucos por dia, mas nunca deixaram de comparecer. Nossos maiores ficaram em torno de 6 Kg, alguns um pouco mais, outros pouco menos, muito embora durante nossa estada, outras equipes que também lá estavam, tenham obtido capturas de peixes acima de 10 Kg. Os trairões não são difíceis de se encontrar, bastando insistir em pontos onde hajam pedras ou troncos nas margens do rio. Sua forma de ataque às iscas é bastante instigadora, vez que no caso de artificiais, vêm por baixo, de boca aberta para abocanhar a isca, de sorte que quando não erram, já no primeiro instante o pescador é brindado com um belo salto, para, em seguida, ser requisitado na maestria para manter o peixe na linha e resultar com uma bela foto. Que bocarra, eh! O mesmo peixe: Mais duas do mesmo peixe: Já pesquei trairões, mas confesso que nesta quantidade e qualidade, jamais! Foi sensacional! Havia a possibilidade de pesca de peixes de couro, apesar do baixo nível das águas, quando este tipo de pesca vem um pouco prejudicado por lá, de sorte que preferimos descartar, mas quem se dedicou a esta modalidade também obteve sucesso. Houve até a captura de uma pirarara de 17 Kg no próprio tablado de embarque e desembarque dos barcos da pousada, onde acaba sendo uma ceva municiada diariamente. Segundo apuramos isso é comum por lá. Outros peixes sobrevieram de forma inesperada, vez que nossa meta não eram eles, mas estando em um local de alta piscosidade, com provocantes iscas na água, sempre resulta alguma captura, mas foram poucas as capturas dignas de fotos. Diariamente se decidia se íamos mais longe ou não, conforme a disponibilidade de peixes, de maneira que em dois dias resolvemos não retornar à pousada para almoçar, quando então o guia levou boa carne para um churrasco na barranca do rio. Já existem pontos nas margens em que os guias já deixam meios para se acender um fogo. Esteve muito bom! Os dias de churrascos na barranca A Formidável Pousada Rio Suiá-Miçu Uma vez estando em um local tão ermo e afastado, resta esperar que um empreendimento do ramo nos atenda de maneira a trazer-nos sucesso na jornada, bem como tenha meios de poder propiciar o conforto ao pescador para a devida recuperação das energias ao final do “duro” dia de “trabalho”. A Pousada está em um local privilegiado! Única no local, com quilômetros de separação da civilização, um rio maravilhoso, com muita mata ciliar e de entorno, algo bastante valioso a dias de hoje. Com estas características, se poderia pensar em grande dificuldades para acessar o local, mas ao contrário, é até relativamente fácil, desde que se observe com atenção o mapa fornecido pela pousada. A forma de tarifa é “All-inclusive”, quando então, uma vez adquirido o pacote de pesca, tudo o que ali se vai consumir já está cobrado, seja em termos de alimentação e bebidas, seja em termos de serviços de guia, barco, gasolina e iscas. Porém há exceções, como é o caso de bebidas destiladas e serviços de lavanderia para artigos pessoais. O formato da pousada é com 12 quartos rodeando o grande quiosque central e a piscina. Os quartos são equipados com aparelhos de ar-condicionado, geladeira e banheiro com chuveiro de água quente. Em todos os quartos, bem como na área da pousada funciona rede wi-fi, algo muito requisitado nos dias atuais e que foi bastante útil , pois nos dias em que lá ficamos sempre pudemos contatar a Família, sem problemas de comunicação. Uma visão aérea da pousada (vídeo fornecido por Euler) e, mais abaixo, algumas fotos Além do restaurante, rigorosamente limpo e totalmente envidraçado, conta também com um quiosque central onde os pescadores podem reunir-se à noite, antes ou depois do jantar, para aquele bate-papo, contando e conferindo as conquistas do dia, bem como aproveitar para jogar baralho, tomando uma água, um refrigerante ou uma cerveja, sempre muito à vontade. No final das jornadas diárias, ia uma "branquinha" pra balancear um pouco a adrenalina. Na verdade assaltamos a garrafa particular do Euler! Os Guias e os Barcos A pousada conta com bons barcos de pesca, bem equipados com motores de popa e motores elétricos, conduzidos por guias treinados para bom atendimento. Nós fomos atendidos pelo ótimo guia Edem Rocha, caboclo bom, muito educado e bastante conhecedor das características de pesca da região, o que contribuiu bastante para o sucesso de nossa jornada! Impressões Finais e Agradecimentos Por fim, destacar nossa impressão sobre o empreendimento e o local onde pescamos, para deixar gravado que vale a pena ir pra lá, seja pela pesca, meta principal, seja pelo turismo, seja pela oportunidade de conhecer um rio maravilhoso, que teve grande importância na história da conquista do oeste em nosso país, seja pela chance de conhecer um pedaço de mata ainda bastante preservada. Agradecemos muito ao idealizador do arrojado projeto, Euler Vieira, nosso anfitrião, que cuida de tudo como um maestro, agradecendo também à sua formidável equipe, sempre atenta à menor de nossas necessidades. Foi tão bom que logo lá estaremos de volta, com certeza! Acesse a página web da pousada: http://www.suiamicu.com/website/ Equipamentos Adequados Varas Para os tucunarés: Varas de 5,6 a 6,0 pés de comprimento, de ação rápida, ou médio para rápida, para linhas de 8 a 14 libras ou um pouco mais fortes, de 10 a 17 libras. Para os trairões: A mesma vara de 10 a 17 libras, podendo uma um pouco mais forte, de 12 a 20 libras, sobretudo para o caso de uso de isca natural Iscas Artificiais, tanto para os tucunarés quanto para os trairões: À não ser no caso dos trairões que, em se tratando de artificiais, somente entraram em iscas de superfície, para os tucunarés não houve destaque para uma isca em especial, de maneira que funcionaram muito bem, iscas de superfícies de diversas marcas e modelos, de tamanho máximo de 12 cm, alternando-se com iscas de meia-água e de sub-superfície. Embora tenhamos utilizado mais as iscas de cerca de 9 cm, houve momentos em que a diminuição do tamanho foi fundamental para o sucesso. Inclusive, um dos maiores tucunarés saiu justamente numa curisco de 7 cm. Deixamos de usar jig-heads, mas com certeza funcionam de mesmo modo! Alternando Iscas Entre Artificiais e Naturais para o Caso dos Trairões: Nossa intenção foi de focar apenas nas iscas artificiais, o que foi feito com os tucunarés, que estavam bastante ativos, resultando em muitas capturas de peixes variados em tamanhos e cores. Mas no caso dos trairões acabamos por decidir em alternar entre iscas artificiais e naturais, vez que só nas artificiais, ao menos naquela semana, poucas ações resultavam e, quando resultavam, erravam muito as iscas de superfície. Por outro lado, simplesmente ignoravam as de meia-água, razão pela qual decidimos alternar, muito justificadamente, entre artificiais e naturais. Equipamento de recolhimento: As carretilhas e molinetes, conforme preferência do pescador precisam estar de acordo com as varas e iscas com as quais trabalham em conjunto. Precisam ter capacidade de recolhimento rápido de linha quando se usam algumas iscas de superfície, de mesmo modo que precisam ser capazes de suportar as corridas dos grandes trairões, razão pela qual não se deve descuidar deste detalhe. Linhas: As melhores linhas para este tipo de pesca são as de multifilamento, devendo ser de resistência de no mínimo 20 libras para os tucunarés não precisando ultrapassar 40 libras de teste para o caso dos trairões. Usando linhas dentro destes parâmetros não tivemos perdas! Se, contudo o pescador sentir-se inseguro, pode levar linha de 50 libras. Nota do autor: Diante de natural dificuldade para se descobrir a forma correta da grafia da palavra miçu, miçú, ou missu, ou ainda, missú, chegamos à conclusão de que a forma mais adequada seria “missú”, muito embora a grafia “miçu” venha aqui adotada por percebê-la no nome fantasia da pousada.
  3. 9 points
    NOVA JORNADA NO FABULOSO SUIÁ-MIÇU Uma de boas coisas na vida é poder repetir algo que fizemos no passado com o mesmo sucesso. E assim foi com esta jornada na Pousada Suiá-Miçu, de nosso amigo Euler Vieira! Quando lá estivemos no ano passado em nossa primeira jornada, acertamos muito bem com os trairões e tucunarés, de sorte a resultar uma de nossas melhores jornadas enquanto pescadores, até porque a meta era justamente isso. Como tudo foi uma grande novidade, quisera parecer que talvez estivéssemos em uma semana de sorte e de abundância de peixes, mas nas conversas com o pessoal de lá, bem como, com os guias da pousada, soubemos que não havia nada de excepcional, senão a própria verdade: o local é mesmo muito bom de peixe! Então, nada melhor que repetir para conferir e foi o que fizemos! Estivemos novamente naquele lugar sensacional, tanto de beleza natural, quanto de pesca. Não foi possível uma jornada em época diferente daquela do ano passado por conta de compromissos, de maneira que, se no ano passado lá estivemos na penúltima semana de atividades, neste ano estivemos na última. Havia meses que não chovia por lá e, agora, no dia em que lá chegamos a temporada de “inverno” já se anunciava com as primeiras chuvas, inclusive com árvores caídas fechando a estreita estrada de terra logo mais próximo da pousada. Sorte que o pessoal de lá fica atento quando estão para receber pescadores e já ficam preparados para qualquer eventualidade de ter de limpar a estrada, permitindo a passagem. As estradas para se chegar à pousada são simplesmente espetaculares! Primeiro, um estradão, para depois afunilar-se e restar apenas uma maravilhosa estradinha mata adentro. Portanto, era de se esperar que a qualquer momento a chuva viria. E veio, não só no dia em que chegamos como também nos dias seguintes, mas apenas para amenizar o calor e ajudar a Natureza em seu processo de renovação, sem atrapalhar a jornada de pesca. Contudo, em poucos dias a pesca viria a se tornar impraticável, razão pela qual a formidável pousada só funciona de maio a setembro de cada ano, permanecendo fechada nos demais meses. De novo naquele lugar, era também de se imaginar que as coisas viriam a ser muito iguais e parecidas, mas na verdade, ali não há dia igual a outro, porque são muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo ao redor do pescador. São belíssimas manifestações da Natureza a ponto de, em algum momento se ouvir grande estardalhaço na água para se perceber um grande cardume de tucunarés, bicudas e cachorras batendo firme sobre espécies menores, enquanto que em outro momento se ouvir barulho ainda maior para perceber então que um jacaré andou aprontando alguma nas cercanias. Mesmo quando a água está aparentemente calma se percebem pequenos peixes praticamente “voando” sobre a superfície para fugir dos ataques de peixes maiores, ou até mesmo de nossas iscas. Enquanto isso, araras, capitães-do-mato e outras aves estão sempre a nos agraciar com seu canto e harmonia. Quando se pensa que isso tudo possa entender-se esgotado, ainda sobrevém o importante detalhe de que às vezes é preciso “garimpar” estas manifestações da Natureza, para incluir não só o que se apresenta sob a forma de sons e imagens, mas também o que vem sob a forma de perfumes, sensações e também ocorrências somente perceptíveis pelo pescador mais atento, como foi o caso de percebermos a silenciosa travessia de uma anta em uma baía! Este é o coroamento da definição do que vem a ser a arte de pescar, que muito antes disso já começa em casa, no processo de escolha e arrumação da tralha, manutenção nos equipamentos, carregamento de linhas cuidadosamente escolhidas, eleição das iscas artificiais que estarão mais à frente, sem deixar em reserva aquelas relegadas a segundo plano, pois muitas vezes elas serão as verdadeiras protagonistas nas capturas, passando também pelo planejamento das estratégias que serão empregadas nas jornadas e mais alguns pequenos detalhes que ajudam a completar este prazeroso processo. Embora o rio ofereça outras espécies, como pirararas, cacharas, grandes cachorras e corvinas, preferimos novamente centrar nossos esforços na pesca de trairões, alternando com a pesca de tucunarés, muito embora tenham se apresentado alguns “intrusos” nas capturas, o que é sempre bem-vindo. O mais intruso foi um jacaré que entrou em uma isca "Trairão" que um amigo, Fernando, me enviou desde Espanha, mas teve até raia pega pela cauda! Para os tucunarés só usamos iscas artificiais, muito embora algum que outro tenha entrado na isca natural enquanto se tentavam trairões, porque estes, nem sempre estão muito dispostos às artificiais. É impressionante como o Suiá-miçu e seus tributários têm trairões, porque não se navega muito para encontrar um ponto onde estejam. Inclusive há pontos muito próximos à pousada não demandando mais que alguns poucos minutos de navegação. Contudo, o espírito humano quer sempre mais e melhores peixes, de sorte que não dispensamos todas as possibilidades, quando então, estivemos pescando, tanto no Rio Suiá-Miçu, quanto em alguns afluentes como o Águas Claras e o Paranaíba, ademais de algumas baías que ainda permitiam acesso. Embora à primeira vista todos os locais do rio pareçam iguais e tinham tudo para prometer capturas, em razão do conhecimento, o guia Edinho parecia passar por um ponto bom para parar em um que para nós não tinha tanto atrativo, mas logo em seguida vinha a comprovação de que a parada tinha lá seu fundamento, nos dando bons peixes. É aí que entra o conhecimento do guia, proporcionando grande jornada ao pescador. Vejamos um pouco dos peixes capturados no rio. Um dia, entramos no Rio Paranaíba, que é um afluente de águas muito límpidas e rasas, que alaga uma enorme área antes de entrar no rio principal. Mesmo em épocas de seca, como agora, sempre é alagado por quilômetros antes de entrar no Suiá-miçu. É impressionante navegar por seus meandros, enquanto se observam cardumes a correr paralelamente ao barco, sobretudo raias, corimbas, bicudas e tucunarés. É uma bela experiência! Ali, em qualquer ponto de alguma profundidade, sobretudo onde hajam tranqueiras paradas na margem, há trairões! Basta apoitar nestes pontos e lançar iscas, nestes casos, quase sempre naturais, vez que arremessos são impossíveis. Não raro se pescam trairões no visual, quando se podem lançar as iscas praticamente “na cara” do peixe, mas ao menos nos momentos em que tentamos, recusaram jigs, acatando muito bem às naturais. A exemplo do ano passado, navegamos bastante, na verdade, muitos quilômetros Paranaíba adentro, até chegarmos em áreas que nos ofereceram muitos tucunarés e alguns trairões muito bons. De mesmo modo, subimos também o Rio Águas Claras, que tem um “comportamento” um pouco diferente do Paranaiba. Primeiro, apesar de ter quase o mesmo porte, não forma grande alagamento em sua foz, senão em época de cheia, para ficar encarcerado nas barrancas baixas. Segundo, suas águas, apesar de límpidas, têm a coloração escura tipo coca-cola, comum em muitos rios amazônicos. Ali também, com pouca navegação já se chega em pontos de pesca de trairões, bastando encontrar locais que ofereçam alguma profundidade com galhadas. Em razão de que é um rio pequeno, sem áreas alagadas, ali, a pesca se concentra na pesca de trairões com iscas naturais, sempre rendendo muitas capturas, inclusive vários dublês. Nos dias em que subimos para pescar no Rio Paranaíba, no Rio Águas Claras e nas baías lá da região mais alta, sempre rolou o tradicional churrasco na margem do rio, algo muito apreciável e inesquecível! Enquanto lá estávamos havia várias outras equipes pescando, resultando que ao final do dia sempre tínhamos boas estórias a contar e, sobretudo, a ouvir, ora de capturas de peixes de porte maior, ora de espécies que não buscamos pescar. Uma grande dupla que lá estava, os amigos Leonardo e Ricardo fizeram uma jornada bastante variada, dedicando-se a diferentes espécies, resultando com belíssimas fotos, que gentilmente nos cederam para compor a parte visual da matéria, de sorte que fica aqui, o agradecimento a estes valiosos companheiros! Como sempre, finalizar agradecendo ao Grande Euler Vieira, Caboclo Bão das Minas Gerais , que não mediu esforços no sentido de nos proporcionar tamanha jornada, agradecendo também ao amigo Edinho que nos assessorou durante toda a semana, favorecendo-nos para que tudo resultasse muito bem como resultou. Para melhor visualização do valoroso empreendimento de nosso amigo Euler, leia a matéria do ano anterior quando se poderá ver fotos da pousada e entender melhor a grandeza daquilo tudo. Para encerrar repito esta imagem que caracteriza a síntese do que é pescar em Família. Muito grato, meu Irmão Mário, Mano Véio de tantas jornadas! Muito grato, meu Sobrinho Mário Júnior! Agora, a esperar pela próxima no ano vindouro e tudo faremos para que possamos lá estar em um período diferente, quando a oferta de peixes estará também de forma diferente, mas com certeza, conforme já nos alertaram, sempre com abundância.
  4. 8 points
    Sábado agora finalmente me dediquei a uma pescaria que estava planejando a muito tempo realizar! Fui em busca dos valentes lambaris, ou tambiús como conhecemos por aqui! Separei alguns micro plugs, com destaque ao Mini Big O, foram mais de 30 capturas, algumas delas o peixe até saia pulando, outras na batida da isca na água, as vezes vinha o cardume frenético beliscando a isca! Apenas algumas horinhas de brincadeira, mas que trouxeram sorriso de orelha a orelha por ver tamanha produtividade! Relatinho simples, espero que curtam
  5. 7 points
    Na verdade tudo é copiado. Inclusive comprei as antenas de um colega da Turma por sinal muito caprichado e aproveitei para fazer uma adaptação. Desmontei o original. Foi colocado tubinho nos EVAs. Faço nó Rapala como figura abaixo para facilitar a troca de anzol com miçanga. No último e primeiro EVA, prende com palito, conforme a distancia que vc quiser. Outra vantagem de utilizar EVA com tubinho é quando vc encaçapar com passaguá o conjunto todo de antena sobe, não ficando preso no passaguá, consequentemente não estragando a antena. Palminho: Mesmo ajuste da antena. Nó Rapala Passaguás Como muitas vezes faço pesca solo com os passaguás dos pesqueiros ,normalmente usam-se o Miramar, por sinal muito pesado, tenho dificuldade de encaçapar os baguás, fiz uma com aro de bicicleta e cabo de remo de alumio, diminuindo sensivelmente o peso. Desmontado cabe certinho na porta mala
  6. 7 points
    Saimos pra buscar nossos trofeus longe e muito dinheiro, mais eu tenho o privilegio de poder pescar meus trofeis de bicicleta kkkkk Esse peixe mediu 94 cm e pesou mais de 13kg(o alicate de contenção vai até os 13kg) e foi solto pra continuar seu ciclo. Pesque e solte sempre.
  7. 7 points
    Você sempre me perguntava: “Por quê?!”. Insistentemente, esse sempre foi o seu questionamento. Quando não em palavras, suas expressões denunciavam sua angústia e revolta enquanto me olha empenhado em organizar o material pra levá-lo até o carro. Não consegui te explicar o que era a pesca naquela época. Tenho consciência que não será hoje que alcançarei esse intento. Reconheço, contudo, que não é uma questão de “querer ou não querer entender”. Fica mais no campo do aceitar ou não aceitar. Porque estou escrevendo isso?! Talvez, apenas queira dar vazão a minha própria incompreensão. Não sei, realmente não sei, porque estou fazendo isso. Não tenho a mínima idéia. Não é uma catarse como você pode supor. Você sabe que eu não acredito muito em catarse... Detesto essa palavra inclusive. Resolvi, entretanto, pelo menos, tentar colocar isso no papel. A cada linha, sinto que foi uma má idéia. Contudo, foi preciso, se eu não o fizesse, você não permitiria que eu tivesse sossego. Certas coisas, não consegui escrever. Não tenho uma resposta. Não sei, por exemplo, porque saio e queimo o rosto sob o sol, enfrento intempéries. Por que mesmo no frio, me molho todo na garoa. Corro riscos desnecessários eu admito. Não vou deixar de corrê-los, também sou obrigado a admitir. O que acontece quando eu pesco? Nada demais, você fica ali, olhando pra água, vendo se a ponta da vara mexe. Só isso. Talvez seja tedioso... Não sei ao certo. Essa história de apreciar a natureza?! Ah, não, não mesmo, isso é mentira dos programas da televisão que querem promover o hotel mais bacana do rio Teles Pires ou o lodge do Rio Xingu. Se você está prestando atenção na linha, na vara, pode passar um dinossauro voando na sua frente que você não conseguiria perceber. Preservar a natureza é outra lorota. Não que eu não contemple a natureza ou não queira preservá-la, só que não faço isso enquanto estou pescando. Faço em outras ocasiões mais oportunas, por exemplo, decido devolver o peixe ao invés de matá-lo, ou quando vou andando pra chegar ao ponto de pesca e fico deslumbrado com as plantas daquele lugar. Só posso dar uma explicação, para a minha obsessão: A fisgada. Quando você fisga um exemplar de bom tamanho, que oferece resistência é aí que começa algo difícil de explicar... Primeiro você puxa a vara e não consegue trazer o peixe. Pela vara é possível sentir o quanto a linha está tensionada, está em seu limite. Cada parte do seu organismo para. Nem sequer se sente o batimento cardíaco ou a respiração. Apenas aquela tensão na vara, linha e anzol é transmitida a você. Não há pensamentos, às vezes se escuta bem ao longe a voz dos companheiros, mas não consigo entender ou escutar o que estão gritando. Ouço o estardalhaço das suas vozes como se fosse a milhares de quilômetros de distância, apesar de estarem berrando ao meu ouvido. Enquanto a linha é esticada e a vara verga, a realidade vai se esvaindo, desaparecendo. Tudo se resume ao peixe e a mim, ligados infimamente pela linha. Sinto a sublime sensação do completo vazio. Não o vazio no conceito ocidental (que é desespero), um outro tipo de vazio, em que você encontra o que é realmente a sua natureza. Nesse vazio não há as opressões da realidade e do ego. É o vazio sublime. Finalmente sinto que o peixe se rendeu, sou bruscamente dragado de volta a realidade. Vem o puçá, começo a escutar de novo os gritos, abraço os companheiros. Comemoramos gritamos, uns até beijam o peixe nessa hora, como se ele fosse um filho. O peixe volta pra água. É essa sensação. É ela que me obriga a tentar de novo, é por ela que eu volto a pescar. Ela é minha sina. Minha dádiva e minha maldição. Prisão e liberdade. Obrigação e desobrigação. É a completude do absoluto vazio. Vou continuar enquanto Deus permitir que eu continue. Só vou parar se Ele disser que devo parar. Permaneço pescando. Carta do pescador a ele mesmo.
  8. 7 points
    Fala amigos pescadores! Sábado dia 11/11/2017 participei do 2º Torneio Faca na Rede - Paraibuna, onde participaram 103 caiaqueiros, um dos principais torneios de caiaque de São Paulo! O torneio possui o modelo confiança e a cota são 5 peixes (Apenas Tucunaré), onde são somados no final, valendo 1 ponto por CM! Você mede e fotografa os peixes na régua do torneio, soltando logo em seguida no mesmo ponto da captura, o que pra mim é uma excelente regra, pois dá ao peixe a chance de voltar para o seu ninho, ainda mais nessa época! Dia amanheceu nada convidativo, frio e chuva! Ou seja, nada favorável para uma pescaria! A largada foi dada as 08:00, mesmo debaixo de chuva, porém sem muito vento, o que é fundamental para uma pescaria segura com caiaque. Fominha que sou, sai em disparada, a distância que iria percorrer era bem grande, só para chegar no ponto que escolhi foram 12 km's sem parar, total da pescaria percorri mais de 26km! A tática deu certo, fechei a cota com belos peixes e um baita de 43cm que me rendeu o troféu de maior peixe como consta mais abaixo. Fisguei uma tal de câimbra também, digo ela fisgou minha perna que dor horrível, havia anos que não tinha uma sequer, mas fica uma dica valiosa! Se hidrate muito, fiquei focado na pescaria e esqueci de beber água/suco e também me alimentar, após parar parar abastecer o motor aqui de 1 burro, digo 1 cavalo de força a câimbra melhorou bastante e consegui voltar, e como era longe a volta, vim na manha contemplando a natureza e ouvindo o canto dos pássaros, por lá há muitos canários da terra, coisa linda! Chega de faladeira e vamos as fotos, algumas não vou colocar para preservar os pontos que descobri na raça, assim como a isca que matou a pau! Segredo pra manter os futuros pódios Olha o que me esperava Primeiro peixe da pescaria, uma intrusa linda de tudo! Foram algumas delas ao longo do dia! Teve muitos outros Jacundás, essa espécie nessa represa ganha tons exuberantes, chega a tamanhos consideráveis e briga muito! O primeiro tucuna bom do dia, até então estava bem complicado a pescaria! Na sequência saiu ele, a estrela da minha pescaria, Tucuna lindo, perfeito! A isquinha é segredo E assim fechei a cota com 5 belos peixes, me restava torcer para que esses peixes não fossem superados por nenhum dos 103 participantes! Até que na premiação fui o último a ser chamado, já que começou do 10º até chegar no 1º, ai o coração foi a mil E para melhorar ainda mais, esse bichão ai de 43cm me rendeu o troféu de maior peixe do torneio, levei os 2 principais troféus pra casa, a coleção tá crescendo É isso ai, espero que tenha curtido o relato e valeu galera
  9. 6 points
    Vale a pena insistir no local em que você pega um peixe!
  10. 6 points
    Depois de um longo período de chuva, finalmente começou a estiar. Há um bom tempo sem pescar, aproveitei a oportunidade e chamei o compadre pra dar uns pinchos e colocar a conversa em dia. Dessa vez comecei com molinete pra matar a saudade daquele barulhinho. Molinetinho 1500 teve que trabalhar bastante com as tambatingas. Pena que as maiores não dava pra tirar, sempre levavam pra um esrosco e escaparam. Traíras e tucunas vinham com igual apetite. O dia estava muito quente, bem propício pra pescar e tomar uma gelada. Compadre Vitinho estava se divertindo com uma vara 14 libras de carbono sólido. Estava entrando uns peixes maiores e achei mais prudente deixar o molinete com monofilamento e usar a carretilha com multi. Na última visita nesse local só capturei uma traíra, dessa vez elas estavam bem mais ativas. As pequenas tambatingas apareceram bem menos dessa vez. Acertamos de primeira o ponto dos predadores, muitas ações. Com o sol mais alto as iscas de sub superfície se tornaram mais efetivas. Estava ficando tarde e anda não tinhamos saído do primeiro ponto, já estava quase na hora de ir, então fomos explorar outros pontos. Dava pra ver cardumes de tucuninhas nas margens pra todo lado. Os maiores deram uma pausa, mais a diversão continuou com os trickzinhos. Últimos pinchos no primeira ponto. Hora de partir, por aqui começa agora a temporada de pesca nas lagoas, daqui pra frente a tendência é melhorar. Até a próxima pescaria. Material: Molinete Venator 1500, vara Revros 15 libras 6' e linha SuperRaiglon. Carretilha Venator Lite, vara Venator SE 17 libras 6', linha Superpower 15 libras e lider Onix 043. Carretilha Katana, linha Superpower 30 libras e vara Saint Profishing 5.6' 14 libras. Iscas mais usadas: Magic Stick, vulcan 75, joãozinho pepino, pinda, tontinha, espertinha, canivetinho, tapinha, Slip Jr TB, Lori flash e inna 75.
  11. 6 points
    Após sair do trabalho nesta manhã, fui ver como estavam os ânimos dos predadores, a idéia era explorar a região com o caiaque. As condições eram boas, dia quente e céu de brigadeiro. Antes de chegar no ponto parei no meio do caminho para dar uns pinchos do barranco mesmo. Os tucunas estavam bem ativos na superfície As traíras ameaçavam mas refugavam, possivelmente por causa dos tambaquís e tambatingas. Os tucunas não davam a mínima, atacavam a isca era no meio do cardume de redondos. Meia água pra ver se uma traíra aparecia, mas era território dos amarelos mesmo. Só reduzir a velocidade que entrava um redondo Melhor acelerar então, esses redondos acabam com as garatéias. A "paradinha" acabou me distraindo e o caiaque ainda estava em cima do carro. Mais uns pinchos do barranco nos pontos das traíras, poper e hélice não acostumam falhar ali. Essa é bitela Os pequenos tambaquis começaram atacar a poper também. Logo em seguida encostou um cardume de piranhas vermelhas que não davam sossego. Voltei pro primeiro ponto antes de ir embora, nessa altura ainda não tinha descido o caiaque e já estava batendo a fome. As ações continuaram na stick. Num dos arremessos um tambaqui atacou a stick num conjunto bem leve. Colocou a linha nas costas, foi tenso ver o fundo do carretel da curadinho aparecendo. O bicho achou um enrosco e foi embora, a stick também, melhor a isca do que a vara . Hora do almoço, até a próxima
  12. 6 points
    Fala amigos pescadores! No final do meu último relato, disse que tentei uma nova investida com meu tio nos Robalos, porém tivemos que cancelar quase chegando na Marina. Foi bem decepcionante, na verdade foi a primeira vez que cancelo uma pescaria assim. Já pesquei debaixo de chuva, mas nesse dia era diluvio e não tinha condições de sair com o barco Na subida da serra, de volta pra casa, percebemos que o tempo estava bem melhor que na baixada, então eu e meu tio resolvemos ir para algum pesqueiro, a ideia inicial era o Takamoris, porém chegando lá estava fechado e não abriria no dia Pegamos a Rod. Índio Tibiriça e achamos um pesqueiro depois de alguns bons quilômetros rodados, não me lembro o nome do pesqueiro, então vou ficar devendo! Meio chateados com o cancelamento da pescaria e debaixo de alguns pingos insistentes, começamos a pescaria! Fui logo tentando as dentuças e meu tio partiu para os peixes que habitam o meio do lago, como Piraputanga, Dourado, Matrinxã e Redondos, os quais na recepção informaram existir nos lagos. No primeiro lago não tivemos nenhuma ação nas primeiras investidas, trocamos de lago e no primeiro arremesso fisgo um trairinha. A partir dai a decepção começou a virar satisfação! Foram muitos peixes fisgados no dia, meu tio foi recompensado por belas piraputangas e pacus no spinner, enquanto eu seguia revezando entre belas dentuças e algumas piraputangas, ainda peguei uma tartaruga! Vai ser fominha assim lá longe Chega de faladeira a vamos as fotos! A Primeira boa do dia na zig zarinha, pensa numa explosão! Minha Primeira Piraputanga do dia! Foram várias traíras ao longo do dia, apesar de estar com uma varinha 12lbs - ação média, a qual montei para pescaria de plug no mangue, ainda assim foi possível ferrar as dentuças! Essa foi a maior do dia Proezas da pescaria Meu tio também acertou bons peixes: Pra mim ficou a lição: Em meio as decepções, podemos criar alternativas para no fim terminar em satisfação! Espero que gostem de mais um relato
  13. 6 points
    Aproveitando o feriadão no domingo dia 29 de abril fui pescar com meus pais e minha esposa na Fazenda Kiri, como sempre a família nas tilápias e eu no Bass. Logo no primeiro arremesso tive ação de Bass na minhoca, o que me animou mas depois foi a manhã inteira com ações tímidas e sem Bass capturado. No período da tarde eu vi que os danadinhos resolveram subir em um dos lagos, eram pequenos mas estavam ativos, como eram pequenos e estavam bem próximos a superfície resolvi colocar uma das minhas iscas da coleção minis para nadar. A escolhida foi a Jackson Pygmy Stick: Alguns dos peixes capturados: Foram por volta de 8 desse porte. Editei um vídeo da pesaria: Pescar é sempre muito bom!
  14. 6 points
    Faz um bom tempo que não relato aqui nem pescar com colegas do Malacabados.. Participamos de pre inauguração do pesqueiro Mihara localizado em Santa Izabel, São Paulo. O convite estava restrito a 50 pescadores cada um pagando $50,00, fora comidas e bebidas. A inauguração está prevista para dia 11\11 , quase certeza cobrando o mesmo valor de entrada e restaurante. Única inconveniência é falta de quiosque, apesar de ter guarda-sol e cadeiras para serem alugados. Existem passaguás suficientes para todos. O dia amanheceu bastante frio dificultando a pescaria mas quase nos 45 do segundo tempo o pessoal conseguiram pegar vários bitelos e pirararas.. a isca matadeira foi ovo cozido para pirararas. O grupo Malacabados são formados pelos pescadores remanescentes do Pescaki mas não ativos. No passado movimentaram muito forum com relatos e orientações. Estive afastado quase 2 anos e acabei retornando no grupo e constatei presença de muitos pescadores jovens e tive prazer de pescar com eles. O que me alegra e esportividade e consciência que esses jovens aprenderam com os veteranos do grupo na pesca esportiva. São alegres, bons pescadores e o mais importantes são todos solidários ao extremo um ajudando outro no passaguá ou orientando sobre iscas. Como recompensa foram os campeões do dia.. NR...como disse a maioria saíram no prazo de 30 min. e eu já tinha guardado as tralhas para ir embora. A carretilha Orion com as buchas de plásticos retiradas foi um sucesso, conseguindo lançar quanto a Abu Garcia 3
  15. 5 points
    Salve turma !! nesse final de abril fui para mais uma jornada de pesca como faço anualmente. Já tive o prazer de pescar nas mais belas represas atrás do nosso querido azulão porém faltava pra conta Lago do Peixe Pescaria muito 10, embora com problemas de nível de água, segundo o pessoal de lá com 2 a 3 metros acima do ideal...praticamente um "repiquete" na represa hahaha água invadindo a vegetação na margem, 5, 7 metros para dentro, ouvia-se os azuis caçando no meio do mato, só porrada, porém sem condições alguma de mandar qualquer isca onde era preciso...o jeito foi pescar assim mesmo algumas fotos da jornada....não necessariamente em ordem cronológica trajeto sem fim Palmas / Pousada nosso almoço todo dia era muito bom, os piloteiros faziam arroz na hora, levavam panela de feijão, churrasco e pacu assado quase tofos os dias essa foi a nossa base na represa Alguns azuis Dublês relativamente comuns por lá um show a parte são os cardumes final do dia que estoura na superfície Represa bem cheia Embora estivesse longe do nível ideal, foi uma ótima jornada Material utilizado Carretilhas Aldebaran MG e Alphas SV Linha G-Soul 30 lbs Leader LineSystem 30 lbs Varas de 5´6 a 5´8 de 14 a 25 lbs Iscas que deram melhor resultado - Zig Zarinha osso e JetCat 105 transparente com laranja Pousada do Kojac, ótimo custo benefício, ano que vem se Deus permitir volto para uma nova jornada por lá !
  16. 5 points
    O Zequinha, menino de uns 10 anos de idade, era na fazenda do meu padrinho o que se pode chamar de “charrete boy”. Na cidade tem o motoboy, não tem? Então! Nas fazendas tem – ou tinha naquele tempo, que já vai longe – o charrete boy. O menino que com a charrete do fazendeiro vai buscar as coisas ou as pessoas na cidade. Pois naquele dia o Zequinha tinha ido buscar na cidade o Padre Antônio, que estava iniciando sua temporada por lá. Era um padre novo e tinha uma particularidade que a gente só ficou sabendo depois desse causinho que tô contando aqui e agora: ele era ventríloquo. Um dom que poucas pessoas possuem que é o de falar sem abrir a boca. Dizem que é uma técnica de emitir os sons pelo estômago. Aliás, um grande ventríloquo que existiu no Brasil foi o pai das cantoras Linda e Dircinha Batista. Chamava-se Batista Junior e se apresentava em circos e teatros. E, de lambuja, era um grande compositor. Mas, seguindo no causo. O Padre Antônio sobe na charrete com o caipirinha Zequinha, ruma a fazenda do meu padrinho pra rezar uma missa. Logo na saída, o padre pergunta se era longe a tal fazenda, ao que o menino prontamente e muito espertamente lhe responde que levaria uns pares de horas. O que dava pra entender que era longe pra cacete e a viagem ia ser dolorosa ou dolorida para um padre que não estava acostumado a meter a bunda no banco duro de uma charrete velha conduzida por uma eguinha lerda. PADRE – Oh, menino! Você sabia que os animais conversam? ZEQUINHA – Entre eles, eu sabia, sim sinhô. Eles cunvérsa bastante. PADRE – Não, filho. Estou dizendo que os animais conversam com a gente. Conosco. Mas para isso é preciso conversar com eles com muito amor. Você quer ver os animais conversando comigo? Aí o menino, esperto, se encanta e atiça. ZEQUINHA – Ara, sêo padre. Essa eu tô pagando pra vê. Animar conversa cum gente. Essa nunca vi não sinhô. E o sinhô me adiscurpa, mas num querdito. PADRE (falando para a égua) – Dona eguinha! Está muito pesada a charrete? (E faz a voz da égua sem abrir a boca) Tááá...sêo padre. O menino, num susto, pára a charrete. ZEQUINHA(gaguejando) – Sêo...padre... a égua falo...a minha égua...respondeu pru sinhô...eu escutei... PADRE – Todos os animais conversam com a gente. Quer ver mais? O padre olha um urubu nos céus e fala: PADRE – Bom dia, urubu. (E faz voz.) Bom dia, parceiro. Bom dia, sêo padre. E assim o Padre Antônio foi se divertindo com a surpresa encantada daquele caboclinho, que viu com os próprios olhos e ouvia ali, in loco, os bichos falando com aquele padre. Com isso, a viagem, que poderia ser longa, terminou logo, logo. ZEQUINHA – Óia, sêo Padre! O sinhô ta vendo aquela cabrita branca ali na grama? Por favor, o sinhô num querdite em nada que ela fala prô sinhô, viu!!!!!!
  17. 5 points
    Pessoal, Quando o pescador optar por soltar os peixes, sugere-se seguir as recomendações abaixo que ajudarão sobremaneira na sua sobrevivência e retorno à vida. 1) Amasse sempre as farpas dos anzóis, pois além de minimizar os ferimentos facilitarão a soltura. 2) Reduza a duração do combate usando equipamento e tippets de numeração adequada para evitar a fadiga e o estresse desnecessário dos peixes. 3) Use um passaguá ou net, evitando tanto quanto possível o uso de boga- grips e alicates de contenção. 4) Fotografe os peixes dentro da água, evitando sessões fotográficas demoradas. 5) Reanime os peixes na água antes de soltá-los, quando estiverem prontos seguirão sozinhos.
  18. 5 points
    Ah, mas que coisa tão especial é a Pesca Esportiva! Não conheço outra atividade que consiga reunir amigos de forma tão especial e duradoura! Cerca de um ano depois que começamos com o Pescaki, tínhamos uma seção bastante movimentada, que era a seção de Basses (ainda a temos!) onde, em razão de ainda existirem mais verdinhos para pescar, então, tínhamos mais gente na atividade. A seção começou de forma modesta, mas em pouco tempo reuniu um bocado de pescadores de Bass, de sorte a chamar a atenção até de brasileiros que viviam no Japão. E foi assim que um grande amigo, @Marc-T, Marcelo Maeda me conheceu e eu o conheci, ou seja, apenas virtualmente. Ele estava lá no Japão! Mesmo mais tarde, quando já residindo no Brasil, não perdemos o contato, mas nunca deu certo para que fizéssemos uma jornada conjunta, até que um elo, melhor Elo, nosso amigo @Shigue, conseguiu fazer isso! E, de lambuja ainda trouxe também outro amigo, Onivaldo e também seu sobrinho, Leonardo, além de seu irmão Hamilton, a quem eu já conhecia! Daí, nos reunimos na rampa da Represa de Santa Branca para aquela que seria uma jornada fora de série, vez que naquele dia, dois amigos que já se conheciam pela internet há mais de doze anos, puderam se conhecer pessoalmente e, ainda melhor, pescar no mesmo barco! Com isso, passei o dia embarcado com dois grandes amigos. Dois Irmãos lá da Terra do Sol Nascente. E durante o dia todo, pude desfrutar e assistir à presteza, empenho e reverência do povo daquela Terra! Nossa jornada começou com a descida dos barcos à água e algumas fotos do grupo: Do centro para a direita, na foto acima, Marcelo, Shigue, Onivaldo, Leo e Hamilton. Abaixo, Bome, Marcelo e Shigue Apesar do empenho de todos, tivemos de parar para almoçar "sem pagar a conta", porque até então, nada tivemos em termos de ações, trazendo alguma preocupação para este servidor, vez que meu gosto era ver os amigos acertarem uma boa jornada. Para piorar, ainda pudemos notar alguma mudança no tempo. Então, mesmo "sem pagar a conta" almoçamos sem descermos dos barcos, já que não podíamos perder tempo porque as coisas conluiavam para resultado muito fraco. Assim, logo em seguida saímos a dar cana nos amarelinhos e, logo começaram a aparecer. Diante de tanta perseverança e confiança, acabamos com uma bela jornada, com muitos peixes de pequeno porte, mas alguns de porte mais significativo e até um já no porte mais acentuado, capturado por Hamilton. Entre os peixes de pequeno porte, teve até saicanga: E, assim, passamos um dia de maravilha, estreitando laços de amizade e demonstrando o quanto a Pesca Esportiva pode fazer pelas pessoas. Quero, então, deixar meus agradecimentos aos especiais amigos que ontem abrilhantaram meu dia e fico muito feliz por saber que teremos muitas outras jornadas pela frente! Ao final do dia, voltando para casa, vim pensando em escrever algo para o desfecho deste relato. Achei várias ideias, mas preferi escolher encerrar com a recomendação de que devemos pescar mais e ter mais amigos japoneses! Só se tem a ganhar com isso! Valeu, cambada! Foi muito legal!
  19. 5 points
    De folga no fim de semana convidei o compadre Vitinho para ir pra lagoa, dar uns pinchos e estreiar o novo conjunto. Saímos cedo, a lagoa ainda muito cheia, mas ainda sim fomos tentar. Uma anta descansava tranquilamente. Resolvi aproveitar e dar uns pinchos próximo a anta, fui contemplado com uma trairinha. Como resistir a uma Joãozinho pepino? Explorando as margens mais uma trairinha... Um tucuninha ... O compadre continuava sapateiro... 10:30 da manhã, ventando demais, ainda saiu mais um tucuninha. O compadre achou uma isca e ainda pegou um tucuninha com ela . Pegou mais um, mas antes de fotografar o tucuninha caiu na água. Ta começando a melhorar, mais um pouco que a água baixar vai ficar do geito que a gente gosta . Sobre o conjunto só elogios, molinete macio e torção zero, a varinha então casou certinho. Não vejo a hora de por o conjunto a prova com os amarelões.
  20. 5 points
    Achei algumas fotos de 2009, tempo em que eu pescava mais em lagos e açudes. Aqui, usei uma antiga Daiwa HT1000, que resolveu totalmente a questão de arremesso de iscas leves. Carregada com mono 8 libras. Realmente, old times. Peixes sempre briguentos e ferozes no ataque.
  21. 5 points
    Olá Amigos Pescadores do Fórum Pescaki! Sou cadastrada/registrada desde 2006, fui bastante ativa no fórum, uma das primeiras mulheres ou melhor a primeira mulher a participar, até chamada carinhosamente de "Primeira Dama" do fórum, titulo este dado pelo querido amigo Bome Em 2013 dei um tempo nas postagens e acabei ficando por um bom tempo ausente e a pedido de um amigo, a boa filha a casa retorna, rs! Gostaria de compartilhar com vcs um vídeo que fiz sobre minhas pescarias realizadas todo ano no Rio Suiá-Miçu desde 2013. Este vídeo foi feito em 2015, que representa um pouco de toda aventura de pesca no Suiá-Miçu, desde o traslado Querencia/Pousada Rio Suiá-Miçu, a pescaria, os peixes, a natureza e a pousada ... Espero que o vídeo seja útil para quem se interessar e quer realizar esta pescaria de trairões, tucunarés-amarelos, bicudas, cachorras-largas, cacharas, pirararas, barbados, palmitos entre outros peixes da bacia. O lugar é maravilhoso, de grande belezas naturais, mata de transição entre Cerrado e Floresta Amazônica, áreas alagadas de buritizais, grande presença lagos, afluentes como o Paranaíba e Águas Claras, Todos de águas límpidas, transparentes e calmas e rica em varias espécies de peixe. No meu canal do You Tube tem mais outros vídeos referentes a pesca no Suiá https://www.youtube.com/user/isabelpellizzer/videos?view_as=subscriber Em meu site tem uma postagem unica sobre todos anos que estive no Suiá, como destino que eu super recomendo http://isabelpellizzer.com.br/explorando-o-suia-micu/ Segue o vídeo, qualquer duvida/questionamento é só falar que tentarei responder e informar Um abraço, Bell
  22. 5 points
    Ainda não saiu uma 60up, mas esta 58,5cm deu trabalho! É a maior traíra que já capturei com isca artificial, sensacional a emoção de tirar uma bocuda dessa de caiaque e com um equipamento equilibrado... Vara: Daiwa Laguna 5'6'' - 16lbs 2 partes Carretilha: Venator GTS Isca: G&A Salamareca com Anzol Lastreado 3/0 Linha: Vexter X8 0,25mm Leader: Vexter 0,52mm Caiaque: Barracuda pro Fish Câmera: GoPro Hero 5 Black Competição: A maior traíra do Brasil! Valeu!
  23. 5 points
    Salve galera! Pescaria no Rio Itabapoana estreitando meu presente de Natal! Confiram e não deixem de se inscrever! Grande abraço á todos e um feliz Natal!
  24. 5 points
    Olá amigos pescadores, Meu primeiro relato aqui no fórum e para mostrar uma bela pescaria que fiz em Areado - MG. Areado situa-se próximo a Alfenas e a beira da represa de Furnas. Um local muito bonito, com belas paisagens e estruturas dignas de tirar aquele Azulão. Porém sofre muito com a pesca predatória. É muito comum avistar pedaços de redes velhas, redes novas cercando os peixes e muito pescador, que apenas mata por prazer, o que dificulta muito a pescaria. Mas Pescador bom não liga para adversidades e por isso fomos a luta. Começamos o dia de Pesca as 7:00 da madruga com um tempo feio, nublado e vento. Já vimos que seria um dia difícil de navegar e trabalhar uma isca. Navegamos em alguns pontos onde a o vento não permitiu a pescaria. A Represa se encontra com 15% da capacidade, muito baixa e com diversas ilhas e estruturas aparecendo. Um perigo para navegação, mas o local ideal pros tucunas se esconderem. Nosso guia Sidnei levou na casa deles, conhecedor da região já tinha me alertado que íamos pinchar até dar câimbras nos braços, para tentar tirar aquele troféu. A turma ai, o guia campeão, Carlão e eu. Logo o Vento começou a tirar a paz mas fui o primeiro a pegar um peixe e logo o troféu da pescaria. O guia tava enganado, não deu nem pra esquentar o braço. Peixe era muito bonito, tão bonito que hipnotizou todo mundo e não lembramos de medir nem pesar, foram só as fotos mesmo kkkk. Então seguimos o desafio e o meu parceiro começou a dar um banho. muitos outros peixes bonitos. Eu fiquei o resto do dia nos tricks, Mas o maior ainda era o meu Tentativa de deixar ele maior. acho que não rolou E Então o sertão virou mar. Pensa numas marolas. Pescaria que já estava dificil ficou impossível, tivemos que fazer uma parada pois as ondas entravam dentro do barco e tava difícil parar em pé. Mas antes me vem uma porrada na meia água, Isquinha pegadeira que sempre me deu alegria. Peixe levando linha com freio travado foi pro pau e esse era o maior com certeza, mas como sempre o maior escapa, ficou só a recordação. Arrancou o pitão. a isquinha quebrada e as Marolinhas malditas. E Nossa aventura fica por aqui. Um agradecimento ao Guia Sidnei que fez de tudo pra fazermos essa bela pescaria, cara gente boa demais. Fica o Contato deles pra Quem quiser - TEL.:(35) 9 9828-2274 Voltaremos em Dezembro, quero minha garateia de volta. Abraços Galera
  25. 5 points
    Buenas povo! Venho aqui relatar minha primeira captura desde peixe fascinante. Ontem após o trabalho recebi o convite do meu tio para uma pescaria num ponto até então desconhecido por mim, porém promissor, infelizmente tinha pouco mais de 1 hora para dar uns pinchos pois tinha um compromisso a noite. Chegando ao local, maré vazante e correndo muito, local com muitos enroscos impossíbilitando a pesca com jig head, Fui pra fusion shad 60 cor branca trabalhando de várias formas e após muita insistência tive uma ação, meu tio também foi pra fusion shad 60 e conseguiu um pequeno exemplar, num trabalho extremamente lento e assim insistimos, depois de algum tempo sem nada de ação, estavamos conversando pra decidir que isca deveriamos tentar, parei de trabalhar a isca e apareceu nosso pequeno amigo abaixo: Certamente estava acompanhando a isca e quando parei ele atacou. Apesar de pequeno, muito valente e bateu na isca "quase" igual peixe grande. Após a foto obviamente foi solto em seguida. Como meu tio falou, o primeiro é sempre o mais dificil, que venham os próximos.
  26. 4 points
    Saímos cedo para pegar uns piauçús, tambaquís e tambatingas. O Luciano estava doido pra saber se a linha monofilamento 023 ia aguentar. Material pronto, retirei a linha multifilamento 014 que estava no molinete Venator e coloquei um monofilamento SuperRaiglon 026, um líder curto feito com uma mono Max Force 040 (nó albright) e snap Celta bem pequeno com girador rolamentado. Os peixes estavam bem ativos, pescando no fundo estava pegando piaus com massa e o Luciano as tambatingas na superfície com a mesma massa. Deixei o Luciano com as tambatingas e fui para o outro tanque com os pequenos tambaquís, pequenos mas muito fortes. Os mini crancks nunca me deixaram na mão nesse tanque. Haja garateias pra repor, cada dois ou três ataques já era as duas garateias. O Luciano se divertiu bastante e a linha 023 aguentou bem. Hora de partir, até a próxima a pescaria.
  27. 4 points
    em primeiro lugar, um abraço a todos, bem , também quero deixar meu singelo relato colaborando assim com essa página maravilhosa que é o Pescaki, trabalho na área da segurança pública como soldado da PM e fui acometido de uma grave enfermidade apelidada de "sindrome do pânico", queria matar e morrer, mas DEUS na sua infinita bondade removeu esse meu cativeiro e me restabeleceu minha saúde 100%, ...aí vi que quase morri e não realizei meu sonho que desde criança era de conhecer a floresta amazônica, pesquisando na internet vi uma pousada que me chamou a atenção que é a POUSADA DO XINGU na região de altamira no estado do pará, fechei uma reserva com 01 ano e 03 meses de antecedência e fui pagando as poucos, aí chegou o grande dia (isso foi em julho de 2018), fui atraz dos gigantes de couro da bacia amazônica e no primeiro dia fisguei um belo PIRAMUTABA (mais ou menos uns oito quilos), saiu também uns barbados , mandis e algumas piranhas gigantescas, no segundo dia realizei meu sonho que era de pegar uma pirarara foi uma "briga" mais ou menos e enfim o peixão pousou para a foto que é esse da foto aí com meu nome e nesse dia peguei também mais 02 peixe palmito de bom tamanho ( 03 quilos ) e um peixe de pouco mais de 01 quilo que o guia piloteiro disse ser um pacamon e mais duas pirarara baby rsrsr pequenas, no terceiro dia peguei uns barbados pequenos, mais um filhotinho de pirarara e algumas grandes piranhas ( como é grande as piranhas lá, peguei no anzol barra 08 ), aí a tarde foi show, peguei uma grande pirarara que depois de alguns minutos de briga a linha ( multifilamento ), esbarrou nas pedras e perdi o peixão visto que ela tomou muita linha , bem no quarto dia eu disse pro piloteiro que queria pescar tucunarés e nesse dia saiu alguns belos exemplares de tucunaré pinima , uma cachorra pequena , as velhas e boas piranhas e enfim o peixe que mais me emocionou que foi uma bicuda, puxa vida como ela salta bonito e não se entrega, no quinto e último dia falei pro vanderlan que ele me levasse no poção dos brutos ( eu que apelidei esse poço ), e mais uma "história de pescadô ), fisguei um Jaú e ele tomava muita linha e acabou "entocando" aí perdi o peixão a tardinha eu disse pro guia que queria pegar uns pacus, o interessante é que os pacus lá não passam de 02 quilos que é o pacu borracha , o branco e o curupité, peguei uns trinta mais ou menos iscando com pedaço de laranja e limão e ainda fisguei pela perna uma espécie de tartaruga que leva o nome de tracajá, saiu ainda umas piranhas vermelhas de bom tamanho e umas pequenas pirararas e pra fechar com chave de ouro uma bela cachorra de aproximadamente 10 quilos, que salto maravilhoso esse peixe proporciona, lembrando os nobres colegas que lá é só pesca esportiva, todos os peixes foram soltos em perfeito estado de volta pra água, peixe só se come na pousada ( qualquer peixe ). ... minha segunda pescaria vai ser em outubro agora pois em outubro entro pra RR e vou no PESQUEIRO SALOBRINHA no rio miranda, achei barato um apartamento lá por 80 reais a diária com ar condicionado, só que lá a gente tem que fazer o café , almoço e janta, peço desculpas para os nobres colegas pois tenho extrema dificuldade de colocar as fotos da pescaria que relatei aqui na página do Pescaki, e tenho essas fotos no facebook pra me achar no face é só por mauricio de paula cornélio procópio, lá tenho as fotos dessa pescaria. uma forte abraço a todos
  28. 4 points
    Primeiro tucunaré azul da vida, nos primeiros arremessos....do primeiro dia....em breve relato completo (tem mais dois dias pela frente)
  29. 4 points
    Olá pessoal..... encerrando as pescarias de 2018, segue breve relato das minhas ultimas pescarias de traíras desde outubro/18 ate agora dezembro 2018, pesquei praticamente no mesmo local, lugar onde pega muita traíra mas todas pequenas, as grandes são difíceis. Noutro local onde pesco o proprietário deixa matar as traíras, resultado: não peguei mais nenhuma grande, lá bati meu record tempo atras, passou dos 3,5 kg, hoje acredito não ter mais. uma pequena Aprendi usar soft: no Frog Pega no spinner nos fundos da propriedade um pequeno rio, vi essas ai se esquentando no sol zig zarinha, estreei a cara lubina tilápia no spinner Traíra no Spinner traíra na hammer 85 no Frog da Zman, isca soft mais resistente que já usei tentei selecionar as melhores fotos para não ficar repetidas. material utilizado: vara hilux 17 lbs 5.3 pés com carretilha Lubina BW com linha multi ,18mm e leader seaguar 25 lbs ,43mm vara MS Lubina LU 16 lbs 5.6 com carretilha Venator S lnha multi 0,18 mm e leader vexter ,52 mm vara Daiwa Revros 6 pés 15 lbs com molinete revros linha multi 14 mm e leader seaguar 0,30 mm iscas shad shape spinners frog zman hammer 85 e zig zarinha nesse local a melhor isca foi o shad shape, grande maioria peguei nessa isca, detalhe: quando as traíras estão boiadas não pegava em isca nenhuma, mas com o shad shape era passar perto e pegar. usei minhocas tipo senko tamanho 4. frog zman pequena, muito boa e resistente, e isca zig zarinha e hammer 85. pequenos spinner tambem foram muito produtivos .tenho outras iscas que considero matadeiras para a traíra mas as citadas nesse local foram as mais produtivas. esse spinner sem duvidas o melhor que já usei, gira muito e pega muito ja perdeu todas as cerdas. Bem agora é esperar 2019 e ir em busca das traíras novamente. Desejo a todos um feliz 2019! Abraços!
  30. 4 points
  31. 4 points
    Pessoal, Este é um brevíssimo relato postado no MDR, e trata de uma pescaria realizada em outubro de 2014. Acessei o tópico para uma atualização e decidi posta-lo aqui. No inicio de outubro de 2014 estivemos de volta ao Rodeo Los Palos Lodge, na região do Alto Ñirehuao, Patagônia chilena. (Lagos Misterioso, Loguno e Los Juncos). Fomos os amigos Mario Cardin, seu cunhado Clóvis, meu companheiro de pescarias Luiz e eu. O inverno deste ano foi muito rigoroso e pescamos em condições de muito frio, ventos fortes, chuva e neve ! Minha narrativa é bastante simples e minimalista e se baseia em apenas uma truta das muitas que capturamos. Já pescamos em épocas distintas nesta mesma região, mas nossa expectativa de pesca no inicio de temporada é acertar a eclosão de Gammarus,pequenos crustáceos conhecidos como scuds. Contudo como foi dito, as condições adversas e a água com temperaturas muito baixas retardaram a eclosão de scuds. Como esta pesca é feita no visual, lançávamos nossos scuds a poucos centímetros dos narizes das trutas e estas mostravam -se apáticas e inapetentes, ignorando nossas oferendas. [/ É certo que fizemos algumas capturas com scuds e mesmo com moscas secas (atractors), mas longe do rendimento que obtivemos em temporadas passadas. O guia Alejandro Stange (Alejo), que é um excelente atador se apercebeu desta situação mesmo antes de nossa chegada e se apressou em desenvolver e atar ninfas de dragonflies (odonatos), também abundantes nestes lagos. [/i A partir deste momento a pesca melhorou significativamente, visto que estas moscas maiores se tornaram mais atraentes, por certo por conta de uma troca energética mais eficaz sob o ponto de vista das trutas. O clima continuou impiedoso como pode ser visto nesta foto embaçada na qual puxei o zoom tentando fotografar alguns patos selvagens que cruzavam a margem, e flocos de neve podem ser vistos. [/i Por conta das condições climáticas adversas, desisti da pescaria por duas tardes, preferindo me abrigar no calor e no conforto da cabana. [/i Mas a busca por novas moscas continuaram, e aproveitávamos os intervalos na cabana para atar..... [/ E nesta parte da história entra o nosso herói como veremos mais abaixo..... [/ Na manhã do terceiro dia de pescaria, os companheiros optaram por pescar nos lagos Misterioso e Loguno onde o vento açoitava menos, enquanto eu preferi pescar com o guia Alejo no lago Los Juncos apesar dos fortes ventos sempre imperantes neste lago. Já embarcados, o guia Alejo me ofereceu uma mosca na tentativa de resgatar a pesca com scuds. Este scud, agora mais volumoso e supostamente mais apetitoso tinha sido atado com pelos de gato, e decidi testa-lo atando-o à ponta do meu líder 3 X. [/i Ao nos aproximarmos de um paredão, vimos uma truta bem próxima à margem. Esta visão se alternava durante as subidas e descidas do barco pelas ondas formadas pelo vento e que arrebentavam junto ao barrranco da margem. Em uma destas subidas visualizei a truta e lancei a mosca bem próxima de sua posição, que se apercebeu dela, voltando-se em sua direção. A onda arrebentada na margem se retraiu, e a mosca deslizou para baixo. A truta se movimentou mas não se animou a acompanhar o engôdo. Recolhi a linha e aguardei por uma nova oportunidade, até que em uma nova subida do barco pude visualizar a truta e fazer um novo lançamento. A mosca caiu a um palmo da boca da truta, e no refluxo desceu carregada pela onda. Desta vez a truta se precipitou em relação ao scud e antes que o barco descesse no balanço pude ver que abocanhara a mosca. Um toque sutil na ponta da vara, e a truta estava capturada ! Um macho vigoroso que me rendeu bons momentos de luta até que pudesse ser embarcado ! [/ Outras capturas foram feitas até que decidi guardar o scud, porque dispunha de outros "gatos" em minha caixa de moscas. [/i Ao retornarmos à cabana passei a ver o bichano com outros olhos.... Grande abraço Odimir [/i
  32. 4 points
    Amigos, no fds o menino pediu para ir novamente ao pesqueiro. Ofereci uma pescaria no rio mesmo, mas ele disse preferir o pesqueiro pela proximidade e maior facilidade nas capturas. Então, assim como não se nega uma pescada ao pai, também não se deve negar uma ao filho. Fomos novamente ao primavera, aqui em Rio Preto. Chegamos no final da tarde, pois ele queria pescar de noite no tanque dos tambas e pirararas. Fim de tarde as matrinxãs, geralmente, estão malucas. Capturamos muitas, e também um monte de tilápias. Mas desta vez, somente algumas matrinxãs de tamanho melhorzinho. Tilápia só as pequenas mesmo. Mas o menino já conseguiu aproveitar bastante. Quando escureceu fomos ao tanque de cima, mas somente conseguimos alguns tambas menores, na faixa dos 2kg. Mas para ele já foi o bastante, ficou até com medo de ser puxado para dentro d'água. Seguem algumas fotos das capturas que tivemos nesta pescaria que foi bem curta. Ficamos umas 2h pescando, no máximo. Cada vez mais, o menino está no caminho certo. Muito bom pescar com o pequeno. Se o tempo ajudar, neste fds levo ele para uma pesca na natureza mesmo. Tomara que tenhamos bastante ação para ele continuar a se interessar...
  33. 4 points
    Amigos, agora nesta semana que passou, voltei ao meu amado Rio Manso. Com um voo noturno de Campinas SP para Cuiabá, fica fácil de chegar no Rio Manso. Para embalar o sono...  O rio Manso nasce na Chapada dos Guimaraes, e junto com o Rio Cuiabazinho formam o Rio Cuiaba, por estar a 600mts do nível do mar é um rio forrado de corredeiras e de águas cristalinas. É na minha opinião o "best point" de dourados para pescaria de fly e baitcasting no Brasil. Abriga nas suas águas uma infinidade de peixes, jaus, pintados, cacharas, pacus, curimbas, piraputangas, piaus e muitos outros, mas sua estrela é dourado. O Rio Manso Noticias eram de pescaria difícil, pois o rio estava forrado de dourados, mas haviam muitas iscas brancas no rio, principalmente piraputangas, e eles estavam só pegando nelas. Mas o importante é ir pescar. Dormida de 1hora e cair na água. Raiar do dia No primeiro dia subimos bem pouco, e no segundo arremesso um douradinho fisgado, mas devido a boca óssea, no baitcasting, de cada 10 fisgadas só embarca um. Este na não foi diferente e fugiu. Passa mais 5minutos e nova ação de dourado, só que este não fisgou. Penso será que esta tão difícil assim??? Logo em seguida vejo uma capim na superfície, jogo um popper e explosão, dourado gigante com quinze minutos de jogo, 17lbs. Uma barra de ouro. Assim correu o diia, muitas fisgadas e tb muitos peixes escapados. O período da tarde foi de menos ações. Como sempre o diferencial foi a isca, impressionante mas a antiga, Araçatubinha de madeira, é fatal para o dourado. Pode colocar qualquer isca, mas só ela pega. Não é mentira. Acho q é devido seu trabalho errático, mas principalmente a falta do ratlin. Ainda gostaria de testar uma isca twich bait sem ratlin e ver se funciona. Foram seis dias espetaculares, é impressionante a quantidade de dourados neste rio. No meio da pescaria sempre entram tb piraputangas. Foram uma media de 20dourados fisgados por dia, obvio que a maioria escapa no pulo. Vamos as fotos: Tipico local de pesca. algas do rio escondem dourados Cada corredeira a chance de um monstro estar escondido Minha esposa que não me ouça, mas arranjei uma amante As guerreiras A vitoria 19lbs Como os pontos são próximos a pousada é possivel voltar todo dia para almoçar e recuperar as forças... Dourado noturno, esse pegou em um lambari O pantaneiro Preocupado com os problemas... os ipês começando a florir O motivos de tantos dourados, preservação e as centenas de corredeiras, impressionante. Uma pescaria que vale fazer, é com material leve e soja. muito peixe. Piaus, piaparas, piraputangas e com sorte pacus. Sera que vai dar????kkkk Uma surpresa no plug... Duro de resistir nas manhas, frio de 14 graus joguei a isca, enroscou em um curimba, douradão não deixou a chance passar... Duro manter o peso Mais um monstro mato grossense 16lbs Pausa da cerveja Fima da pescaria Essa Sofreu Equipamentos utilizados: Varas: -Saint Croix SC III 17 e 20lbs 5'7" by waka Custom Carretilhas -AldebaramMg7, Core 51mg e scorpion 51 Linha Multi PP 40lbs Leader-Line System 50lbs Snap capella G Isca-quase que 100% usando a antiga Araçatubinha de madeira(nada haver com a nova de plastico), lá não tem para outra isca, e o popper Vulcan da marine Isca Araçatubinha de madeira 9cm, fatal no rio manso A estrutura da Pousada Rio Manso é fantástica, recomendadíssima, comida caseira, cerveja gelada, bons barcos e excelentes guias. Dista somente 100km de Cuiaba. O dono Julivam não medem esforços no atendimento e na preservação do ambiente. Ele não permite abate de nenhum peixe, todo peixe consumido vem de cativeiros, e auxilia a fiscalização que é constante no rio. Refletindo em um aumento nítido na população de dourados a cada ano. Tal que é impressionante o numero de bichos que avistamos: tamanduá, capivara, coelhos, tatu, pássaros. Contatos: 65 98472-4003 https://www.facebook.com/pousadariomansocba/ OBS-Fica claro que não preciso e não recebo nenhuma gratificação para falar da pousada, falo bem porque realmente gostei. Agradeço a Deus e a minha amada esposa e filhos pela vida maravilhosa. Família acima de tudo!!! Boa semana e pescaria a todos Carlos Dini Para quem quiser acompanhar minhas pescarias: facebook https://www.facebook.com/dini.dini.90260 Instagram @pescadini #pesca_dini
  34. 4 points
    Esse domingo realizei mais uma pescaria de fly, dessa vez no Rio Paranaíta. Logo que cheguei percebi que a agua estava muito mais clara que o normal, e isso dificultou muito as capturas. Sem nenhuma ação nos paliteiros, fui tentar na pedreira. Logo nos primeiros arremessos sai um tucuninha: Mais algumas tentativas e nada de ações, até que consegui filmar um ataque bem bonito: Após isso tive mais alguns ataques, uns rebojos lindos na superfície, porém sem nenhuma captura. A partir daqui a câmera acabou a bateria e não consegui registrar mais nada. Na hora de ir embora escorreguei no lodo e cortei o pé numa ponta de pedra, e pra completar estourei o pneu do carro na volta pra casa (Isso me atrasou muito e não pude comparecer no festival com o amigo Alexandre. Bom, fim do dia posso dizer que o saldo foi positivo, por mais que eu tenha passado uma raiva na volta essa filmagem valeu a pena. É isso, obrigado!
  35. 4 points
    Pescaria com apenas 3 ações, mas valeu a pena. 49 cm a bocuda, muito linda.
  36. 4 points
    Passada a moda de todo mundo querer ser chef de cozinha, acho que dá pra escrever as mal digitadas palavras que seguem sem o risco de incomodar alguém ou ser mal interpretado. Desde muito novo sempre gostei de cozinhar. Alguns poucos amigos sabem, mas meu interesse pela culinária vai muito além do churrasco (que amo e julgo ser a técnica mais fantástica de preparo de alimentos), o que me levou ao curso de cozinheiro profissional no SENAC em 2009 (que infelizmente não pude completar por conta de compromissos profissionais que me forçaram a viajar na época, seguido de uma mudança). O fato é que muito se ouve e lê por aí que "cozinhar é um ato de amor", "é um dom", "é solidário" e etc... Não que não seja um bocado isso tudo; sim, é; mas acho que vai muito além. Tenho no argentino Francis Mallmann a minha referência gastronômica, obviamente e principalmente pelo seu pleno domínio do churrasco mas muito pela visão do que é cozinhar e preparar alimentos por meio de qualquer técnica. No seu livro "Sete fogos", tem um pequeno texto antes da introdução do livro que julgo sublime: "O fogo tem seu próprio idioma, que se fala no reino do calor, da fome e do desejo. Fala de alquimia, de mistério e, acima de tudo, de possibilidades. É uma voz sonolenta dentro de mim. A fera onipresente em minha alma. Vai além das palavras e da memória, vem de um tempo muito anterior às minhas lembranças". E é exatamente isso: o dom, a arte, a solidariedade e o amor de cozinhar estão entranhados na alma, emaranhados nos cabelos, injetados no DNA de quem cozinha. Vem de antes de nossa consciência. E não estou falando só de quem é expert no preparo mas de todos aqueles que compartilham do mesmo sentimento pela culinária. Desde novo sempre me vi atuando em trabalhos distintos, mais tarde me formei na área de TI mas a única atividade que sempre permeou minha existência foi a culinária. Aos 15~16 anos comecei a me arriscar a fazer churrasco, orientado pelo meu pai, capixaba e exímio cozinheiro de frutos do mar e churrasco. Minha mãe, de criação tradicional dos anos 40, era absolutamente genial preparando o que fosse, desde pães e bolos aos melhores pratos com massa e carnes dos quais me lembro. Eu anotava os ingredientes e o modo de preparo do que ela fazia sem que fosse notado, pois àquela época não havia esse glamour todo pelas profissões relacionadas a culinária e gastronomia. Meus pais não me forçavam a formar em algo da escolha deles, apenas me orientavam a fazer algo de que eu gostasse realmente. Unindo esse quebra-cabeças, noto que a inexistência de cursos superiores de gastronomia nos anos 80 me levaram ao caminho das novidades da tecnologia. Quem sabe...? Voltando à "vaca fria", penso que quando preparamos um prato qualquer, somos conduzidos a um nível diferente de concentração - é totalmente diferente de estar terminando um projeto, uma homologação, uma apresentação. O foco é só um: preparar o prato da melhor maneira possível, e não há nesse mundo evento que distraia a gente naquele momento. E se, porventura, ocorrer uma hecatombe que nos tire do rumo, o preparo se perde porque já não tem mais a mesma pegada. Até sai, mas o cozinheiro certamente vai reclamar que foi interrompido, que foi isso, aquilo... É impressionante o nível de concentração alcançado nesses momentos. Diante disto e posto o que já escrevi, vejo o dia a dia se desenvolver com a marcação silenciosa da comida: café da manhã, almoço, lanche ou cafezinho da tarde, jantar, ceia, assalto à geladeira... Isso sem falar no expresso com clientes ou aquele bolo da padaria que se coloca diante de você no trajeto entre o escritório e o caixa 24h. E ansiosamente esperamos pelo churrasco no fim de semana - este sim, o auge! Nossa vida gira em torno disso sem que nos demos conta! E para quem prepara, a sensação é a de estar tornando o mundo melhor, tentamos agradar ao amor com o qual divide-se a vida, fazer os filhos comerem mais, um modo de dar afeto aos familiares e amigos, dar alento àquele amigo que está procurando emprego, de efetivamente estar restaurando os convivas com o que melhor pudemos preparar naquele momento. Daí vem o nome restaurante, cuja origem veio da França em meados do século XVIII na ideia de Boulanger que abriu uma casa de sopas, anunciando aos que tinham fome que ele poderia os restaurar com uma boa refeição. Portanto, no meu parco entendimento, cozinhar é muito maior do que qualquer frase de efeito; cozinhar é viver e dar vida. É partilhar conhecimentos, é conviver e apreciar a convivência. É preciso respeito pelo que se come, sobretudo. Uma porção de caviar e um jiló frito podem ter impacto semelhante se cada um for apreciado no momento certo - e no momento errado, ambos podem parecer ruins. Novamente, recorro ao Francis Mallmann e à sua citação de que o luxo e o simples dependem um do outro, pois "dormir em uma confortável cama não quer dizer que uma boa soneca embaixo de uma árvore seja ruim" (adaptado): um evidencia as qualidades do outro. Portanto, ao respeitar o que se come, se respeita quem preparou, quem cultivou ou criou o que se cozinhou, cultivamos o respeito mútuo; completando um dos ciclos da vida. E vamos ao café da tarde, porque saco vazio não pára em pé. P.S.: Para os amantes de cinema, tem um filme que traduz muito bem esses sentimentos. Chama-se "O tempero da vida", filme grego e turco de meados dos anos 2000. Recomendo.
  37. 4 points
    Só tem velho por essa bandas, deixa eu ir ali, depois eu volto
  38. 4 points
    Tranquilo pessoal. Não me sinto pilhado. O bom humor deve imperar nos fóruns e nenhum assunto deve ser tabu desde que não percamos o foco dos tópicos e que evitemos a falta de urbanidade. Vou levar uma caixa bem grande com gelo essa semana porque vai rolar muitas capturas. abraços
  39. 4 points
    Mais um ano estive na Patagônia Argentina para pescar nos rios próximos de Aluminé e Junín de Los Andes. Dessa vez a jornada foi dupla, um grupo de pescadores experientes, onde já havia por parte de cada um uma boa bagagem de pesca nos rios dessas duas regiões, e um grupo de novatos com a intenção de mostrar como pode ser feita essa excursão de forma econômica. Para os veteranos em pescar comigo há muitos momentos solo onde os mosqueiros botam a prova muito do que já foi aprendido, para os iniciantes a intensão é mostrar pontos de pesca famosos de modo que futuramente possam voltar e pescar cada vez com mais liberdade. Por isso fica uma dica para quem um dia quiser fazer tal pescaria, contratar guias para facilitar o dia a dia de pesca é um ótimo investimento a ser feito, pois além de guiar nos locais de pesca, o guia faz papel de instrutor e ensina muito. Já pesca sem guia o sucesso ou o fracasso está diretamente nas mãos de quem se atrever a far isso. Lua cheia em minha primeira manhã no rio Quillén situado na região da cidade de Aluminé. Amigo Diogo em sua primeira viagem para a Patagônia. Bastou o sol abrir, os insetos eclodirem e a pesca começar. Sua primeira truta Arco íris. Rio Quillén e sua água cristalina. Em seguida a vez do Carlos fazer seu dever de casa. Truta capturada. Outro bom momento onde pode capturar uma bela truta marrom. Esse é o rio Pulmarí mostrando as pedras que dificulta a pesca para os novatos. Rafael fazendo o dever de casa e não mais novato, pois ano passado pescamos juntos nesse mesmo rio. Truta na mão. "A mosca" Em detalhe mostro uma wetfly. Até que engatou uma grande truta. Que deu bastante trabalho. Só alegria. Rio espetacular que exige do mosqueiro aplicação de muitas técnicas. Equipamento básico e seja o mais simples possível. Hora do pic-nic. Entrada do Parque Nacional Lanín na região de Ruca Choroy. Acesso para uma das trilhas da Huella Andina. Passando um café quentinho. Rio Calfiquitra. Equipamento. Truta fontinalis, que não é uma truta, mas é da mesma família. Pra mim não mais existe pescaria sem um bom pic-nic. No rio Malleo. Outro pic-nic no rio Malleo. Quem gosta de um café sabe o que quero dizer. Mas voltemos aos peixes na ponta da linha, agora com o Claudio. Paisagens espetaculares. Hospedagem espetacular. Uma nevasca caiu durante a noite e na manhã seguinte fomos ver de perto. Cerro Chapelco totalmente nevado. Nevou sobre nós e fez tanto frio que congelou a frente do carro. Restaurante regional em Villa Meliquina. Não poderia ficar sem fazer essa foto, ao fundo a montanha nevada. Lago Filo Hua Hum. Caminhada patagônica. Bosque patagônico. Pasto patagônico. Boca do rio Chimehuin. Bota da Flotada. Mosqueiros flotando. Guia e pescador. Seu troféu. Mais um troféu. Majestoso vulcão Lanín. Trilha que os aventureiros podem fazer. Entrada da Reserva Mapuche. Agora é aguardar o próximo ano e já tem grupos se formando.
  40. 4 points
    Acho que o atendente da agência perto da minha casa também pesca. Quando chega alguma coisa de pesca pra mim, some.
  41. 4 points
    O Pescaki, apesar de ter sofrido, como todos os fóruns de pesca, uma significativa diminuição de movimento em razão da popularização de outros meios virtuais, é a prova viva de que este tipo de meio de comunicação tem ainda muito tempo pela frente, vez que os outros meios não conseguem suprir as dúvidas e necessidades dos usuários. Então, o que aqui restou mais prejudicado é aquele contato entre os usuários no sentido de se comunicarem, coisa que antes era bem legal e até rápido, mas agora, diante do Facebook e, sobretudo, diante do WhatsApp, esta comunicação é feita por lá, de sorte a restar por aqui, a parte de busca e conhecimento. E, para isso, os fóruns de pesca nunca serão superados. Só para deixar aqui demonstrado o poder do fórum, informo que no período de 01/01/2018 a 28/03/2018, tivemos uma média de 6.397 acessos diários! Obviamente que a frequência é determinada pelo empenho do usuário, de modo que após algum tempo de participação, esta vem arrefecer para dar lugar a uma participação menos efetiva, sem no entanto, deixar de estar presente e, isso é o que mais ocorre. A sorte dos fóruns de pesca, especialmente o nosso, é que dentre os participantes há abnegados que estão para servir, ou seja, seguem ajudando aos mais novos na arte, sem se importar de recair na repetição dos assuntos, já que isso é esperado por quem está na área há tanto tempo. Com esta abnegada participação tais usuários agregam inestimável valor ao acervo dos fóruns, agregando também pelo exemplar comportamento, algo para si próprios e muito mais valioso, que é o aperfeiçoamento de espírito. Sobre os postadores de vídeos, nada tenho contra, sendo bem-vindos, mas alguns pouco ou nada acrescentam. Já, outros são sempre muito bem-vindos, como os de trazem muito bom conteúdo, trazendo mero divertimento, ou melhor ainda, conhecimento e aproveitamento, como, por exemplo, os vídeos de @Diego SM, assim como os vídeos de Fábio Fregona, ou @Baca, que nos visita amiúde, um grande amigo, Procurador de Justiça, que não precisa de obter ganhos com os vídeos, mas que tem o prazer de transferir conhecimento e precisa da correspondência para manter-se no ar. A nós, cabe dar o lugar para a divulgação sem interesse econômico, mas também cabe julgar o que, quem e quais serão alvo de continuação da atenção, ou seja, filtramos o que queremos ver e, afinal, restará tudo bem! E assim seguimos, uns vêm para aqui se apresentarem, senão diariamente, de forma esporádica mas proveitosa para ambas as partes. Outros, apenas para retirarem o que precisam sem nunca mais voltar, o que é normal. De nossa parte, penso que devemos nos orgulhar, pois tanto para uns, quanto para outros, sempre estamos prontos a responder e ajudar!
  42. 4 points
    Temos que diferenciar técnicas: Cevadeira, meia água e fundo, cada adepto precisa respeitar a técnica do outro, dentro dos limites do bom senso. Há pescadores bons e ruins em todos os lugares, no mar, no lago, no rio, em todo lugar. O que estraga são os excessos, que por sinal na vida excessos também não são bem vindos. Uma combinação que não dá 'Serto' é: Pescaria (dirigir, agua do rio - pesqueiro, etc, faca, anzol) e bebida.... E tem pessoas que não sabem lidar com esta situação, aliado a "Intorpecentis". Tem pesqueiros que já controlam as quantidades de ração e números de varas (há muito tempo), outros liberam tudo e ai acaba neste relato. Frequentava muito o Taquari, fazem uns 4 anos que não apareço por lá, campo de batalha entre pescadores "Experientes". Hoje pesqueiro é moda, e todos estão lotados, eu só pesco em dia de semana de uns anos para cá, e acreditem: Dia de semana já esta ficando complicado, e muito. Em tempo: Pesco com uma vara o dia todo com cevadeira alternando com pino e o problema de muita ceva já não vejo faz tempo, nos pesqueiros que tenho frequentado. Pesqueiro de final de semana? Boa sorte, que Deus te abençoe....rsss
  43. 4 points
    Vídeo curto, resultado garantido. Notem que podem ser usadas penas de diversas aves como faisão, perú, pato, galinha. Divirtam-se....
  44. 4 points
    É, e eu, que ando sem enxergar de perto, fiquei pensando: "pestomates"...?
  45. 4 points
    Fala galera tudo bem?! Depois de meses de espera, ansiedade, finalmente passei uma semana realizando o sonho de pescar na amazônia, foi uma pescaria bem difícil o Rio estava começando a subir, mas ainda muito baixo e com água muito barrenta. Faltaram alguns peixes por dia para cada pescador, O que faltou em peixes sobrou em amizade e camaradagem… Foi inesquecível, turma muito maneira, muitas brincadeiras sadias, muitas cervejas, muitas dicas, causos, técnicas e resenhas compartilhadas. Pequeno compilado dos peixes e paisagens capturadas por esse pescador quem vos escreve. Turma desembarcando em Manaus Encontro do Rio Negro e Solimões A Caminho da pousada Lindo cenário de nossas pescarias Pousada top! Serviço e pessoal show de bola. Pousada Amazon Rain Forest Amigos do Braguinha, turma show de bola e com grande mistura de tribos e valores. Bora Pescar! Pena que acabou, já com saudades desse lugar. Agradeço a toda galera, em especial ao Raffaello por ter me convidado para essa aventura, ao grande Braguinha pelas dicas e pela confecção dos Jigs que fizeram a diferença e salvaram a lavoura e claro ao parceiro de empreitada Lucas Bocchese com quem tive o privilégio de dividir o barco. Mais uma vez o agradecimento todo especial a minha esposa que me apoiou na realização desse sonho. Te amo <3! Grande abraço e boas pescarias ! Equipamento: Vara Marine Sports Venator 25Lbs 6’6″ Vara Daiwa Laguna 25Lbs 6′ Vara Marine Sports Green Bass 17lbs, 5’6″ Carretilha: Shimano Curado 201 Sumax orion titanium 12000 Iscas Campeãs: Jig by braguinha 10g e 14g Rebel T20 jumpin minnow ( Osso) Magic Stick – Nelson Nakamura (Osso)
  46. 4 points
    Como diria o @Armando Ito Quem levanta o dedinho libera o rolamento! Cuidado
  47. 4 points
    Comecei o dia cedo, como de costume, seis horas da manhã, porque aqui a praia enche de banhista. Mas o dia foi só dos baiacus, três num total, e muitos anzóis perdidos. Meus companheiros que estavam do lado pegaram Betaras, pampos e baiacus também. Pescar na praia vai além de pegar os peixes, deu pra treinar arremessos e também fiz novos amigos.
  48. 4 points
    Ensaio - Troca Justa Sempre fui um admirador da cultura Greco Romana. De fato, sempre que alguma novidade aparece no cenário, lá estou eu lendo sobre a descoberta. Difícil não se interessar pela cultura que tanto influenciou o pensamento e os costumes ocidentais. E uma das coisas que sempre me fascinou foi a cultura comercial desses povos. E, para mim, o símbolo maior dessa prática antiga são as ânforas. Objetos grandes e belos, feitas para conter geralmente líquidos, algumas podiam ser muito grandes, com dezenas de litros de capacidade. E uma coisa que sempre me intrigou foi o porquê da base das ânforas serem bicudas e não largas. Uma base larga daria mais equilíbrio ao vaso, sempre pensei eu. Mas não, elas eram invariavelmente finas, de forma que tinham de ser sempre encostadas em alguma parede para ficarem de pé. E a razão disso ter sido assim descobri depois de burro velho. O comércio era baseado em troca. Toma lá, dá cá. Você trocava vinho por farinha, azeite por tâmaras e assim por diante. Mas a razão da ânfora ser daquela forma era devido ao local onde as trocas ocorriam. A Grécia dominava o Mediterrâneo. A maior parte do comércio exterior, que era de onde deveria vir os itens mais desejados, era feita por barco. Grandes embarcações a vela singravam o Mediterrâneo e talvez a costa Atlântica africana próxima para os comerciantes mais arrojados. E as trocas ocorriam, via de regra, nas praias. E a coisa era assim: quando o barco chegava, claro que deveria ocorrer certo alarido no povoado próximo. Todos sabiam o que os barcos traziam. Vinho e azeite eram o carro chefe. Mas os de terra tinham certo temor sobre os embarcados. Além da barreira do idioma, sempre um problema, as histórias de jovens que foram "conhecer" a embarcação e nunca mais voltaram não eram incomuns. Diziam que eram capturados e vendidos como escravos, algo perfeitamente aceitável no mundo antigo. Assim, havia certo temor em se chegar muito perto dos comerciantes. Mas o escambo, que era o motor do desenvolvimento, tinha de ocorrer. Os comerciantes queriam mercadorias da terra, frutos secos, tecidos, carnes e peixes, peles de animais, metais. Os de terra queriam o azeite e o vinho. Assim, o barco encostava e os de bordo imediatamente retiravam mercadoria suficiente para uma troca. As ânforas eram levadas à praia, a certa distância e fincadas na areia. Feito isso, se afastavam para o barco. Os de terra, então, iam verificar a mercadoria. Voltavam, então, com mercadorias de troca, seja lá quais fossem. Colocavam junto às ânforas e se afastavam também. Era vez dos de bordo irem e verificarem os itens. Se consideravam justo, pegavam as mercadorias dos locais, deixavam as ânforas e se retiravam. Se achassem pouco, se afastavam novamente. Os locais, então, tinham a opção de levar mais itens ou retirar os que deixaram e abandonar a troca, por a acharem injusta. Tudo acontecia praticamente sem contato pessoal e sem conversa. E dizem que nenhum lado enganava o outro. Pois se os da embarcação assim o fizessem, simplesmente levando tudo e nada deixando, nunca mais os locais confiariam neles e o mesmo ocorreria se o outro lado assim procedesse, os barcos nunca mais encostariam e adeus para o vinho das festas de sábado: o princípio do comércio estaria abalado. E isso perdurou e foi assim por séculos, milênios. Talvez por não haver muitos seguidores da Lei de Gerson naqueles tempos.
  49. 4 points
    O Lambari! Qual pescador não começou a paixão da pesca com este pequenino ? Qual pescador não tem em sua lembrança seu pai (pescador herói!) no dia anterior chamando! Vamos pegar minhoca! E saia ele com a inchada (herói protegendo o futuro pescador!) e nos atrás com o baldinho ! Já imaginando um Peixe de 5kg pego naquela minhoca ! Rsrs Quem nunca ? Lembranças de meu velho pai (pescador herói) que me passou este vício ! Com a ajuda do pequenino lambari ! Enche-se os olhos de lágrimas! Mais acima de tudo elas ajudam a estufar o peito tb para com muito orgulho falar desta duas figuras na vida de muitos pescadores ! Pai (pescador herói!) Lambari (pequeno mais que nos davam momentos inesquecíveis com nossos pais!) Ao meu velho pescador herói ! Saudades e eternos agradecimentos por me passar este vício! E ao pequenino lambari ! Obrigado ! Por muitas tardes me propiciar pescarias com o pescador herói ! Quem nunca ? Autoria: minha mesmo, inspiração! Meu falecido pescador herói ! Texto top que recebi do Watts! Resolvei compartilhar com os amigos!!
  50. 4 points

Parceiros: www.petsEXPERT.pt