HugoFreitas

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Sobre HugoFreitas

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    começando a responder
  • Data de Nascimento 07/29/1991

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  • Nome Real
    Hugo
  • Sobrenome
    de Freitas
  • Estilo de Pesca
    Água doce

Informações Pessoais

  • Localização
    Conselheiro Lafaiete
  • UF
    MG
  • Sexo
    Masculino
  1. Novo Pesque Pague

    Tem traíra aí hein!?
  2. Jogo longo

    Aja braço! ou ainda: Edição especial pra piolho-de-cobra
  3. Apesar de eu não ser dai, fica a dica de asssisitir ao Pesca Dinâmica, programa que frequentemente mostra pesqueiros no esatado do Paraná. https://www.youtube.com/user/PescaDinamica
  4. Estreando o novo brinquedo!

    Exclente tanto o relatoquanto as fotografias! Os peixinhos apareceram em quantidade! Parbéns Ricardo!
  5. Sugestões para Melhorar Vídeos de Pesca

    Primeiramente senhores, muito obrigado a todos que contribuíram. Não esperva ver no tópico tantas observações, críticas (construtivas), e opiniões, todas, até agora, muito instrutivas. Sobre o que o @Ricardo Valim disse sobre as pessoas que apenas postam vídeo no lugar de um relato, acho que a pessoa perde mais do que ganha. A princípio, muita gente respondia a esses tópicos, ultimamente, vejo menos respostas ou comentários. Um relato escrito, mesmo que simples e pequeno, me parece ser mais apreciado aqui no fórum, que um vídeo hoollywoodiano que não aborda nenhuma informação útil. Como eu trabalho com aulas de reforço tenho constatado uma coisa curiosa, particularmente, entre as crianças e os pré-adolescentes : Ultimamente, especialmente nos últimos 2 -3 anos, a antiga ilusão sonho de ser jogador de futebol, ou de ser cantora foi substituído pelo de ser youtuber. Me parece que muitos adultos entraram na onda também... Palavra de especilista. O Diego, há muito, está sempre procurando melhorar o seu canal, mas não apenas através da qualidade de vídeo, ou um monte de filtros ou ainda, de uma edição miraculosa. Ele traz conteúdo. Explica o que está fazendo, como fazer, etc. Isso faz toda a diferença.
  6. Sem peixe 12/04/18

    Antes ir pescar e não encontrar peixe do que ficar em casa, na dúvida se teria peixe ou não.
  7. Uma Rapidinha antes do trabalho

    Legal demais Rafael! Parabéns pelas capaturas. A única parte ruim é ter de prarar de pescar pra ir trabalhar.... Mesmo assim a pior pescaria vale mais que o melhor trabalho.
  8. Vendedor desaprovado!!!!

    É isso mesmo é melhor antes de fazer a compra conferir no site do fabricante, e melhor ainda, se possível "ver o material com as mãos", só assim pra ter ceretza... Ainda bem que o sujeito devolveu o dinheiro.
  9. Descendo o rio

    Esssa sua fotografia engana bem hehehehe. Cinquentão tá novinho ainda... dá pra pescar pelo menos por mais cinquenta
  10. Descendo o rio

    Que história legal Maurício! Seimples, mas muito bem contada. PS1: Apoio a ideia do Valim sobre a foto PS2 Em 1982 você já estava na faculdade?! Caramba Maurício achei que você era bem mais novo.... (Ou talvez você fosse uma criança prodígio e fez faculdade com 11 anos...)
  11. Argentina pra que?

    Muito lindo o dourado.
  12. Como vocês guardam o equipamento de vocês?!

    Guardo tudo desmontado. Faço isso principalmente pela falta de espaço... em relação a mala com linhas iscas etc. Isso já fica no jeito. Se eu tivesse de ir pescar agora em 5 minutos está tudo à mão. Acho legal manter tudo organizado, mesmo que dê trabalho.
  13. @Alexandre Fishing @Carlos Caffer @GMarux @Mauricio. @Piner Rpazes muito obrigado por todos os comentários! Que bom que gostaram do texto! Obrigado Mestre Bome. Na verdade o Josival apareceu quando eu voltava do serviço. Isso já tem algum tempo. Apesar de ser engraçado é por outro lado uma tentativa de retrato de muita gente comum. Quem não conhece o (um) Josival? Acho que no fundo todos nós somos um pouco Josivais... Bom, na verdade, tem muitos personagens existem pelo menos parcialmente, inclusive o próprio Zé. Pense e relembre que apesar de ser um símbolo de masculinidade muitos colegas do Zezé possuem um paradoxal bigode. Mesmo aqui na minha cidade, tem um cara que foi político e que todo mundo sabe que el.... Vou parar por aqui antes que eu seja preso ou coisa do tipo... Ih! se depender de mim pode desvirtuar à vontade! O texto por si só já é desvirtuado... o Brasil é desvirtuado. Se você for sério no nosso país tem um infarte aos 13 anos.... Coitado do Fahur até ele veio parar por aqui hehehehe.
  14. Josival: O heró do populacho, entre coxinhas e pão com mortadela. Josival era a metassíntese do fracasso. Caladinho, quase não falava. Muito branco, semi-careca, com o cabelo nas têpmoras e na parte de trás do crânio, baixo, branco e com o nariz miudinho e um cavanhaque que deixava o queixo quadrado parecendo uma vassoura de piaçava bem gasta. Sempre de camisa de manga curta, calça de algodão sapato preto gasto, mas engraxado e sua indefectível pochete cinza. Vamos a uma breve cronologia da biográfica do Jô: Na escola, ainda pequeno, não era bom aluno. Não era mau aluno também. Ficava na média; não fazia bagunça, sempre obedecia aos professores e era educado. Por outro lado, nunca foi brilhante; não era burro, mas também não era inteligente. Ao fim do ginásio fez o curso de magistério já que não tinha nota pra fazer o científico. Aos dezoito anos, terminou a escola. Resolveu fazer um concurso. Passou. Nem sequer teve tempo de dizer que estava desempregado. Foi trabalhar de porteiro na repartição. Salário mínimo. Sendo um sujeito de poucos gastos, ainda sobrava dinheiro no final do mês. Com vinte e dois anos financiou um apartamento. Localização horrível, minúsculo, mas era o que o salário permitia. Móveis usados, tapete roto na sala. O apartamento cercado de prédios era meio escuro, mas Josival estava feliz, morando naquela sua toca. Do serviço pra casa, da casa pro serviço. De tarde, terminava o expediente passava no bar pra um café ou uma pinga. Sábado ia a igreja. Num ponto de ônibus, Josival arrumou uma mulher. Arlete não era bonita, também não era feia. Bem mais alta que o um metro e sessenta e cinco do Jô, loura de farmácia, com um nariz “meio cumprido demais”. Tinha os olhos azuis o que acabava dando certo destaque. Era absurdamente chata, mas o Josival resolveu que dava pra agüentar o tranco. Casamento. Bebê. Uma menina morena?! Resultado da miscigenação pensou o Jô. A mulher constantemente reclamando sobre o quanto o apartamento era ruim. Apesar de não ligar pra dinheiro, a reclamação da esposa era tanta que começou até a maquinar uma forma de resolver aquilo. Bem, Josival conseguiu mesmo mudar de apartamento. Após voltar a pé pra casa de baixo de chuva, descobriu o porquê de a sua filha ser moreninha daquele jeito. Foi expulso a pancadas do próprio apartamento, por seu vizinho Renato (mais conhecido como “Vinil, o Estivador”) que se encontrava “fazendo bubiça” com a Arlete. Sem rumo e perdido no mundo, Josival conseguiu realizar um verdadeiro milagre: Encontrar um apartamento menor e em piores condições que aquele em que morava, antes de receber os seus novos ornamentos no crânio, também chamados chifres. Você ái caro leitor, deve estar decepcionado com a frouxidão do Josival. Na verdade, você deve até parecer bastante com ele, assim como eu também pareço, é por isso que queremos que ele tome uma atitude heróica ou mesmo mate o salafrário do amante. Mas a vida não é bem desse jeito... Bom, vamos deixar a reflexão de lado, especialmente porque nem eu, nem você recebemos dinheiro com ela. A propósito: se quiser ouvir um monte de balela sobre como podemos superar nossos limites, mudar o mundo,fazer o Brasil melhor, acabar com a corrupção etc. basta ver aí na internet. Tá cheinho de filósofo no Brasil. Com certeza, nossa excelente situação hoje, se deve as grandes mentes que sabem muito sobre sociologia, filosofia, pedagogia, demagogia e absolutamente nada de ciências e matemática. Enfim, acabei falando além da conta... Foi mal... Voltando ao Josival: Após esse incidente, durante 20 anos a vida do Jô, ganhou um padrão extremamente pacato. Todo dia, levantar cedo, ir trabalhar na portaria do fórum. Voltar pra casa, sempre passando no bar e encontrando com a turma. Tomava um café, comia um torresmo batia papo com outros josivais freqüentadores do Boteco do Laércio. A turma era formada pelos únicos freqüentadores do botequim que eram: Bolão que trabalhava como zelador numa firma. Tinha um metro e cinqüenta e oito e pesava quase noventa quilos. Toda semana ele iria entrar numa dieta ferrenha, mas os peludos torresmos que o Laércio fritava tinham acabado atrapalhando o projeto nos últimos 13 anos. Juca Silva era outro companheiro de copo. Apesar de nunca beber era um viciado em guaraná. Negro, muito alto com óculos fundo de garrafa, sempre aparecia no bar após seu serviço na barbearia. Quando a coisa ficava crítica em relação a pilosidade dos torresmos, ele sempre tinha uma gilete no bolso que ajudava a quebrar o galho. Era solteirão. O outro cliente era o “Zé Veado”. Acho que o apelido é auto-explicativo... O Zézé, como era carinhosamente chamado pelos colegas, tinha ficado viúvo do seu cônjuge. Muito solitário, desde que havia aposentado (era ex-ferroviário), freqüentava o boteco e adorava jogar damas. Todos o respeitavam ali no bar, por isso ficava a vontade ali com seus amigos. O Josival, inclusive, nunca suspeitou, que por baixo daquele bigode, daquele apelido e dos suspiros quando se falava no Clint Eastwood, o Zé era “uma flor”. Sempre de blusa de lã (que ele mesmo havia bordado), Zezé era muito simpático, com uma voz de barítono, baixo gorducho e muito rosado, careca e com um vasto bigode preto, sempre sorrindo e jogando dama. Para fechar a caterva josivaliana, o próprio dono do boteco, o Laércio. Moreno amarelado (pela falta de sol, já que literalmente morava no bar), com o rosto cheio de sardas e pintas, da época em que pescava, tinha um metro e setenta, parecia mais baixo. Devido a um acidente na firma onde era mecânico, mancava muito de uma das pernas. Foi aposentado por invalidez. De todos, o Laércio era o mais bravo. Tinha um garruchão dentro da bancada do bar. Quando bebia muito, costumava atirar nos pombos que, hora ou outra, surrupiavam um torresmo ou mandioca frita ao entrarem na bancada do bar. Todos suspeitavam que o frango à passarinho proviesse dessas “caçadas alcoólicas” que aconteciam no boteco. Qual era, afinal de contas, a estrutura física do bar? Bem, o cheiro, indelével, era uma mistura típica moldada pelo aroma mixado de balas de morango velhas, pinga e fritura. O chão era feito daqueles ladrilhos de cimento, com motivos geométricos, de cores marrom e “aquilo deve ter sido branco algum dia”. A bancada do bar era marrom com vidro onde se podia ver as balas, os torresmos, salgados e vez ou outra algum pombo penetra que esquecia onde era a saída. Do teto, pendia dependurada por fios engordurados, uma lâmpada incandescente de 60 watts que não iluminava muita coisa, mas que contribuía muito para aquela atmosfera lúgubre. O teto gorduroso era crivado de marcas de bala da garrucha teias de aranha. Uma vez a turma fez uma estimativa de que o Laércio errava pelo menos 70% dos tiros. Muito contribuía para isso o avançado grau de catarata, que certa feita, fez o proprietário da espelunca ter comprado 2 urubus pensando que eram um casal de perus. O bar ficava aberto 365 dias por ano. Os únicos freqüentadores, também os único com coragem pra entrar lá, eram os quatro personagens listados. Há uma lenda que diz que em 96 num dia de chuva, entrou uma moça no bar, mas provavelmente é um mito. Isso já fazia vinte anos, na época em que narro esses acontecimentos. Diariamente Josival voltava dos serviço às 16:30, ficava no bar até às 18. Entrava no seu cafofo, tirava os sapatos e de maneira sacralizada se comprazia em assistir o Datena. Sangue, seqüestros, assassinatos, rebeliões, acidentes de avião, corrupção política, a vinda do Obama ao Brasil, quem ia ser eliminado do Big Brother, o escândalo da saúde, se a seleção ia ganhar a copa, a última capa da revista de mulher pelada, tudo isso o Dantena mostrava. Na verdade o Datena era o herói da moçada do boteco. Era um dos assuntos mais comentados entre os nobres freqüentadores, ou melhor, sócios do bar do Laércio. Teve até um dia que o Datena ficou mostrando aquele monte de protestos contra o presidente ou a presidenta ninguém nem lembra mais. Nesse dia a turma tinha ficado assistindo televisão no bar mesmo, vendo ao programa do Datena, naquela ocasião, misto de reality show, western e jornalismo. O âncora gorducho mostrava mais um protesto. Até apareceu uma mulher protestando pelada! Todo mundo ficou feliz. Bom, na verdade o Zezé, só ficava falando do sapato da moça, mas ninguém prestou muita atenção no sapato. Para espanto de todos o Datenão anunciou ao fim do programa: _Amanhã o protesto vai ser na a avenida Paulista. Mas se estenderá pelas ruas... Ninguém prestava muita atenção na lista até que escutaram: _Alameda Clóvis Bornay. Ôpa!! Era a “rua” do boteco! Apesar de nenhum dos quatro entender nada de política, ficaram muito satisfeitos, pois, com sorte, a porta do boteco apareceria na televisão! Quem sabe, até daria pra ver um deles de relance. Marcaram de se encontrar no Bar e por lá ficar no dia seguinte pra ver o protesto ao vivo e no Datena ao mesmo tempo. Se arrastando em meio a rua abarrotada e com um enorme sorriso Joselito se dirigia serelepe ao bar. Lá encontrou os companheiro animadíssimos, com aquela atmosfera pujante e multicolorida. Nas palavras do ilmo Sr. Laércio a rua tinha: _ Uma montoeira de gente uns com camisa vermeia otros ca camisa marela. Umas minina nova cas perna de fora e poça roupa. Até pro Zé ficava bão, causa que tem uns homi novo tudo barbudo com os peito largo, fortão. Todos estavam absolutamente maravilhados. Os helicóptero da televisão mostrava a turma do protesto e até dava pra ver a rua do bar. Um estrondo.Começou um barulho forte lá fora. Os quatro esticaram o pescoço pra fora. E ficaram admirados, num pequeno grupo que estava na porta do bar, começou uma pancadaria violenta. Mulher, homem, polícia, todo mundo batendo em todo mundo. Até um câmera começou a filmar a baderna. O Zé falou que era um negócio de “bréqui broster, beck boster, sei lá. O Datena que explicou... Mas de black não tinha nada; era uma turma de gente feia de camisa vermeia e uns filinho de papai de camisa marela e azul da seleção. Tudo uns batendo nos outros e xingando.” Jô percebeu: Aquele era o momento. Pela primeira vez na vida; hora de brilhar, sair do anonimato. Deixar de ser um Zé ninguém, deixar de ser do povinho, do poviléu, da plebe, do proletariado, da classe baixa, da vassalagem, enfim finalmente ser alguém. Josival corajosamente começa a separar a briga. Seus amigos se juntam a ele, e com muito esforço aquela turma de sessentões conseguiu separar os “vermeio dos de marelo com azul.” Tropeçando no português, falava agora o Josival. Falava como um verdadeiro Mandela, ou Ghandi. Quem sabe como Martin Luther King?!, Como Rondon,como um premio Nobel da Paz, como um verdadeiro pacifista: _Gente, gente, pra que isso? Ocês tudo novo tudo bonito. Pra que brigá?! Num vamo brigá não gente, vamos ser tudo amigo. Rostos furiosos de manifestantes miravam agora o Jô e seus companheiros, esses últimos admirados com a eloqüência e coragem do colega, que continuava em seu ato de heroísmo: _ Nós aqui_ apontava para os colegas de boteco _ nós nunca brigamo! Tem vinte anos! Vamos fazê o seguinte: Eu recebi hoje, então procês ficá tudo amigo, que nem nós, eu pago procês fazê um lanche! Dando ênfase nessa última frase de seu discurso, pensava arrebatar a todos, convencendo-os ao pacifismo pelo estômago: _Pode entrar no buteco e cada um pega uma coxinha ou um pão com mortadela... Nem terminou a frase encerrava ali o ato de heroísmo do Josival. A chuva de pancadas veio de ambos os lados...