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  1. 3 points
    Olá, tentarei aqui imprimir minhas dicas, sugestões, conselhos e demais informações sobre a pescaria de "Tamba" em pesqueiro utilizando Fly. Todo o conteúdo foi elaborado com base nas minhas pescarias e estudos na mesa de atado. Por favor sintam-se à vontade para sugerir correção de alguns trechos ou acréscimo de informações. 1. INTRODUÇÃO A pescaria de tambaqui tem revolucionado a forma de se enxergar os pesqueiros no Brasil inteiro, por ser um peixe extremamente resistente, de crescimento incrivelmente rápido, bastante adaptável ao meio e alimentação, amistoso com outras espécies e possuidor de uma força colossal, proporcionando brigas muitas vezes inesquecíveis aos pescadores esportivos. É possível pescá-lo com diversos equipamentos, mas sem dúvidas o mais eficiente é o fly, que inclusive proporciona as brigas mais emocionantes. Sem mais delongas, vamos dar continuidade ao tópico: 2. EQUIPAMENTOS RECOMENDADOS: É um assunto bastante divergente, pois há pescadores que utilizam conjunto #4 para tambas de mais de 10Kg, outros preferem conjuntos #8 ou #9 para tambas do mesmo tamanho. A verdade é que quando se trata de pesqueiro, alguns fatores influenciam no peso do conjunto a ser utilizado: 1) O local é grande o bastante para que o peixe leve toda a sua linha principal + backing? Se sim, não recomendo um conjunto muito leve como #4, pois tambaquis grandes não cansam fácil, e poucos segundos após o ataque, seu backing já está na água. 2) Outros pescadores estarão próximos a você, com equipamentos de outras modalidades? Se sim, talvez não queira um equipamento tão leve como um #4, pois torna-se difícil controlar a direção do nado do peixe com equipamentos leves, podendo enroscar nas linhas dos demais pescadores. 3) Quais atados pretende utilizar? Entrarei melhor no assunto mais adiante, mas por agora é importante deixar claro que em alguns pesqueiros o tambaqui está acostumado a comer rações ou frutos maiores, o que lhe obrigará a utilizar um equipamento #6 ou #7 pelo menos, para conseguir fazer arremessos mais longos sem sobrecarregar o conjunto. Ao meu ver, essas são as principais perguntas a serem respondidas enquanto escolhe seu equipamento. Equipamentos #4 podem ser usados pelos mosqueiros mais radicais, de preferência em tanques menores e sem muitos pescadores de outras modalidade por perto. Caso ignore essas recomendações, poderá ter dor de cabeça quando engatar um tamba de mais de 10Kg! Equipamentos #6 podem ser utilizados com mais segurança, até mesmo em tanques maiores, mas é importante ter pelo menos 50 metros de backing de 20 a 30lbs e garantir que não vai deixar o peixe enroscar nas linhas dos demais pescadores. Com conjunto #6, a adrenalina tomará conta de você em cada ataque, esteja preparado para grandes emoções! Equipamentos #7/8 são bem equilibrados para essa pescaria, é uma opção segura tanto para mosqueiros iniciantes quanto para mosqueiros já com anos de experiência. Essa numeração permite que arremesse iscas maiores e mais volumosas, que provavelmente chamarão a atenção dos peixes de porte maior. Permitirá também que tenha certo controle da briga, impedindo que o peixe enrosque nas linhas próximas ou que leve todo seu backing embora. Equipamentos acima de #9 podem ser usados, encurtará o tempo de briga com o peixe, mas podem ser pesados demais, fazendo com que não sinta toda a emoção da briga com um tamba gigante. Portanto, as escolhas mais sensatas ao meu ver são equipamentos entre #6 e #8, com varas e linhas de boa qualidade, carretilhas também, pois precisará de um freio muito bom. Caso utilize carretilhas ruins, o freio poderá desregular (afrouxar) durante a briga, fazendo com que perca o peixe. 2.1 CARACTERÍSTICAS RECOMENDADAS PARA A VARA A vara escolhida, independente da numeração, deverá ser resistente e de ação rápida ou pelo menos média-rápida. Portanto, varas de bambu ou fibra de vidro lentas não são as melhores opções, pois elas dificultam a "fisgada", o controle da direção do nado do peixe durante a briga (fazendo com que a linha passe pela dentição do peixe mais vezes, sob risco de ruptura) e podem dificultar o arremesso dependendo da isca a ser utilizada. O comprimento da vara não é fator decisivo para a escolha do conjunto, mas tenha em mente que varas mais compridas permitem um roll-cast mais distante. Isso significa que se o pesqueiro não possuir espaço livre para fazer false casts, você ficará refém de bons roll-casts para conseguir arremessar onde os tambas gostam de ficar. Número de partes da vara, material do cabo e número de passadores também não influenciarão nesse tipo de pescaria. 2.2 A LINHA DE FLY RECOMENDADA Sempre recomendo levar 2 conjuntos, ou um conjunto com 2 carreteis, um deles com linha flutuante e o outro com linha intermediária ou sink tip. Isso porque os peixes nem sempre estão se alimentando na superfície, e é sempre uma incógnita para nós a profundidade na qual ocorrerão mais ações, mesmo com várias discussões que relacionam o tempo, condições da água ou até mesmo fase da lua com o comportamento dos peixes. Caso não possua 2 equipamentos para levar, ou opte por levar apenas um por qualquer que seja o motivo, então eu sugiro que leve linha flutuante, pois a maioria dos pesqueiros fazem uso de ração flutuante para tratar dos peixes. Assim, mesmo com linha flutuante, poderá aumentar o comprimento do leader se quiser que uma ração de miçanga por exemplo fique um pouco mais no fundo. A linha precisa ser adequada à temperatura do ambiente na qual ela será utilizada, sempre. Portanto, certifique-se de que sua linha aguenta temperaturas altas caso na sua região faça muito calor como na minha. Uma linha de clima frio para regiões de tempo quente pode significar perda de eficiência na pescaria, pois a linha pode ficar grudenta ou mole demais, prendendo-se aos passadores e impossibilitando que a linha se desenrole corretamente nos seus roll-casts. 2.3 A CARRETILHA A carretilha precisa de 2 qualidades: capacidade de armazenar linha + 50m de backing pelo menos; e possuir um bom freio, que não vai desregular ao longo da pescaria ou durante as longas brigas dos tambaquis. Uma dica é utilizar carretilha de numeração maior do que a numeração da vara/linha. Há puritanos que torcem o nariz para essa prática, mas eu a defendo, pois gosto sempre de ter bastante backing a minha disposição e um espaço de pelo menos 1 dedo entre a linha e o chassi da carretilha. 2.4 A FRICÇÃO DA CARRETILHA É importante regular bem a carretilha antes de iniciar a pescaria, pois ajustes durante a briga podem afrouxar a linha e fazer com que perca o peixe. Independente do número do equipamento que estiver utilizando, recomendo manter a fricção apenas levemente apertada. Uma fricção muito apertada pode submeter a vara a estresse maior do que o recomendado e pode manter seu tippet muito tensionado, facilitando sua ruptura. Durante a briga, o tambaqui mastiga a linha algumas vezes, mas ele só possui dentes na frente, e enquanto a linha estiver nas regiões sem dentição, a sua linha não será cortada... A menos que ela esteja muito tensionada. Portanto, mantenha a fricção no ponto certo: nem muito solta a ponto de permitir que o carretel gire mais rápido que a saída de linha (causando um tipo de "cabeleira"). Nem muito apertada a ponto de causar danos à vara ou submeter o tippet a grandes tensões, que facilitam sua ruptura. 4. COMPRIMENTO DO LEADER Varia de acordo com o gosto do pescador (eu gosto de leader curto, bem curto, algo entre 1,7 e 2m) Alguns mosqueiros utilizam leader de 3 metros, ou do mesmo tamanho da vara, sem prejuízo algum de efetividade ou apresentação da isca. Um leader muito longo exige muito mais energia oriunda da movimentação da vara e linha para que a apresentação seja correta. Caso utilize um leader muito longo com uma isca pesada, com certeza sua isca vai pousar na água com o tippet alguns centímetros à frente, o que pode espantar os tambas mais ariscos. A energia do arremesso se dissipa conforme há mudança no diâmetro das linhas que compõem o leader. Na verdade, boa parte da energia é dissipada na conexão da linha de fly com o leader. Portanto, se o seu leader não estiver se esticando ao fazer a apresentação da isca, encurte-o, pois é sinal de que a energia se dissipou por completo antes de chegar até o tippet. Um leader muito curto, por outro lado, torna a apresentação grosseira, pois há muita energia ainda percorrendo o leader e tippet, e essa energia toda faz com que a isca cause barulho e agitação na água, podendo espantar tambaquis mais ariscos. Via de regra, leaders de 2 a 3 metros costumam ser os mais utilizados, no caso de dúvida, faça um de 2,4m. Como existem diversas receitas de leaders envolvendo diversas bitolas de linhas, vai muito do seu gosto montar o seu leader, mas a minha receita é a seguinte: 120cm de linha fluorcabono 0,55mm (com os primeiros 40cm trançados) 60 cm de linha fluorcarbono 0,40mm (com os primeiros 20cm trançados) + 20cm de tippet também fluor 0,40mm 5. TIPPET O tippet para a pescaria de tambaqui em pesqueiro não precisa ser fino, pois o tambaqui não possui visão tão fina quanto de uma piraputanga por exemplo. Eu costumo utilizar tippet de fluorcarbono 0,40mm. Pode usar tippet mais fino, apesar de eu não recomendar mais fino que 0,35 para tamba. E pode usar tippet mais grosso, apesar de eu não recomendar bitola acima de 0,60mm pois pode atrapalhar na apresentação e pode deixar o peixe desconfiado. 6. O ARREMESSO O arremesso em pesqueiro é relativamente fácil de ser executado, salvo quando há muito vento. As opções de arremesso são limitadas, não há o que complicar quando se trata de pescaria de tambaqui em pesqueiro com fly. O roll-cast é o arremesso mais utilizado, permite colocar a isca com delicadeza, facilidade e agilidade. Se utilizar linha pesada e vara de qualidade, é possível colocar a isca até 15 ou 20 metros de distância com um ou dois roll-casts. False cast é utilizado para arremessos mais precisos, não necessariamente mais longos, mas exige um local com bom espaço livre atrás do mosqueiro, o que é difícil em alguns pesqueiros. E o Belgian Cast é utilizado em situações de vento, com as mesmas vantagens e desvantagens do false cast comum. Dominando esses arremessos é possível fazer praticamente todo tipo de pescaria, incluindo a de tambaqui em pesqueiros. 7. OS ATADOS Sem dúvidas a isca mais utilizada em pesqueiros para tambaqui é a imitação de ração feita com pelo (hair ball). Mas existem outras opções também efetivas as quais abordarei neste momento: 1) Hair ball atada com Deer Body Hair, Deer Belly Hair ou Elk Hair: imita a ração utilizada na maioria dos pesqueiros. É uma isca flutuante, que encharca com o tempo e tem sua flutuabilidade reduzida ao longo da pescaria. Quanto mais compactados os pelos, maior a flutuabilidade. Sabendo disso, pode-se atar algumas bem compactadas e outras menos compactadas para que se possa manipular a apresentação da ração. Hair ball menos compactadas são boas para quando o peixe está manhoso, quando a água está bem limpa e o pescador contra o sol. Pode ser atada em uma ampla gama de anzóis, mas um modelo bastante utilizado atualmente é o Pacu, da Pinneacle, em tamanho 1/0 para iscas menores ou arremessos com conjuntos #6 e o tamanho 2/0 para conjunto #8 e iscas maiores. Pode-se utilizar o famoso Chinu, nos tamanhos entre #7 e 9 ou 2/0 até 3/0 dependendo da marca escolhida. 2) Imitação de ração com rolha, cortiça, EVA ou material similar: imitação de ração feita com rolha. É simples, porém menos realista e mais fácil de ser recusada pelos tambas em dias manhosos, pois o anzol fica a mostra e em alguns casos é possível ver a aproximação do peixe com consequente desinteresse após observar o anzol. Há solução, colocando um pequeno pedaço de chumbo na rolha na extremidade contrária à que se encontra a ponta do anzol, fazendo com que ao cair na água, o anzol fique voltado para cima. A desvantagem desse método é que o peixe pode engolir a isca com mais facilidade. Os mesmos anzóis descritos acima podem ser utilizados. 3) Imitação de frutos com hairball: imitação de alguns frutos feitos com Deer Body Hair. A cor da isca vai depender da época em que se está pescando. A decisão da cor no momento da pescaria depende da observação do pescador, inclusive para determinar o material com que será atada a isca, uma vez que alguns frutos boiam ao cair na água (daí o emprego do Deer Hair), enquanto outras afundam, como os coquinhos (daí o emprego de “lã ball”, miçangas, cactos chenille, craft fur e outros materiais que afundam). 4) Imitação de ração, massinha, pão ou frutos com lã, chenille, craft fur e outros materiais que afundam: atados que irão afundar vagarosamente imitando algum alimento que o peixe esteja comendo naquela época do ano. É uma isca que necessita de maior dinâmica, isto é, mais arremessos, pois o peixe costuma pegar na caída dela na água. Portanto: arremessou, esperou afundar 5 ou 10 segundos, não bateu? Faça um roll cast seguido de um novo arremesso. Em alguns casos pode-se lastrear o anzol para aumentar a taxa de afundamento da isca ao cair na água. 5) As polêmicas miçangas: Existem inúmeros modelos, algumas nas cores café com leite, outras que nem parecem ração (bola de futebol miniatura, bola de basquete miniatura)... Enfim, a variedade é enorme. Alguns flytistas mais puritanos não consideram as miçangas como atados próprios para a modalidade de fly, e realmente não são, uma vez que podem ser utilizados em outras modalidades. No entanto, os tambaquis gostam, e muitos outros mosqueiros as utilizam com grande sucesso. Pode-se utilizar a miçanga sozinha ou em par no anzol, ou associadas a um EVA boleado para manter a miçanga logo abaixo da superfície. São iscas que estragam com facilidade quando recebem dentadas de pacus, tambaquis, pirapitingas e outros peixes, então se for utilizar miçangas, leve sempre algumas a mais para repor as quebradas. Outras iscas: há quem tenha sucesso na pescaria de tambaqui utilizando streamers como “micro-minnow”, Woolly buggers, ninfas e até imitações de insetos. Depende muito do pesqueiro e do hábito alimentar do peixe, da disposição de alimentos diferentes da ração no tanque e até da quantidade de vezes que os peixes são alimentados diariamente ou semanalmente, pois quando famintos, podem atacar algo que nunca comeram antes. O trabalho dessas iscas é bastante variável de acordo com as condições climáticas, cor de água, comportamento dos peixes naquele momento, temperatura da água, etc. Via de regra, peixes de pesqueiros são sedentários, e preferem iscas com trabalho lento. àO uso de sinalizadores de fisgada: Eu conheço 2 tipos de sinalozadores utilizados em pesqueiros: 1)Rodelas de EVA de cor vibrante na parte superior da isca 2)Pequeno EVA boleado ou mecha de pelo de cor vibrante no meio do leader Facilitam muito a identificação do ataque em meio às rações lançadas na água, mas podem assustar os peixes mais manhosos. Particularmente prefiro não usar sinalizadores, mas em dias de muito sol em que o reflexo na água ofusca a visão, sou obrigado a utilizá-los para não perder a ação. 8. TÉCNICA DE PESCA E A “FISGADA” As técnicas de pesca em pesqueiros são limitadas, fato que faz com que alguns pescadores não tenham apreço pela pescaria em pesqueiros. De longe a técnica mais utilizada consiste em jogar um punhado de ração na água e a sua isca no meio, e aguardar o ataque. Pode-se fazer o contrário, arremessando primeiro a isca e as rações em seguida. A respeito desta técnica tenho algumas observações a fazer, que podem melhorar o seu desempenho na pescaria: I) Quanto de ração jogar? Bem, não adianta jogar um saco inteiro de ração na água, pois o peixe provavelmente ficará “de barriga cheia” antes de encontrar sua isca. E não adianta jogar algumas poucas unidades de ração ou jogar uma por uma como se estivesse alimentando galinhas, pois o peixe possui memória associativa e condicionamento operante, isso significa que ao longo de sua vida, aprendeu que o seu alimento cai na água de forma similar todos os dias, passando então a associar o som ou a movimentação na superfície da água ao momento de se alimentar. Deve-se, portanto, fazer com que as rações caiam na água ao mesmo tempo, sem se espalhar muito, pois isso gera um som bastante fácil de ser identificado pelo peixe. Então não tem erro, nem o que inventar. Algumas ferramentas ajudam nessa tarefa, como as colheres de arremesso de ração e os estilingues, ambos à venda em lojas de pesca. Observe também se o dono do pesqueiro ou o responsável por alimentar os peixes realiza algum “ritual” antes de alimentá-los. Esse “ritual” pode ser chacoalhar a mão na água, gerando som facilmente percebido pelos peixes, ou bater na água com uma vara de bambu, muito comum até mesmo em rios na pescaria de pacus e pintados por exemplo. Mas certifique-se de que isso é realmente utilizado no pesqueiro em que esteja pescando, caso contrário pode espantar os tambaquis e ainda ficar marcado no pesqueiro como doido. II) Pescar de “espera” ou de “batida”? Quando se emprega essa técnica de pesca, talvez surja a dúvida entre arremessar a sua isca no meio da ração e esperar o ataque por vários minutos, ou arremessar a isca várias vezes, como na pescaria com as imitações de frutos caindo na água... Bem, pela minha experiência os melhores resultados são obtidos na pescaria de “espera” e observação. Observação que eu digo é averiguar onde os peixes maiores estão se alimentando. Eles podem estar se alimentando bem no centro de onde jogou as rações, ou nas periferias. Cabe então ao pescador observar o comportamento dos tambas naquele momento e colocar sua isca na posição mais estratégica, resistindo à tentação de tirar a isca de um lugar aparentemente parado e arremessar em outro ponto onde um tamba gigante acabou de bater. A “FISGADA”, é a ação que mais faz o mosqueiro iniciante perder troféus. Para quem leu este texto enorme até agora, percebeu que em todos os momentos coloquei a “fisgada” entre aspas, propositalmente. É vício adquirido na modalidade de bait, o de fisgar o peixe, puxando com força e firmeza a vara para trás, quase que “arrancando a boca do bicho” em alguns casos. Na pescaria de tambaqui com fly em pesqueiros, deve-se evitar fisgadas, por 2 motivos: 1)Não há necessidade... A própria mordida do peixe faz com que o anzol perfure as estruturas mais moles da boca. 2)A fisgada causa ruptura do tippet... Então já sabe que a próxima vez que fisgar e estourar a linha, não adianta dizer “era tão grande que levou tudo...”, pois mesmo com um peixe pequeno o tippet pode estourar durante a fisgada. - O que fazer então, quando o peixe atacar a isca? No caso da pescaria de tamba em pesqueiro utilizando imitação de ração, o que eu gosto de fazer é apenas firmar a vara e esperar a corrida do peixe. Quando ele iniciar a corrida, deixo levar os primeiros centímetros de linha e vou aumentando a pressão na linha gradativamente, até que eu tenha o controle da situação. Dessa forma, o anzol penetrará nas estruturas ósseas da boca do peixe e o tippet vai aguentar a tensão da arrancada do tamba. 9. DURANTE A BRIGA A briga com alguns tambaquis parece um verdadeiro cabo de guerra, você puxando de um lado quando ele “cansa”, e ele levando toda sua linha quando recupera o fôlego. A briga é a parte mais difícil da pescaria, pois deve-se prestar muita atenção nos movimentos do peixe, imaginando o tempo todo por onde o tippet está passando na boca dele. Quando o peixe está nadando em uma linha horizontal, vamos supor que para a direção esquerda, eu gosto de inclinar a ponta da vara também para a esquerda. Movimentar a vara para os lados nem sempre é a melhor opção, então não tentarei criar “regrinhas” de posicionamento de acordo com o nado do peixe. Mas há uma dica importante acerca da briga com o peixe: nunca tente quebrar o nado do tambaqui como fazemos na pescaria de tucunaré. Caso tente domar a fera na brutalidade, terá um tippet estourado ou um anzol aberto. 10. DICAS 1)Cheque sempre sua linha em busca de nós de vento (Wind knots) no seu tippet. Os nós são causados por arremessos errados, ou com atraso no tempo ou com movimentos muito rápidos sem dar o tempo certo para a linha desenrolar no false cast. Ventos repentinos podem causar esses nós no tippet também. E cada nó no tippet reduz em 50% a resistência do tippet. Não inventei esses dados, a RIO publicou um vídeo no youtube mostrando exatamente isso, deixarei o link do vídeo logo abaixo. 2)Após cada “fisgada”, verifique a integridade do tippet próximo ao anzol, bem como fazemos na pescaria de tucunarés ou robalos. 3)Mantenha-se de costas para o sol. Assim o peixe vai enxergar apenas sua silhueta, confundindo-o com um galho ou qualquer outra coisa. Ficar de frente para o sol ressalta o brilho de sua pele, carretilha, vara, óculos e vestimenta, assustando os peixes mais próximos. 4)Amasse as fisgas dos anzóis. Para todas as pescarias, em todas as iscas... Assim machucará menos o peixe, facilitará a entrada do anzol em estruturas ósseas, agilizará a manipulação do peixe quando este chegar à margem e evitará a necessidade de procedimentos cirúrgicos caso o anzol entre em você ou em seus parceiros de pesca. 5)Cuidado com o boga grip, ou alicates pega-peixe, pois a boca do tambaqui é compacta. Quem nunca viu um boga grip varar a boca de alguns peixes? Pois bem, vamos evitar danos ao peixe, pois sem ele o nosso amado esporte não existiria... Grande Abraço! https://www.youtube.com/watch?v=v5LcB-1gjzo&t=8s
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  3. 2 points
    Parabéns aos amigos pescadores!!!! Saúde paz e felicidades a todos!!!! Em especial ao nosso amigo @Alexandre Fishing que sempre esta muito ativo ai no fórum, ajudando a todos como muito me ajudou no inicio!!! Parabéns guri tudo de bom pra ti!!!
  4. 2 points
    Depois de um longo tempo, finalmente decidi dar fim à vida de solteiro e me casar com minha namorada. Algum tempo depois da lua de mel, estava eu na garagem, limpando o material de pesca e planejando mais uma saída quando ela foi até lá e disse: - Meu amor, agora que estamos casados, você deveria não passar mais tanto tempo aqui em baixo e vender todo esse material de pesca. Fiquei com uma cara horrorizada e disse: - Meu Deus, por um momento você pareceu falar como minha Ex! - Sua Ex? VOCÊ NÃO ME DISSE QUE ERA CASADO! - Eu nunca fui...
  5. 2 points
    Rsrs Bom que a turma sabe levar numa boa, inclusive essas questões delicadas... O último tópico que abri (Problema com linha Varivas Seabass) tem quase um ano e nenhum mísero post , mas nem uma risadinha de emotcons... de lá para cá dei uma sumida, mas aos poucos vou retornando, faz falta ler os tópicos do Maurício e levar umas puxadas de orelha do Ito...
  6. 2 points
    Há algum tempo, depois de alguns problemas com meus dois motores elétricos, meu amigo Braga, da Braga Pesca, sugeriu transformar um deles de elétrico para eletrônico. Então, um deles foi transformado, resultando que esta semana foi a estréia e gostei muito. Este tipo de transformação vem sendo feita por ele, com ótimo resultado e com garantia, o que é muito bom! Apresenta vantagens como: => Economia de 40% da energia da bateria => Comando eletrônico que aumenta a potência do hélice de forma contínua e não ponto-a-ponto como no caso dos motores elétricos convencionais, ou seja, vai aumentando ou diminuindo gradativamente a velocidade, desde muito baixa para muito alta e vice-versa, de sorte a apresentar velocidades intermediárias impossíveis de se obter em um motor elétrico convencional. => Mostrador para visualizar a carga da bateria proporcionando controlar o consumo => Possibilidade de transformação a partir de motores elétricos convencionais de qualquer marca, como Minn Kota, Phantom, Motor Guide, Maruri, etc. Fotos do meu motor transformado, sendo de 46 libras: De todas as características, a que mais se evidencia e que mais gostei foi justamente a verdadeira economia de carga da bateria. Só não tive como conferir qual o percentual de economia, mas seguramente vantajosa! Segundo Braga a economia é de 40%! Alguns vídeos para ilustrar melhor a performance do motor eletrônico: Motor transformado a partir de um convencional Motor Guide: Motor transformado a partir de um convencional Maruri: Motor transformado a partir de um convencional Phantom: Braga tem também motores novos já transformados para venda, não sendo necessário o envio do motor usado. O produto tem um ano de garantia e pode ser encontrado no Mercado Livre, no link a seguir: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-896374587-lancamento-motor-eletrnico-46lbs-neraus-albatroz-_JM email para contato: bragapesca651@gmail.com
  7. 2 points
    Por ai mesmo @Mauricio. e o povo sustentando essa corja!!!!
  8. 2 points
    Boa tarde amigo, abaixo, vou dar algumas dicas para você ter sucesso na sua pescaria com iscas artificiais em pesqueiros. Pontos de pesca: Procure principalmente por locais com estrutura, porém, muitos desses pesqueiros, possuem lagos artificiais, os quais não possuem esses tipos de estruturas. Nesse caso, trabalhe suas iscas paralelas com as margens e de uma atenção especial para locais rasos e com entrada de água, pois são abitat de espécies predadoras, tais como Traíras, Dourados, etc. Iscas Artificiais: Você pode utilizar uma grande variedade de iscas artificiais nesses locais, tudo irá depender das condições de pesca e da espécie a ser capturada. Iscas de ½ água entre 7cm e 11 cm, Iscas de superfície entre 6cm e 9cm, Spiners, Minhocas artificiais, Rações artificiais, Frog’s, etc… Arremesso: Procure sempre executar longos arremessos, assim você cobrirá uma área maior e aumentará sua chance de capturas. Vara / Carretilha / Linha: Procure utilizar varas leves, pois serão muitos arremessos durante o dia. Varas mais longas ( 5’6’’ ou maior ) facilitam longos arremessos, mas lembre de observar o poder de arremesso da vara (casting), assim, seu arremesso ficará favorecido. Semana passada fui em um pesque e pague e consegui pegar algumas traíras, utilizei uma isca de ½ água com cores bem chamativas, era um dia com bastante sol e quase sem vento. As iscas de meia água é bem eficiente quanto a captura de traíras, o jeito é ir ter iscas de diferentes tipos, pois tudo poderá depender das condições climáticas. Espero ter ajudado. Boa pescaria!
  9. 2 points
    Recibi um convite do amigo @Atilio Valnez pra pescar de caiaque no rio Paranaita. Nos conhecemos aqui mesmo no fórum através de um tópico onde procurava caiaqueiros da região. Combinamos nos encontrar no trevo, sendo que ele viria de Alta Floresta (60km) e seguiriamos até a ponte (39 km). Deixei tudo ageitado pra sair cedo, ainda bem que lembrei de fechar a porta ou a bateria já era . Nos encontramos no horário combinado e as 06:30 já estávamos com os caiaques na água. Ficamos por perto, próximo a ponte, nos primeiros arremessos já pegamos alguns no jig depois cessaram as ações. Tentamos no jumping jig mas não tivemos ações, colocamos iscas de fundo com barbela longa....aí o trem ficou bom uai! Dublê do boné virado. Aprendi uma com o parceiro, cada puxada era anunciada com "PEIXE". Pessoal pescando em cima e a gente em baixo. Deixei o Atilio gritando "PEIXE" e fui remar um pouco, la nas estruturas encontrei o berçário. O problema foi o bisavô deles que estava por ali, pegou na Papa Black branca da cabeça vermelha e numa ignorância tremenda levou a isca embora. Depois dessa o geito foi tomar umas duas . Deixei os tricks pra crescerem e voltei pra baixo da ponte. O Atilio com um sorriso no rosto, da pra imaginar o motivo né.....PEIXE! Único arrependimento foi ter levado uma vara de 5.6, depois que acostumei lançar com varas de 6 pés pra cima, pinchar com uma vara de 5.6 fica parecendo que a vara ta quebrada, faltando um pedaço . Já era umas 14 hs e tava na hora de voltarmos, valeu @Atilio Valnez, camarada gente boa, que venha muitas outras .
  10. 2 points
    Hoje é festa para esta caboclada especial aí, ó: Anderson Cavallo (%s anos) Fernando Chapéu (%s anos) Girasol (%s anos) guguinoop (%s anos) Leo! (%s anos) Marcelo Bilato. (%s anos) Pedro Pelles (%s anos) Quinho (%s anos) Salomão (%s anos) Samuel Passos (%s anos) Sergio Carvalhal (%s anos) thiaguinvenancio (%s anos) vbdiesel (%s anos) VictorDamage (%s anos) Parabéns para todos, uai! Muita saúde Muito sucesso Muitas alegrias E muitas pescarias
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    Mas se não acha que não fui perto dela bater umas iscas pra ver se não dava um ataquesinho na minha!!!
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    Parabéns aos amigos pescadores!! Saúde, felicidade e paz a todos!! Em especial ao amigo pescador que sempre esta ativo e online por aqui @Marcelo Bilato. parabéns parceiro!!!
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    Claro que pode, tente saber a profundidade do lago, geralmente na recepção eles sabem, pois os peixes podem estar se alimentando mais no fundo ou mais na superfície, tudo depende do dia, quando acertar a altura vai sair um atras do outro.
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    Infelizmente, essas coisas acontecem, é comum ninguém ter idéia do que postar em resposta. Se eu for dizer os tópicos meus que caíram no vácuo, ficaria admirado.
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    Show de pescaria, parabéns pela jornada!
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    Parabéns pescadores! Tudo de bom e muitos anos de vida
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    Parabéns aos amigos pescadores!!! Saúde, paz e felicidades a todos!!!!
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    Show guri!! Belas traíras tem dia que é assim mesmo tenta de tudo até descobrir o que o peixe ta querendo, e tem dia que nem se descobre rsrsr!!! Parabéns pelos peixes!!! Show!!!
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    Parabéns aos amigos pescadores!!!! Saúde, paz e felicidades a todos!!!!
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    Tô aqui com uma camiseta King. um Crog novo e uma carretilha Daiwa Tatula de presente que ganhei. FELIS DIA DOS PAIS A TODOS!
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    Bom dia pessoal! parabéns a todos os Papais, saúde e felicidade sempre!
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    Feliz dia dos pais , que Deus abençoe a todos !!!!
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    Colegas ! brevemente estaremos a todo o pique nos divertindo nas pescarias , esse tópico vai ser repetido - pesquisei nos meus post seguidos e não o encontrei sobre segurança mas é sabido que há. como sempre cuidamos dos apetrechos de pesca , do carro e embarcação nas manutenção e muitas vezes descuidamos do nosso próprio corpo. Sempre supervisiono minha ficha para uma emergência medica , que mantenho junto aos documentos na mochila. Considero uma eventualidade mais grave como mal estar e sendo este um principio de problemas cardíaco e AVC não apenas um acidente físico no ambiente. Importante de ante mão o socorro saber : tipo sanguíneo , se alérgico ou não , se já toma alguma medicação,... além de informações pessoais e os possíveis contatos. - importante uma vez que a cada período que se inicia também envelhecemos e as alterações na saúde ocorrem silenciosamente.
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    Já assinei e sugiro que quem concordar com a idéia, não deixe de assinar! Apesar de entender tudo o que escreve - e muito bem - Maurício, sou partidário da ideia de que, em se tratando de águas interiores, este tipo de "pesca" já passou de prejudicial, pois a principal forma de conseguir seu intento é o pescador atirar em peixes parados, sobretudo sobre os ninhos na época da desova, o que acho uma covardia sem tamanho! E, sob meu ponto de vista, esta forma covarde de "pescar", não deve, nem pode, ser aplicada nem mesmo sobre espécies exóticas, sobretudo àquelas que já venham adaptadas há décadas ao ambiente ao qual foram introduzidas.
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    Não querendo desmerecer a iniciativa, é necessário lembrar que os pescadores amadores também causam grandes danos ao meio ambiente, mesmo soltando os peixes. Veja só o que eu quero dizer com isso: - O pescador vai ao seu local usando normalmente um automóvel. Ou seja, poluindo o meio ambiente com gases nocivos, inclusive à saúde humana. Muito mais bem faria ao planeta se ficasse em casa; - Muitas vezes, ele utiliza um barco a motor. Mais poluição. Se for um motor dois tempos, polui a água também; - Soltar o peixe não é garantia de que o mesmo sobreviverá. Uma porcentagem morre logo após; - Muito peixes dito esportivos nem deveriam estar disponíveis. São invasores; - Friamente falando, pesca esportiva consiste em torturar animais para nosso prazer. E soltá-los para que possam ser novamente torturados ou gerem descendentes para esse fim. É eticamente questionável da duas formas; - A pesca esportiva gera uma cadeia econômica que, sem sombra de dúvida, gera uma pegada ecológica considerável, já que movimenta bilhões de dólares. A produção e comercialização de bens para esse fim pode gerar desde exploração do ser humano com trabalho escravo ou semi, até uma poluição notável com resíduos e embalagens; - O único ser humano que comprovadamente não gera uma pegada ecológica é aquele que dá um tiro na própria cabeça. Mesmo assim, há os problemas de enterro, geração de resíduos, etc... então, pode-se dizer que o único que não gera problemas para o planeta é aquele que não nasceu; - Apesar de eu mesmo não praticar, entendo o espírito do praticante. Ele está caçando, o que era coisa normal por um milhão de anos até os tempos modernos. Difícil tirar isso de nossos cérebros, apesar de todo progresso nos últimos mil anos; - O praticante pode realmente causar uma devassa nos estoques. Isso tem de ser controlado. Mas, como tudo mais, apenas estamos empurrando para a frente a completa destruição do planeta. O que causa o colapso é a superpopulação, não as práticas. Já não tem para todo mundo. E vai ter cada vez menos.
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    Nunca fritei nenhum inconsciente. Sempre estava bem acordado.
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    Isso é verdade rsrs com certeza é o que vai fazer a diferença para que possamos cada vez ter mais e mais peixes para praticar a pesca esportiva!!!!
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    Parabéns aos amigos pescadores!!! Saúde, paz e Felicidades a todos!!!!
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    Crest ..... rsrsrrs ... esse álbum deu o que falar .....
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    Valeu Amigos !!!! Parabéns a todos e muitas pescarias.
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    vc sabia que Olimpic era Daiwa ?
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    Pesca com prancha de surf Como um apaixonado pela pesca conciliou as duas atividades e agora investe no surfboard fishing em Santa Catarina Meu nome é Sérgio, tenho 35 anos e sou um amante fanático por pesca esportiva desde criança. Aos dezessete anos comecei a surfar mas nunca abandonei minhas pescarias. Vou mostrar para vocês como faço uma pesca com prancha de surf. Há pouco mais de um ano tive a oportunidade de comprar um longboard e o comprei exclusivamente para a pesca. Queria pegar “peixe grande” e na praia. Mas no costão estava difícil. Muito raro. No início, cheguei a entrar no mar apenas com o elástico do rack do carro prendendo minha vara, a faca e um pote com algumas iscas. Dentre alguns peixes que pesquei, destaco uma garoupa de 3 kg e um robalo de 2,5kg. Estes me fizeram ficar apaixonado por essa ideia! Sentir a briga de um peixe de tamanho considerável, estando quase imerso no ambiente dele foi sensacional. Resolvi investir mais. Arrumei uma caixa, fiz os suportes para as varas e também os compartimentos para a faca, chave do carro e etc. A caixa é indispensável para que as carretilhas não molhem tanto. Mesmo assim, é preciso lavar muito bem depois de toda pescaria e mantê-las lubrificadas. A faca também é fundamental! Trata-se de um equipamento de segurança e precisa estar sempre a mão. Caso se enrosque numa rede, numa linha ou algo parecido, ela pode salvar sua vida. Sei que teoricamente tubarão não ataca ser humano aqui na região, mas mesmo assim procuro tomar certos cuidados. Evito cortar iscas naturais que sangrem muito, principalmente em dias que a água está meio turva. Tenho receio que ele me confunda com um peixe, por conta da baixa visibilidade. Muito importante: aconteça o que acontecer, sempre mantenha a calma! O pânico pode ser fatal. O ideal é seguir cada vez mais longe, aos poucos e saber nadar muito bem. Analisar muito bem o local onde pretende pescar e avaliar as condições do mar, do tempo e das correntes. Não se sentiu bem por qualquer motivo? Volte nesse dia e fique mais perto da costa ou da praia. Gosto de corricar iscas artificiais sempre que possível. Se não tem rede ou muita pedra rasa no caminho, sempre aproveito a remada e coloco um plug. Chegando no parcel, o longboard é fantástico! Tenho muita agilidade para me posicionar próximo às pedras. Como surfo, também nunca tive problemas para não deixar ele virar. Ele não polui, faço exercício ao remar para lá e para cá e também não faço barulho. Chego de mansinho nos pontos de pesca e não espanto o cardume. Além disso, me serve para pegar onda e é muito prático para o transporte. O meu equipamento consiste em carretilha de ação média, linha multifilamento variando entre 0,23mm e 0,36mm, vara de ação rápida e leader de fluorcarbono compatível são meus equipamentos. Tudo sempre bem amarrado ao longboard, para não perder. Já peguei mais de 15 espécies de peixe nos parcéis que venho pescando na região norte de Santa Catarina, mas meu foco é geralmente o robalo, o pampo, a garoupa, o badejo, a anchova e o sargo. Estes são todos muito esportivos e bom de briga! Confesso que anchova ainda não peguei, mas sei que é possível aqui na região na época certa. Continuarei tentando! Sem dúvida o metal jig e o jig head têm sido a melhor opção de isca. Claro que variar é sempre importante e surpreende, mas em parcel, como o ideal é não fugir de lugar que enrosca… Pelo contrário! Essa isca, se bem trabalhada, vai “buscar o peixe dentro da toca” e não prende nas pedras. Muito boa mesmo! Nunca foi minha intenção, mas chamei tanto a atenção por onde “andei”, conheci tanta gente querendo saber detalhes sobre como foi a pescaria e onde fui. Que agora tenho filmado “essas aventuras” e pretendo mostrar minhas filmagens denomidas Surfboard Fishing Brazi
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    Eu não sou pescador de robalos... portanto, não sei se o que vou colocar aqui se aplica a essa pescaria, principalmente, em rios e canais. Minha pescaria é em parceis e em costões de ilhas no mar. Vou tentar explicar o que coloquei sobre a pressão atmosférica e direção da corrente. Via de regra, quando existe uma grande variação no período entre os repontos da maré, significa que a água vai estar correndo muito. Um exemplo: imagine que não existe vento, portanto, se você posicionar o barco e desligar o motor, o movimento do mesmo será devido ao movimento da água e não ao vento.O barco vai se movimentar para a direção em que a maré estiver correndo... quanto mais a maré estiver correndo, mais rápido vai ser esse movimento... o mesmo vai acontecer com a sua linha, quando você baixar. Essa informação é importante para saber em que ponto, em relação a uma lage no fundo, o barqueiro deverá posicionar o mesmo, para que, mesmo com o movimento conjugado do barco e da linha/chumbada ou jig, a isca chegue no ponto desejado (muitos guias/barqueiros não tão nem aí para esse dado). Em um costão, a direção da vaga, combinado com o vento, dependendo das intensidades, pode jogar a embarcação contra as pedras... Em relação à direção em que a maré está correndo, via de regra, o lado em que a água bate nas pedras com mais força, soltando mariscos e outros organismos grudados nas pedras, é do lado correspondente à maré. Por exemplo, imagine uma ilha redonda... qual o melhor lado para pescar, de acordo com a direção da maré? Em geral, é aquele correspondente ao lado de onde vem a maré. O ruim, é que, em geral, esse é o lado onde o mar estará mais agitado...