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    Confira a matéria na página web da Pesca&Cia: https://pescaecia.com.br/2019/02/07/sorte-principiante-pescaria/?fbclid=IwAR3c1z7d3SmziiG-ILoOZM-0a2LhKSXuiogV3MdtJQcTdwOOOAN9zNfqx2w Existe sorte de principiante na pescaria? REDAÇÃO7 DE FEVEREIRO DE 2019 MATÉRIAS EXCLUSIVAS0 COMENTÁRIOS 0 Confira a opinião de nossos staffs sobre um tema corriqueiro Existe sorte de principiante na pescaria? Alexandre Dick: Sorte de principiante com certeza existe! Eu mesmo já tive várias experiências com pessoas que pescavam pela primeira vez e que os grandes peixes apareceram exatamente nas iscas delas, principalmente na pescaria com iscas artificiais. Um caso curioso foi quando levei meu cunhado pescar tucunarés pela primeira vez, e coloquei na linha dele uma twitch bait, por possuir nado errático e não precisar tanta prática para trabalhar. Ele fisgou um tucunaré em Itaipu, como poucas vezes vi daquele tamanho na nossa região. A outra ocasião também foi a de um amigo acostumado a pescar com iscas naturais. Então, para ele, separamos uma isca de trabalho fácil. Um azulão muito raro, de 60 cm (enorme para o sul do país), foi capturado! Se isso não for sorte, não sei o que é, já que nenhum deles tinha prática com carretilhas e artificiais, e capturaram peixes enormes para os padrões locais. Guilherme Monteiro: No creo en brujas, pero que las hay, las hay. Existe sim a sorte, que, ao meu ver, também está relacionada ao fato de acreditar que a mística existe. Na pesca, crer é a diferença entre pegar ou não. Pepe Mélega: Sim existe. Há sempre uma parcela de sorte em toda a pescaria. Podemos estar pescando vários peixes de porte pequeno, com a técnica adequada e com equipamento para pegar um exemplar de porte maior, mas o peixe simplesmente escolher a linha do parceiro – principalmente quando é iniciante. Dizem que é uma estratégia dos “deuses da pesca” para agregar novos viciados. Não sei se é verdade, mas que o grande sempre sai para o iniciante ou quando levamos a companhia feminina para pescar. Domingos Bomediano: Por não acreditar em sorte ou em azar, penso que não se trata exatamente de uma questão de sorte, mas sim, do conluio de vários detalhes que costumam levar a um resultado favorável para o principiante. A começar pelo fato de que, na maioria das vezes, ao menos no meu caso, sempre se favorece ao principiante para que consiga seu peixe, porque, sem conhecer todas as manhas, o novato deixa de fazer várias coisas que o veterano faz, até impensadamente, no afã de conseguir um peixe. De sorte que isso, às vezes, pode ser determinante para o sucesso do principiante. Rodrigo Amaral: Existe sim e creio que está relacionado ao psicológico da pessoa. O principiante normalmente vai relaxado, sem pressão de pegar ou não o peixe. E isso parece que atrai: o peixe parece sentir quando o pescador está tenso. Do mesmo jeito que existe o tal pé frio, também existe o sortudo. Braguinha Sorte existe. Mas quando o pescador pega um é sorte, dois pode ser que sim ou não, mas três significa que o cara é bom. Sorte existe quando o cara nunca pescou e pega um exemplar diferenciado. Independente de ser a primeira vez ou não. Sorte em três peixes grandes não existe. Deve ter técnica, equipamento e um pouco de assessoria. Eu acredito em sorte. Vladimir Ferreira: Acredito que a sorte existe, não só para o principiante, mas para todos. Entretanto ela representa uma parcela mínima durante as nossas pescarias. Um dos maiores jogadores de golfe da história, o australiano Arnold Palmer dizia: “Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”. No nosso caso, quanto mais pescamos, mais chances daremos para a sorte nos brindar. Sortudo ou não, o mais importante é o principiante tomar gosto pela pesca…
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    Pescador tenta fugir da PM a nado, mas fica preso em rede no Rio Cuiabá
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    Sim, sem dúvida que existe. Cansei de ver isso, principiantes pegarem ótimos exemplares. No caso das iscas artificiais, é necessário levar em conta que os neófitos costumam arremessar em lugares onde os mais experientes evitam e também costumam trabalhar a isca de formas pouco convencionais. Isso pode atrair aquele peixe mais manhoso e acostumado com o feijão com arroz dos experientes.
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    Olá Amigos pescadores, Bom Dia/Boa Tarde/Boa Noite (dependendo do horário que cada um leia ). Não sou de estar pedindo nada, mas hoje venho pedir ENCARECIDAMENTE que me ajudem com uma petição que, de certo modo, tem a ver com o nosso esporte preferido: a pesca. Sobre o que é essa petição? A petição solicita uma dragagem e manutenções periódicas no entorno de uma área que é ecologicamente preservada, OU PELO MENOS DEVERIA SER, localizada dentro da cidade em que moro, Recife - PE, num bairro vizinho ao meu, onde costumo fazer algumas pescarias com amigos. Essa lagoa é uma espécie de ponto turístico desse bairro (Imbiribeira). O nível da água varia de acordo com a maré. Essa água vem do mar e se mistura com as águas do Rio Capibaribe(principal rio do Recife e grande parte do Nordeste) e Rio Tejipió, tornando-a salobra, com mangues em suas margens por quase toda sua extensão. A Lagoa é repleta de Camurins, o famoso Tarpon, que seguem o fluxo da maré, entrando na Lagoa quando ela enche e retornando ao mar quando ela está secando. Não vou falar muito por aqui, pois na petição está tudo explicado, para quem esteja mais interessado no assunto. Como podem me ajudar? Amigos, é fácil. Basta entrar no Link (Clique Aqui) e seguir o passo-a-passo abaixo: Só é você preencher as lacunas com Seu nome, Sobrenome e E-mail. Depois clique em "Assinar essa petição" Se quiserem/puderem me ajudar mais ainda, só é selecionar onde tem "Compartilhe essa campanha no Facebook" e automaticamente estará compartilhando com seus amigos. Gilson, eu pago alguma coisa assinando essa petição? R- Não! Você não estará pagando nada por isso. Em compensação estará me ajudando para que essa petição chegue nas autoridades responsáveis, para que algo seja feito antes que esse local se acabe em poluição e descaso humano. Agradeço desde já a todos!!!
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    Sonho de menino inesperadamente realizado aos 52 anos de idade Com fotos dos Irmãos Bomediano Para os de minha geração, não há como esquecer a voz empostada de Heron Domingues ao anunciar: "Aqui fala o Repórrrrterrr Esso, testemunha ocularrrr da história"! Ainda que a comparação possa vir a ofender os brios dos fãs daquele maravilhoso jornal de televisão, sua audiência, guardadas as proporções populacionais, comparava-se com grande chance de superá-la, à do atual Jornal Nacional. Mas, porquê, agora, em um fórum de pesca, venho falar nestas saudosas épocas e de um jornal que nem existe mais? Simplesmente porque foi na voz do Grande Heron Domingues, no afamado jornal, que em tenra idade ouvi pela primeira vez algo relacionado ao Xingu e seus heróis, índios e brancos, dentre estes, os lendários Irmãos Villas Bôas. Assim, vez ou outra vinham notícias daquela região, notícias estas, que me acariciavam os ouvidos, de maneira a parecer que algo mágico havia no Xingu que me causava tanta ilusão, a ponto de não raro, menino sonhador, ousar imaginar-me um dia, pisando o sagrado chão xinguano, de preferência numa aldeia indígena. Com o tempo, ao entrar na adolescência e estando em melhor condição para compreender aquilo tudo, descobri que a saga dos afamados irmãos começou em 1943, quando souberam que o governo estava montando uma expedição com o fim de desbravar parte da enorme área ainda não mapeada do Brasil Central, implantando núcleos populacionais durante sua passagem. Tal expedição foi denominada de Expedição Roncador-Xingu, partindo de Barra do Garças, que foi sua primeira base. Uma vez nela engajados, deram início à própria saga, os formidáveis Irmãos Villas Boas, não sem agregar ao grupo, algumas pessoas, muito embora anônimas como eles próprios, das mais distintas e corajosas de nosso país. E foi assim que estes três irmãos conseguiram gravar de maneira indelével seu nome na parte boa, louvável, da história de nosso País. Foram adeptos da idéia de que, diante da necessidade de se interferir na vida de seres tão especiais como os índios, deveriam fazê-lo com o máximo cuidado e respeito, de maneira que durante as expedições, a ordem era para que nenhum tiro fosse dado, ainda que sob ataque. E isso foi muito bem conduzido por Orlando. Se por um lado os índios brasileiros sofreram com a chegada do branco, por outro lado, este sofrimento foi muito menor do que poderia ter sido se a campanha não estivesse sob o comando de gente tão especial quanto os Villas Bôas. Foi então, a partir da idéia destes homens, que foi criado o Parque Nacional Indígena do Xingu, em 1961 (eu estava à época com 6 anos de idade), cujo nome atual é Parque Indígena do Xingu, com área aproximada de 2.800.000 ha, onde ficaram preservadas catorze etnias indígenas englobando cerca de 5.500 índios. Portanto, quando comecei a acompanhar o assunto, o Parque já estava implantado, mas nem por isso deixei de sentir-me presente ao ler entrevistas e relatos de Orlando e Cláudio em jornais e programas de televisão, relatando os acontecimentos e percalços pelos quais tiveram de passar desde os primeiros passos da expedição até a conclusão da idéia de criação do Parque. Sabedor de que muito difícil seria conhecer pessoalmente a uma aldeia indígena do Xingu em sua essência (não me interessava uma visita turística, isso, não!), acabei conformado, mas não esperava que um dia o destino me colocasse diante de um especial amigo que viria isso me proporcionar. Ano passado estivemos pescando no rio Xingu, hospedados no Rancho Xingu, sob a impecável direção de nosso amigo Atá. Durante minha estadia por lá, soube que houve uma expedição de alguns pescadores até a aldeia Kuikuro, mas não me atrevi a demonstrar interesse vez que sabia que isso poderia ser complicado e poderia estar trazendo alguma dificuldade para Atá. Diante desta minha observação em um relato aqui nos fóruns de pesca, Atá me disse que se eu tivesse comentado com ele, teria conhecido a aldeia naquele mesmo dia. Mais que isso, espontânea e diligentemente, comprometeu-se a levar-me à aldeia, o que muito me impressionou. E não é que o danado fez mesmo isso? Há uns seis meses avisou-me desta nossa viagem para o Rancho Xingu e que se eu fosse seria quando me faria chegar à aldeia. Achando que isso poderia ser un tanto trabalhoso agradeci a oferta, dizendo para que ele não se preocupasse com isso, mas abnegado que é, não deixou-me opção: "Bomediano, você vai à aldeia Kuikuro!" Com isso, partimos para uma viagem de uma semana, que envolvia pesca, mas que para este servidor, foi mesmo de aperfeiçoamento espiritual. O rio Xingu e seus formadores têm um aspecto único, com mata ciliar muito bonita e impressionante. As margens são, ora guardadas por matas de transição e de galeria, ora guardadas por belíssima vegetação de cerrado. São rios que proporcionam pescarias memoráveis, sempre prazerosas e não decepcionam aos que suas águas navegam. No Xingu, a vida explode! Uma hora, oferece um peixe, outra hora, oferece curiosas imagens de animais. Quando não se vislumbra nada mais de especial, vem aos nossos sentidos suave e distinto perfume de flores e se as vemos somos agraciados com um show de cores. E se não vem um determinado perfume, outro comparece; e se estes se ausentam, vêm imagens de grandes e maravilhosos jatobás e cambarás. Se estes não comparecem, cuida a Diligente Mãe Natureza Xinguana de criar algum fato novo, sempre distinto, fazendo passar à nossa frente, algumas araras ou outras aves. Ah, mas que lugar especial! Eis porque não há monotonia naquelas paragens: A gratificante imagem de um jatobá – Hymanaea stilbocarpa. Pela manhã o rio se cobre de neblina por conta do frio que faz, mas algumas horas depois, o calor já é de matar! A fauna é de espetáculo. Aqui, um lagarto sinimbu ou iguana – Iguana iguana. Uma família de ariranhas na porta de sua toca Um macaco-prego num jatobá Jacarés não faltam Umas paisagens mais do rio Kuluene, Sete de Setembro e Xingu Na pescaria, sacamos todos, muitos peixes: tucunarés, bicudas, cachorras cacharas, jurupenséns, jurupocas, corvinas, matrinxãs, piranhas e outros mais. Não juntarei todas as fotos porque são muitas, mesmo, de muitos peixes, sobretudo de tucunarés! Mario, meu irmão, teve sua isca enroscada em um grande poraquê, de maneira que retiramos o anzol com muito cuidado. Creio que com estas fotos conseguirei expressar melhor o que passamos: Alguns dos muitos Tucunas capturados Outros peixes Nosso guia, Pedro, Grande Caboclo! E foi durante a pescaria na tarde da segunda-feira que vimos aproximar-se de nós um barco trazendo D. Zuleika, esposa de Atá. Pela especial pessoa que é, somente sua presença já nos trazia um gosto, mas ela ainda portava a notícia de que no dia seguinte iríamos à aldeia! O coração levou um impacto, de maneira que andou batendo irregularmente a ponto de fazer-se sentir alguma arritmia. E foi assim que recebi aquela notícia! E foi também com olhos encharcados que agradeci, percebendo que a hora se aproximava... Ô caipira danado de besta! Desgramado de coração mole! A única coisa que não estava perfeita é que o Grande Atá não nos acompanharia. Quem me levaria até lá seria o Grande Oscar, não menos diligente que o primeiro! A noite foi das mais longas que passei em minha vida! Maldição de relógio que insistia em demorar mais que o normal para fazer a contagem do tempo. Mas inexorável, o tempo passa e, ainda que a noite possa ter parecido uma eternidade, chegara a hora! Partimos bem cedo para tentar ver alguns animais nas vastas pastagens naturais das terras xinguanas. Uma coisa que muito me impressionou foi saber que nosso amigo Atá preferiu deixar suas terras da mesma maneira que sempre estiveram, ou seja, estão preservadas. Desta maneira, dentro da área podem ser avistadas grandes planícies com pastagens naturais, de vários tons de cores, áreas de cerrado denso e de matas de transição, com imensos buritizais nas áreas alagadas. Um ecosistema perfeitamente integrado. No caminho uma majestosa concentração de buritis (Mauritia vinifera) As grandes planícies de pastagem nativa da região do Xingu Ainda que a foto não lhe faça justiça, não resisti em fotografar esta planta bastante rara. Vimos também alguns animais como estes Chegamos à primeira aldeia, chamada Paraíso e que está ainda em implantação, cujas características diferem um pouco das originais, mas se por um lado estas características interferissem na imagem das casas, por outro lado, nada retirava das pessoas suas características índias, de maneira que ao chegarmos já se podia notar ali, a hospitalidade dos índios. Confesso que neste momento senti algo de desapontamento, pois a imagem além de não corresponder à esperada, não era também agradável. Longe de assemelhar-se a uma aldeia indígena, parecia mais um assentamento de pessoas sem-terra, muito desorganizada, aparentando muito pobre. Mas para compensar, as especiais pessoas que ali vivem contribuiram sobremaneira para afastar de vez esta primeira má impressão. Os índios se aproximam Uma indiazinha muito bonita com nome de branca: Mariana. A memória me trai, mas creio que esta linda menida seja Irmã de Mariana Um garoto com bastante intimidade com a máquina fotográfica. Ao fundo, meu amigo Carlos Alberto Santoro Com Ausuki, um índio bastante atencioso, com o qual já havíamos conversado na pousada. Importando-me menos com fotografias e centrando-me mais na obtenção de conhecimento, indaguei sobre alguns costumes e perguntei se tinham milho índio para que me arrumassem algumas sementes. Prontamente, uma índia, Kahalá, correu buscar uma espiga oferecendo-me com viva alegria nos olhos. Aproveitei então, para saber mais sobre ela. Casada com Nahum, terceiro cacique da aldeia em implantação, vive ali com sua irmã, Anaí e são filhas do Cacique Yacalo, da Aldeia Kuikuro, que iríamos visitar. As índias Anaí e Kahalá, filhas de Yacalo, cacique da aldeia Kuikuro Pediu-me Kahalá que portasse um recado a seu pai, dizendo que estava tudo bem com ela e a irmã. A estrada apresentava trechos, que embora acidentados como este, não ofereceram maiores entraves que o devido cuidado na passagem Partindo da aldeia Paraíso, após mais uma hora de viagem chegamos à Aldeia Kuikuro. Logo ao entrar na pista de pouso, este incomparável amigo, Oscar me avisava para preparar o coração pela imagem que iria ver. Ah, mas já era tarde! O desgramado do coração já batia todo errado de novo! A fala recusava a sair e quando saía, falseava! E foi com tremedeira que adentrei a aldeia, sem nenhuma vergonha de sentir lágrimas brotarem dos olhos. Afinal, aquele menino, agora com 52 anos de idade, realizara seu sonho! E foi com um abraço que agradeci a Oscar, pois ele, conjuntamente com Atá, é que me proporcionaram aquilo tudo! Índios apareciam de todos os lados, sempre com o corpo muito bem decorado com tinta extraída de urucum e jenipapo, com um colorido excepcional. Primeiro precisei passar por um período de adaptação e assimilação da enorme quantidade de informação visual que meu cérebro tinha de processar, o que levou alguns minutos. Crianças "brotaram" de todos os sítios! Que rostinhos lindos tinham! As ocas são enormes! Apesar de já as conhecer de vídeos e filmes documentários, jamais imaginei que fossem tão gigantescas! O engenhoso sistema de construção é surpreendente! Não usam nada do homem branco, senão apenas amarrações nas madeiras. Logo em seguida, vimo-nos seguindo Yacalo que nos ciceroneava pela aldeia fornecendo informações genéricas. Levou-nos a uma casa de alvenaria – a única da aldeia – que servirá de sede para uma ONG que estão criando eles próprios. Ali, fez-nos uma interessante palestra audio-visual, que muito ajudou a compreender a situação dos Kuikuros no momento. Aproveitei para conversar mais detalhadamente com os dois índios professores da aldeia, recebendo com muito gosto a notícia que, apesar de levar ensinamentos como matemática e língua portuguêsa aos indiozinhos, levam também a cultura ancestral, com ensinamentos da lingua Kuikuro transcrita para a grafia que conhecemos e das tradições da aldeia. Depois disso, ficamos livres para andar pela aldeia, mas novamente centrando minha presença em obter informações, passei a conversar com Yacalo, cuidando, primeiro de desfazer-me do recado que portava. Contente com as notícias da filhas, agradeceu-me pela informação e convidou-nos a adentrar sua oca. Recebeu-nos em sua casa, como se estivéssemos em nossas próprias! Enquanto os demais saíram para ver a festa, permaneci sentado, conversando com o impressionante cacique por umas duas horas seguidas, quando aproveitei para retirar todas as informações possíveis sobre a vida índia. Uma coisa maravilhosa! Yacalo, ao contrário da impressão que as fotos possam causar é um homem de inigualável simpatia e educação. Em verdade, o que pude perceber é que os índios são gente especialíssima, sem par! Quisera eu ter a metade de presença de espírito que tem um índio! Mas, enfim, também deixei algumas recomendações muito especiais, sobre como os índios devem levar seu contato com os brancos e desta interação não restarem tão prejudicados. Ele apreciou bastante minhas ideias e eu resultei bastante feliz por ter podido deixar um pouquinho de contribuição para eles. Sempre guardarei esta especial foto como recordação pela alegria com que nos conhecemos, Yacalo e este servidor. Enquanto conversávamos, as duas mulheres do Cacique preparavam comida, especialmente beiju e peixe assado. Aqui, Agahuvuru, uma delas, mãe de Kahala (da Aldeia Paraíso), preparando a mandioca enquanto a tapioca já pronta assava no fogo. Ao lado dela, Ao mesmo tempo, Arifuá, a segunda mulher de Yacalo, preparava peixes para nosso almoço e ao mesmo tempo também preparava a mandioca para refeições futuras. Enquanto conversávamos a oca foi se enchendo de gente, uns a ouvir-nos, outros simplesmente para nos observar. Índias e seus filhos se aproximavam Outras simplesmente continuavam sua tarefa diária, mas sempre de ouvidos atentos. Enquanto turma se atentava em nossa conversa, outra turma se entendia com meus amigos, dentre eles, Betinho, que também muito apreciou a possibilidade de conhecer aquela gente sensacional. Com a chegada de mais alguns companheiros que andaram fotografando a dança, almoçamos peixe e beiju. Ainda que esta refeição fuja totalmente dos padrões de nossa alimentação usual, comida é coisa sagrada e não pode ser recusada, de maneira que fartamo-nos, principalmente de beiju, que é algo simplesmente delicioso. E com este almoço, senti-me um pouquinho índio! Lá fora, a festa já corria solta, mas eu acabei praticamente sem fotos, já que fiquei conversando com Yakalo e Família: Esta linda indiazinha surpreendeu-me olhando fixamente para a câmera, de maneira a render-me uma das melhores fotos Esta outra, simplesmente linda, estava pronta para a festa Yacalo mostrando uma foto onde se pode ver seu falecido pai e a sua mulher, Agahuvuru, ainda jovem. Vejam o colar que leva ao pescoço, feito de unhas de onças. Este colar é de uso restrito do Cacique! Como tudo que é bom dura pouco, chegou a hora da partida, mas como se não bastasse tudo o que aqui relatei, este dia ainda me reservava um mágico momento mais! Na volta, quando paramos novamente na Aldeia Paraíso, novamente os índios juntaram-se a nós e dentre todos, ouvi chamarem meu nome! Tratava-se Kahalá, filha de Yacalo de quem portei a mensagem para o pai. Vinha acompanhada da irmã Anaí e do marido, Nahum. Disse-lhe que havia passado seu recado para Yacalo e que dela ele falou que gosta muito! Com um belíssimo sorriso pediu-me para aguardar, saindo às pressas para buscar algo em sua casa. E com o mesmo sorriso, retornou trazendo-me uma esteira de presente! Ainda que tentasse disfarçar, este danado deste coração andou falhando novamente e foi com os olhos rasos d'água que lhe agradeci dizendo que nada tinha naquele momento para retribuir, mas perguntei se poderia dar-lhe um abraço e um beijo, sem sequer pensar se isso poderia vir a ser um problema, afinal de contas eu não conhecia aquela gente, de maneira que com isso, arrisquei-me a arrumar uma bruta encrenca. Mas que coisa mais bela é o espírito humano, que nos permite reconhecer manifestações sinceras de emoção, não importando muito se somos índios, brancos, pobres, ricos, reis, religiosos, escritores, etc., pois ela... aceitou! E ao dar-lhe um abraço e um beijo fui retribuído, além de receber também um abraço do marido! Aquilo foi simplesmente sensacional! Até agora me emociono ao escrever! Saí de lá convicto de que os índios são as pessoas mais estupendas que o Senhor do Universo me proporcionou a chance de conhecer. Já sinto saudades daquela gente tão especial! Deus meu! Pudera eu ter uma pontinha de conhecimento que têm eles sobre a vida e o espírito humano e meu coração estaria mil vezes mais feliz! Bem, este dia foi um dos melhores de minha vida! Agora posso dizer que entre os índios tenho alguns novos amigos, muito, muito especiais. Ficamos acertados de nos encontrarmos quando virem para São Paulo em 2008. Depois deste dia seguimos pescando por mais três dias, mas então, nada mais poderia superar a overdose de emoção que me proporcionou a visita aos índios! Creio que posso dizer o mesmo em nome de meu fantástico irmão Mario, cujo coração também andou "falhando" na aldeia! No sábado de manhã prestei minha homenagem aos rios xinguanos fazendo um agradecimento na barranca do Kuluene, no Rancho Xingu, pedindo às Forças Maiores do Universo para preservar aquilo tudo e sua gente maravilhosa. Colhi mais um pouquinho de terra para minha coleção e despedi-me do lugar. Terminada a jornada, veio a hora de voltar para casa, voltando com espírito renovado, um pouco índio e gratificantemente menos "civilizado". Bom, amigos, agradeço a todos que tiveram paciência de ler até aqui. A todos do grupo que me acompanharam na viagem, meus sinceros agradecimentos, sem deixar de dizer que a mim me encantaram pela tremenda capacidade de boníssima convivência pela qual passamos. Contudo, restam duas homenagens. Por mais que escreva não conseguirei fazer justiça a um merecimento. No entanto, tentarei! Devo então, muito, mas muito mesmo, agradecer a este homem: Atahualpa Catalán, o Grande Atá, por tudo que se empenhou para fazer com que minha visita aos índios se transformasse de um simples sonho de um menino em uma verdadeira aventura de um pescador cinquentão! Muito Grato, Grande Atá, amigo meu! Que o Grande Criador, Senhor do Universo, abençoe a você, sua família e à sua estupenda pousada. Outro caboclo a quem fiquei muito devendo, foi meu amigo Oscar! Muito grato Grande Oscar, que foi o "encarregado" de nos levar, a mim e meu irmão, até aquele paraíso e que soube muito bem assimilar o que se passava em meu peito naquele dia. Valeu, Grande Oscar! Espero que gostem do relato, pessoal! Bome
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    Tem que ter muito cuidado com esse negócio de pescar sereias...
  9. 1 point
    Pesca com a bolonhesa: pesca à tarde com excelente tamanho, para as nossas linhas três puci 1,1 kg, 1,3 kg e 1,8 kg, até uma carpa pesando 3,5 kg um carassi sobre kg e finalmente um torpedo 2 kg! Boa visão
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    Olá amigos pescadores, estou de volta com mais um conto de mosqueiro. Este ano de 2018 foi ótimo e agora, no início de dezembro eu fui, mais uma vez, muito feliz na pescaria com mosca. No último dia 1º deste ano, eu estava em Paquetá, por volta das 05:00 h e ali, ao lado da estação das barcas eu comecei a pescaria com umas Crazy Charlies. A maré estava muito baixa e haviam rebojos em meio àquelas águas tranquilas no clarear do dia, o que me despertou a curiosidade de saber o que era que estava atacando peixes menores na superfície. Troquei, então, a isca por um streamer e comecei o trabalho, recolhi com puxadas suaves e curtas, como se arrastasse o streamer no chão, não demorou nada e então Nhac! Nhac!! Nhaaaac!!! Entrou aquele peixão, pensei com meus botões: o que será isso, meu Deus do céu? Depois de muitos puxões, cabeçadas e arrancadas, o peixe veio à tona – era a maior corvina que eu pesquei até então, com mosca. Transeuntes, que iam pegar a barca, paravam para ver o que aquele chicote engraçado estava pegando, curiosos, entravam nas barcas e continuavam olhando pela janela, deviam se perguntar: será algum chicote que ele usava nas charretes e agora está pescando? Todo tipo de curiosidade passava nas cabeças dos moradores que embarcavam para o Rio de Janeiro, mas o que lhes impressionou é que aquele "troço", capturava peixes grandes. Após, retirar o peixe da água, registrei em fotografias e aqui está a lembrança de um dia em que eu não pretendia capturar nem peixes pequenos e fui surpreendido com esse troféu. Este foi mais um relato deste pescador que tem o imenso prazer em compartilhar com vocês as suas pescarias, um forte abraço em todos e até a próxima.
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    pessoal usa Brisinha ... só não guinchar ....
  12. 1 point
    Se vc já se decidiu que tem que ser uma dessas duas, eu iria de Daiwa Lexa (maior capacidade de linha, mais reforçada). A Curado é mais adequada para baitcasting, com baixa capacidade de linha para uso em pesqueiros.
  13. 1 point
    Interessante molinete da Luxor, mas com certeza também foi um "Trade Reel", pois o mesmo poderia ser comprado sob a marca "Crack 600". Difícil dizer quem realmente o fabricava nesse caso, se a Pezon & Michel ou a Ets LLM (LeMaignen, LeChevallier & Mercier) . Mas foi popular na Europa na década de 70. Vinha, geralmente, com carretel reserva. Os "Trade Reels" eram fabricados com a marca da empresa que os encomendava já no corpo. E costumavam ser idênticos a equipamentos de linha da fabricante mudando detalhes às vezes, como a cor. Interessante notar que é, de fato, um "closed face". O carretel fica protegido pela capa, que também servia para ajustar a fricção. Para expor o carretel, basta girar a capa e depois puxar a mesma para fora. Detalhe do botão de desarme da alça catadora. A mesma era interna e se acomodava em uma fenda quando desarmada. Um interessante molinete para pesca leve em água doce (Coarse Fishing) e que teve sua época.
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    Sem pesque e solte nessa.
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    A cerca é do Steven Seagal.... KKK quem nunca quiz ver bradock e Seagal lutando .....o Rambo de juiz Charles Bronson na repescagem kkkk
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  18. 1 point
    KKKKKK que nervosinho! Queria ver a valentia dele se esse aqui passasse a cerca...
  19. 1 point
    Tem vários nomes....sorte, acaso, caos, eventualidade..... mas que acontecem, acontecem sim. Minha esposa já teve a eventualidade de ferrar 2 flechões (tirou um e perdeu o outro) numa mesma pescaria, onde o guia e todos outros mais experientes e robaleiros a anos ficaram simplesmente dando banho no camarão vivo kkkkkk Ela não estava com o tal conjunto robaleiro e muito menos com os cuidados que a gente toma na rodada com camarão vivo. Sorte ou Surra kkkkkkkk sei lá. Abraço a todos sortudos ou não kkkkk
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    Quero conhecer o seu museu. Só relíquias maravilhosas.
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    Divulguem as receitas!!!! A idéia do pinhão é ótima!!!
  22. 1 point
    Comovente, Grande Fred! Que a Família esteja firme, com a força necessária para superar os entraves pelos quais vem passando e que possam gradativamente sublimar a tristeza convertendo-a na necessária reverência que devemos aos nossos que partiram.
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  24. 1 point
    Obrigado pelo relator. Irei lá com certeza! RJ precisa mais disso!
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    Ganhei mais uma na rifa: Abu Garcia Revo3 Rocket.

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