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Oscar

Um esboço de proposta para a questão ambiental

45 posts neste tópico

Quando foi lançada num Fórum a pergunta sobre o problema da pesca profissional e seus desdobramentos, eu disse que era assunto para um tratado e que o resultado do debate poderia ser utilizado para um projeto de lei. Prometi também naquela resposta, que eu ia fazer a minha parte.

Deixei a questão colocada daquela forma, no ar, esperando que o assunto fosse tratado com a seriedade e profundidade que, entendo, mereça receber de todos nós pescadores esportivos preocupados com os estragos que vemos acontecer à nossa volta.

A participação não foi no nível que eu esperava. Uma ou outra resposta apenas abordando a questão de forma mais séria.

Desde aquele dia venho dando tratos à bola, buscando um jeito de colocar no papel uma análise e um “ameaço” de proposta para essa encrenca toda. Vamos só ver se eu consigo ser coerente o bastante.

O problema ambiental, no Brasil e no mundo, tem uma única raiz: a crescente aglomeração do homem em ambientes urbanos, com as conseqüências todas que isso provoca.

A primeira, talvez a mais importante delas, é o quase aniquilamento da preocupação ambiental no homem urbano. Morando nas cidades, ele acaba se isentando de responsabilidade quanto aos problemas ambientais, achando que esses são problemas de quem vive no campo ou no mato. Gente de cidade, vivendo no asfalto e no concreto não tem nada a ver com o que acontece com florestas, águas e animais. Conseguem alguns mais iluminados perceber que a poluição do ar tem alguma coisa a ver com chaminés e automóveis...

Mas de modo geral, não tem a menor consciência de que é o seu consumo urbano o real causador das pressões todas sofridas pelo ambiente natural. Ele come palmito, mas é um vidrinho por mês, usa uma tábua para fazer uma prateleira, mas é uminha só e ele não corta nenhuma árvore, pois compra na loja de material. Acende a luz, lava a calçada com esguicho, mas é com água da Sabesp que ele paga no fim do mês. Atende a esposa e troca os móveis da sala, mas comprou no MixMóveis.

Come só um tucunaré por ano, mas é comprado no Carrefour ou “cobrado” de um amigo que foi pescar, e não tirado do Rio Negro. Ele não faz nada que agrida o ambiente natural...

Não alcança que a água e a luz que ele paga, mas usa sem cuidado, provocaram barramento de rios e impediram piracemas, que suas tábua e móveis derrubaram árvores no Mato Grosso. Que a Nota Fiscal dessas compras é papel que despejou lixívia em algum rio e que o tucunarezinho à toa saiu do rio junto com alguns milhões de irmãos, para atender milhões de consumidores de apenas um tucunaré, como ele, que tem seus desejos atendidos por alguns milhares de caboclos que só conseguem um dinheirinho quando mandam de lá o que ele consome aqui.

A questão ambiental já é profusa e profundamente estudada por uns quantos organismos públicos e mereceu um sem número de leis de proteção e regulação de atividades consideradas predatórias.

Até leis completíssimas sobre Educação Ambiental já temos, desde a 6938/81 até as 9597/99 e 9960/00 que tratam da Política Nacional de Educação Ambiental, estabelecendo, veja só que bonito, que essas questões tem que constar de todos os currículos, em todos os níveis, como Temas Transversais. Lindo!!!

A Constituição de 88 tem um capítulo formidável sobre o meio ambiente. Fizemos aqui a Eco 92 e participamos da Rio+10 lá em Johanesburgo.

Nossa legislação ambiental é considerada uma das mais completas do mundo, mais abrangentes e profundas que na maioria dos países ditos desenvolvidos. Mas é só papel...e papel a gente usa até no banheiro!

Temos o IBAMA federal e uns não sei quantos órgãos estaduais correlatos, responsáveis pela fiscalização de atividades predatórias, que até varinha de bambú tomam da gente, preocupados que são com o meio ambiente...

E com isso tudo, vamos levando com a barriga, nos dando por satisfeitos com o aparato legalista que, dos gabinetes, garante a integridade de nossos maravilhosos recursos naturais.
Eles cuidam da natureza e nós vamos levando nossa vidinha aqui no asfalto, bem longe desses problemas.

Tudo se resume na questão da Educação Ambiental, já prevista nas leis e cuja implementação até já existe em alguns projetos piloto. Aplicados integralmente, esses projetos seguramente mudarão todo o quadro que vemos hoje.

Mas nossos recursos naturais será que têm “gás” para agüentar o tranco, enquanto criamos, nos bancos de escola, a consciência ecológica de umas três gerações sucessivas?

Com certeza terão se esgotado antes disso...

Qualquer solução rápida o suficiente para provocar resultados antes que os danos sejam irreversíveis, obrigatoriamente tem que passar por ações mais contundentes e diretas, algumas delas com certeza mais antipáticas que aquelas previstas na legislação existente.

Entendo que uma, talvez a única solução plausível para provocar os reflexos imediatos necessários, deva começar pela atuação firme e simultânea em alguns pontos distintos:

- política enérgica de estímulo ao turismo de pesca esportiva
voltado às áreas que hoje sofrem pressão sem controle, implementando a prática obrigatória do pesque e solte, a par de uma ação reforçada de fiscalização nos portos de saída e chegada dos turistas de pesca:

- aplicação de programa intensivo de educação ambiental
desenvolvida junto aos caboclos e ribeirinhos nas regiões alvo do turismo estimulado, transformando-os de coletores em administradores de recursos naturais, fazendo-os entender que manter o peixe na água é mais lucrativo que mandá-lo ao mercado e a única forma de fixar o homem nessas fronteiras de modo digno. Fazendo com que vejam que isso é verdade, com o estímulo ao turismo de pesca na região.

- fiscalização e coerção enérgicas das atividades predatórias
a fiscalização não precisa se deslocar rio acima e abaixo atrás dos pescadores, pois pode ser exercida de modo muito mais eficiente e com relativamente poucos recursos, desde que concentrada nos pontos de convergência da pesca turística ou comercial, como por exemplo os portos ribeirinhos usados como ponto de partida e chegada dos barcos hotel na Amazônia e no Pantanal, além de nos pontos de embarque dos turistas que retornam para casa. A coerção deve ser severa, incluindo a apreensão de materiais e imposição de multas que deverão ser pagas nos próprios pólos de pesca, aliada à redução das possibilidades de recurso pelos infratores.

Quais são os destinos de pesca no Brasil? Identificados, concentremos neles as ações ao invés de dispersar os poucos recursos existentes em lugares onde até os lambaris já são raros.

No que diz respeito à pesca marinha, acredito que o pescador amador não provoque prejuízos ambientais, desde que entendamos a pesca nas regiões estuarinas e de manguezais como áreas internas, tratadas da mesma forma que Pantanal e Amazônia.

Quanto à pesca comercial no mar, a fiscalização nos portos e entrepostos de comercialização de pescado, se bem executada, cumpre perfeitamente seu papel. Fiscalização de fato nas grandes redes de distribuição desses produtos, nos Carrefour, Ver-o-Peso e Extra da vida. Apreenda-se algumas vezes os lotes fora de tamanho ou de época permitida, com a aplicação de multas que sejam de fato cobradas, e acredito, sinceramente, que a maior parte do problema seja resolvida, sem que seja necessário colocar um monte de gente mar a fora fiscalizando barquinho de pescador.


É essa a minha opinião. Lógico que cada um dos pontos que eu abri tem que ser desdobrado e detalhado, de forma a compor um programa completo, com atribuição de responsabilidades que incluam organismos de representação da sociedade civil. É muita pretensão de minha parte lançar uma proposta como essa? Pode até ser, mas acho que a questão ambiental no Brasil é tratada de forma morna, bem estilo “prá inglês ver”. Como em medicina, para um problema agudo o ataque tem ser enérgico e bem pontuado.

Com as ações concentradas, os resultados localizados naturalmente aparecerão mais rapidamente, servindo de exemplo e estímulo à implementação de programas gerais como os já previstos na legislação já existente. Exemplos isolados e bem sucedidos já existem na Amazônia, na região das Anavilhanas e na Ilha de (ou do?) Marajó, tendo como foco básico o tucunaré e o pirarucú. O que precisamos fazer é ajustar o alvo e o ritmo, tratando a questão ambiental como o problema agudo que é.

Estes comentários, que eu já estendi além do razoável neste nosso espaço, abordam apenas a questão da pesca e a questão ambiental no Brasil transcende, em muito, esse campo. Mas em todas as áreas correlatas (que acabam sendo interligadas e interdependentes) acho que essa mesma linha de ação seria aplicável.

Vou ficando por aqui, remoendo os azedumes provocados pela nossa impotência perante o quadro. Podemos fazer alguma coisa de concreto além de ficar no “jus esperneandi”? Quem sabe agora, nestes tempos em que as questões de preservação tomam um pouco de força no mundo, encontremos um pouco mais de espaço para agir de fato.

Abraço forte

Oscar

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Há 2 semanas na revista Veja o Senador Jarbas Vasconcelos meteu a boca em seu próprio partido (PMDB), corrupto, foi o que disse! E o que aconteceu? Ontem o dono do castelo de R$25.000.000,00 voltou e recebeu diversos abraços acalorados!!!

Digo isso pra dizer que quem pesca ilegalmente vai continuar pescando ilegalmente, enquanto os pescadores sérios sofrem cada vez mais devido essas Leis criadas pra inibir a pesca ilegal, pra dar emprego a muitas pessoas. Digo isso com experiência de causa, vez que tenho muitos parentes pescadores e armadores de pesca. Vcs não imaginam a quantidade de Leis, regulamentações e órgãos que se metem na pesca, fica quase impossível possuir todos os documentos que exigem, rol, licença ambiental, cada pescador tem que ter sua carteira da SEAP, todos tem que estar embarcados, licença pra cada estado, áreas diferntes em cada estado e região onde pode ou não pescar... é fogo!

Uma das práticas mais usadas e que está dando resultado positivo é o defeso, vide a safra da sardinha no final do ano passado. Todos sabemos que a fiscalização é insuficiente e quando existe, em muitos casos é corrupta! A educação ambiental é sem sombra de dúvidas o maior alicerce que podemos deixar.

Mas, acreito sim que o país está no caminho certo. O governo está incentivando e muito a pesca além dos 100m, dando incentivos e promovendo discussões a respeito.

Enfatizei mais a pesca marinha porque é onde possuo maior conhecimento, mas a pesca em água interiores não deve ser diferente, pois quem pesca ilegalmente continuará pescando ilegalmente. Sobre fiscalizar portos em terra na hora de descarregar o pescado é impossível, pois a coisa mais fácil é descarregar um barco nas margens. Já vi traineira com mais de 30t de peixe descarregar na beira da praia em Itacuruçá, porque o Ibama estava no cais! De noite!

Conheço pescadores de camarão que não tem licença pra trabalhar e aproveitam o defeso pra ganhar $$$ fácil, na cara de quem tem a licença e não pesca com medo de perdê-la, pois hoje tá impossível de se conseguir nova! É mole?

Gostei da discussão, parabéns e abraço! :ok:

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Oscar,

Li e reli tua explanação. Questões profundas e bem abalizadas acerca da preservação ambiental pelas quais deveríamos nos dedicar e contribuir para mudanças radicais.

Não quero polemizar muito menos contrariar um só parágrafo que escreveste com os quais concordo plenamente. Vivo no norte e nordeste há uma eternidade. Sempre fui voltado à observação e a prática (dentro daquilo que está ao nosso alcance) de medidas e comportamento ambiental. Percorri, visitei, conheci e morei em vários estados amazônicos. Criei meus filhos viajando. Absorveram bem a importância do preservacionismo e suas variáveis a ponto de o Alessandro ser hoje um biólogo. Esse é um tema que nos envolve de forma peculiar e nos causa apreensão cada vez que temos que discorrer sobre as conseqüências das perspectivas de seus resultados.

Mas, sem querer ser dramático ou trágico não quero crer que haja uma solução. Vejo tudo isso com uma utopia visto que, a questão abrange além da vontade de uma parcela dos cidadãos brasileiro e chega à intrincada questão política e cultural, embora reconheça que temos nossa parcela de responsabilidade.

Como disse sou um cara amazônico e conheço bem a cultura desse povo. O que sobrevive da macaxeira plantada em uma pequena queimada, do peixe para o almoço, dos que devastam a floresta para a extração da madeira e dos que tem barcos para a pesca predatória.

Em São Luís, compra-se caranguejos em qualquer esquina das ruas ou mercado em plena época de defeso. Animais silvestres, quando não a sua carne são encontradas com facilidade em vários locais públicos como se fossem galinhas ou farinha. Políticos locais gostam de comemorar seus encontros com pratos de iguarias como tatus, pacas, veados, jaçanã e outras espécies nativas sem o menor constrangimento. Aves silvestres cativeiradas em gaiolas e viveiros no mercado central morrem por maus tratos depois de retirados da natureza. Caminhões de madeira nobre do resta da Amazônia maranhense ou dos manguezais costumam congestionar a estrada esburacada (a única existente) que os leva à Capital. Peixes como os meros, cuja pesca é proibida por portaria do Ibama, estão retalhados sobre bancadas de peixarias espalhadas pela cidade. Tudo isso com a mesma visibilidade de uma lata de lixo na calçada. Óbvio que poderia aqui enumerar dezenas de mazelas que agridem o meio ambiente e causam irreparáveis prejuízos à sociedade.

Contudo, suponhamos que ao fazer a nossa parte haja um retrocesso dos crimes ambientais em escala que atinja a parcela da sociedade mais esclarecida e consciente, teríamos meios de reverter uma situação de escala nacional sem que as autoridades competentes façam também a sua parte exercendo o poder lhes conferido pelas Leis específicas? E a questão cultural? E a máxima disseminada por esse governo de levar vantagem em tudo?

Pois bem meu amigo, não vou deixar nunca de me indignar com a indiferença do governo e a própria sociedade. Mas sou cético. Acho tudo isso uma fantasia, embora, com tu, vou continuar batalhando pela causa.

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Grande Oscar! Excelente o que escreveu, vejo também na educação ambiental a solução para os problemas que vivemos no dia a dia. Infelizmente somos de uma geração de predadores, nossos brinquedos foram os estilingues, o alcapão, a espingarda de chumbinho. Nossos pais implantaram fazendas a ferro e a fogo, queimaram, desviaram córregos, secaram brejos, destruiram as matas para plantar capim. Somos maus, fizemos tudo isso por maldade? Não não somos. Nunca nos disseram e nem a nossos pais que aquilo poderia trazer alguma consequencia, que os recursos naturais um dia poderiam se extinguir. Nossa geração tá aprendendo "na marra", mas de maneira tímida, não tivemos a "base" necessária para o entendimento de porque tudo isso tá acontecendo. A educação ambiental, deveria focar principalmente nas camadas mais jovens, conscientizando as crianças desde pequenas. No entanto, o que vejo é que a questão ambiental, no âmbito da educação, é tratada de maneira muito superficial, fantasiosa e muitas vezes de maneira radical. Deveria ser tratada como coisa séria, imprescindivel no nosso dia a dia, ou seja mostrar ou incutir na cabeça das pessoas que a questão ambiental faz parte de nossa rotina diária, está presente em todos nossos atos. Infelizmente isso não acontece, o processo de educação tal como é desenvolvido aida tá naquela fase que leva as pessoas pensarem que uma mata é aquele lugar lindo e maravilhoso, árvores frondosas e sombreadas com um lindo tapete de relva verde a cobrir o solo, o cantar sereno dos pássaros e um ferfume permanente de jasmim no ar, ou seja isto não existe!

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É amigos,

Vendo as respostas de vocês, gente que vive em meios diferentes e mais diretamente ligados a todos esses problemas, quase que dá vontade de não pensar mais no assunto e apenas torcer pra poder aproveitar o que estào deixando sobrar!

Mas não dá pra engolir essas coisas e ficar quieto! Por isso mesmo, como coloquei no fim do texto, enquanto eu puder, pelo menos o meu "jus esperneandi"continuo fazendo. Já tomei umas pauladas como troco por algumas coisas, uma a mais ou a menos acaba não fazendo diferença!

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O que doi é que estamos vendo as coisas acontecerem e ninguém se move, tipo, o problema não é meu, o governo é que tem que resolver. Quer um exemplo? Nosso forum, que trata de um tema que está inserido diretamente na questão ambiental( água, peixes). São mais de cinco mil participantes e quando se posta algo a respeito de meio ambiente quase ninguem participa. E os que participam, imagino que são vistos pelos outros como chatos, sem assuntos, teóricos etc... Infelizmente seu post procurando bigorna deu mais ibope que este. É triste mas é a realidade, se pescador num tá nem aí pra este tipo de assunto imagina os outros!

:bag::bag::wacko::wacko:

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O que doi é que estamos vendo as coisas acontecerem e ninguém se move, tipo, o problema não é meu, o governo é que tem que resolver. Quer um exemplo? Nosso forum, que trata de um tema que está inserido diretamente na questão ambiental( água, peixes). São mais de cinco mil participantes e quando se posta algo a respeito de meio ambiente quase ninguem participa. E os que participam, imagino que são vistos pelos outros como chatos, sem assuntos, teóricos etc... Infelizmente seu post procurando bigorna deu mais ibope que este. É triste mas é a realidade, se pescador num tá nem aí pra este tipo de assunto imagina os outros!

:bag::bag::wacko::wacko:

:simsim::simsim::simsim:

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Sim é um grande fato, porem aconte uma coisa aqui no Brasil, e n é de hj que isto ocorre

As pessoas vivem uma crise de "identidade", de 100% que tem conhecimento uns 80 ~95% dependendo do caso tem medo de partir para abriga, acredito que medo é até uma palavra generosa de minha parte, oque a grande maioria sente é preguiça e quer ficar de forma tranquila.

Tampar o sol com a peneira, pois pensam ah eu estou escovando os dentes com a torneira desligada, estou salvando a terra ( ........)

A questão é mais profunda do que ito, pois esta visão é a mesma que um médico chegar num paciente para fazer uma operação e só abrir o cara.

Todos devemos, e podemos fazer algo a mais, mesmo nos que nos emportamos e fazemos algo, muitas vezes deixamos a desejar, claro que o ato de soltar um peixe é algo extremamente nobre e não pode existir palavra que descreva o mesmo, sem duvidas escovar os dentes com agua desligada, e otras coisas de tamanho pequeno quando acumuladas são grandes feitos, mas sempre poderemos mudar e melhorar, um exemplo simples, o que custa ter um baldinho com terra, para ir colocando resto de vegetais, cascas etc para fazer um adubo orgânico, mesmo que seja para colocar no pé de uma arvore na rua.

Claro que ao lermos isso, parece que deveremos ser um Chico Mendes, porem a verdade é que o meio ambiente funciona como uma balança comercial, numa analogia grosseira, pois gastamos e pagamos, porem sempre deixando ficar em deficit isso um dia quebra, então é mais do que hora, de lutar com garras e dentes, pois não basta só falar com as pessoas e tentar plantar esta sementinha na cabeça delas, de que devemos preservar o meio ambiente, devemos mostrar que devemos, podemo e acima de tudo temos o direito de exigir das autoridades e alto escalão do país mudanças.

ps: na verdade eu gostaria de falar umas boas verdades, mas isso vai gerar conflito etc e tal, nego como de costume vai falar que eu sou um cara frio, calculista, que isso que aquilo etc, então deixo estas visões minhas mais basicas acima, e o espaço para a analise.....

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Muito bacana todo esse movimento ai.

Diria que não seria uma crise de identidade, e sim falta de conhecimentos dos direitos de cada um, o povo brasileiro peca por não conhecer suas leis, apesar de que as leis brasileiras parecem que foram feitas para ninguem entender.

Fica aqui meu apoio total.

Estava pescando final de semana passado no Rio das Velhas na cidade de Varsea da Palma proximo a pirapora e perto de Guacui onde tem o encontro do Rio das Velhas com o Rio São Fransisco, é de doer o coração eu andando na beira do rio no fundo de uma fabrica de minerio, e vendo aquele tubo jogando litros e listros de esgoto uma agua verde fedorenta. Conversando com um ex pescador ali da região que hoje vive de coletar area do rio na epoca de seca para a mesma empresa que joga o esgoto, ele me disse que o Secretaria do Meio Ambiente sempre ta puxando a "orelha" da empresa inclusive o Engenheiro Ambiental da empresa faz parte da secretaria e nada se resolve. E esse é nosso Brasil!

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Grande Oscar...

Li seu tópico e as respostas dos amigos. Confesso que também me vejo um pouco utópico - assim como o dileto amigo Roberto Menks - e por outro lado um tanto cansado de tanto descaso das autoridades.

Nós, o povo brasileiro, temos o hábito de nos mobilizar pouco por muito menos motivos ainda. Mas isso também (creio eu) é um movimento formado de maneira cultural, pois boa parte da população já não acredita - ou acredita muito pouco - nas autoridades e nas aplicações das leis de fato. É difícil crer que o Ibama vá apreender um carregamento de peixes fora da medida ou no período de defeso, se este carregamento for de uma grande rede de supermercado ou algo do tipo...é meio aquela velha história da "lei que não colou", do bafômetro por exemplo. Não conheço ninguém que tenha tido seu carro apreendido, multado ou perdido a carteira, mesmo estando completamente errado no que diz respeito ao cumprimento da lei. Por quê? Porque a polícia que fiscaliza e aplica (ou pelo menos deveria aplicar) a lei é a mesma que ganha mal, se corrompe e acaba deixando barato uma situação de descumprimento grave da lei e que pode custar muito caro mais na frente, com a perda de mais vidas em acidentes de trânsito. O cidadão tá errado, o policial que aceita isso tá errado...e agora, fazer o quê?

Difícil é impedir que as empresas que lançam dejetos químicos em rios e mares cumpram metas e índices de proteção ao meio ambiente; fácil é constatar que neste quesito ainda estamos no início do século passado - pelo menos em muitas regiões.

Umas poucas ações de sucesso na preservação existem sim, como por exemplo o turismo em Fernando de Noronha, que parte do princípio citado por ti em seu tópico inicial. Só existe um lugarzinho em que todos sentem dor: o bolso. E acho que é nesse lugar que devem pesar todas as ações punitivas cabíveis.

Lei todo mundo faz, aplicá-las, só uma pequena parcela. No dia em que as multas advindas da fiscalização do meio ambiente se transformarem em receita para a sustentação dos ambientes protegidos, a coisa anda. O que não pode é acontecer o que acontece com os radares aqui no RJ...como diria aquele personagem de uma novela dessas: "cada radar é um flash"! E a cada 100 m um buraco bom de acabar com o alinhamento do carro...

Na Costa Rica 74% do PIB (dados de uns anos atrás) era proveniente do eco-turismo (trekking, pesca esportiva, observação de animais, etc...), com leis aplicadas à risca. Nos EUA isso é assunto sério, e por isso o Marcão fisgou um xaréu na beira do canal maior que a maioria absoluta dos que fisgamos quando vamos pescar na costa do Rio de Janeiro inteira.

Na Finlândia os rios têm a água em condição potável, e as trutinhas rendem um bocado de doletas. No Panamá, Austrália, Canadá...e por aí vamos falar de um monte de países que já implementaram o turismo sustentável há anos em pelo menos parte de seu território.

Não vejo outro meio de colocarmos a coisa pra andar além de buscar meios eficientes - como você bem citou, amigo Oscar - de fiscalização e aplicação de multas pesadas, exigência do cumprimento de regras de proteção ao meio ambiente pelas indústrias (no despejo de resíduos, na fabricação de produtos "verdes", na reciclagem, na poluição da atmosfera e etc.).

Do lado de cá, como cidadãos e habitantes deste único planeta devemos procurar consumir produtos de origem reconhecida e respeitador do meio ambiente, evitar desperdícios, procurar utilizar de forma racional nossos recursos.

Tudo isso fica muito bacana no papel e na telinha do fórum, na prática é que a vaca mais uma vez se encaminha pro brejo. No cenário atual em que vivemos, com político trocando a mãe por cargos de confiança, polícia vendendo arma pra bandido, bandido auxiliando polícia (quem faz trato com bandido se torna um deles), Jorginas, Lalaus, anões do orçamento, Nayas e Mansures da vida...fica difícil acreditar que meus filhos verão um resultado positivo em curto prazo.

Mas...se não fizermos nada estaremos sendo coniventes. E o que fazer? Assim como conseguir uma indenização do governo, é tarefa árdua conseguir chegar a ser ouvido por quem deveria estar zelando por nossos interesses...

Abração.

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Assino embaixo Fred!

Para uma mobilização social ser bem sucedida tem que haver o engajamento do cidadão comum, seja através de ações isoladas ou vinculada à instituições e principalmente das autoridades. Nós não temos o poder de polícia ou de qualquer autoridade competente. Podemos, independente disso, fazer nossa parte sim com atitudes simples e voltadas ao preservacionismo a exemplo do que foi citado pelo Oscar. Contudo, sem o comprometimento sério dos Órgãos constituídos para conscientizar, fiscalizar o cumprimento da Lei, coibir e penalizar os crimes ambientais ficamos a mercê de situações como eu e meus filhos já deparamos inclusive correndo risco de agressões:

-Em uma vigem pelo interior denunciamos a venda de carne de jaçanã (ave aquática em extinção) a uma patrulha de PRF a menos de 20 mts. do local. A negativa dos policiais de nos ajudar resultou em calorosa discussão e quase fomos presos. O vendedor da carne de aves nos insultou e nos humilhou na frente da patrulha:

-Outra ocasião denunciamos ao Ibama a matança de macacos pregos que serviam de repasto para o delegado de policia em uma região ao nordeste do estado e nunca tivemos o retorno;

-Próximo à minha residência, chegando à noite do trabalho, fui questionar o sujeito que jogava vários sacos de lixo em plena avenida e por pouco não fui agredido. Tomei nota das placas de seu carro para fazer a denúncia enquando ele debochava dizendo que também anotara as minhas placas e que qualquer coisa......me acharia...Fui denuncie o cara e de nada adiantou, ele continuou jogando lixo no local.

-Indo à praia passamos por uma rotatória movimentadíssima e vi centenas de caranguejos sendo vendidos em plena época do defeso. Liguei ao Ibama fiz a denúncia e me disseram que por ser um domingo estavam com a fiscalização reduzida e sem veículo. Não perguntou sequer onde estava sendo vendido o caranguejo.

Poderíamos se não fosse até enfadonho, citar aqui outras dezenas de situações nas quais nos envolvemos para “fazer a nossa parte” e que vimos foi o pouco caso, o desinteresse e a incompetência das autoridades. Foram resultados frustrantes e de causar muita indignação.

O problema não é que se fica “esperando pelas autoridades governamentais e temos que fazer a nossa parte” e sim quando fazemos a nossa parte e as autoridades se mostram indiferentes e incompetentes.

Se todos fizessem a sua parte, pelos menos a que se refere as situações de comportamento pessoal já melhoraria muito, porém, se as autoridades fizessem a delas, certamente haveria grandes mudanças.

Continuamos fazendo a nossa!

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Endosso tudo que vocês disseram, sobre a quase utopia, das dificuldades de ser levado a sério, da necessidade de educação...tudo, sem tirar nem por!

Mas como bem disse o Tarpon, fazemos a nossa parte sempre que podemos.

Acredito que, desse fazer, uma coisa que acaba tendo reflexos, é travar esse tipo de discussão sempre que aparecer a chance, não importa qual seja o lugar. Pintou o assunto, eu deito falação mesmo! Ambiente de trabalho, em reuniões de amigos e de família, numa loja...e nesse sentido até fila de banco acaba prestando pra alguma coisa!

Sem falar do exemplo, não só nas saídas de pesca, mas também nas pequenas coisas do dia-a-dia. Bem ou mal, na pior da hipóteses sempre acabamos botando alguém pra pelo menos pensar no assunto.

Mas ainda tenho esperanças de pelo menos conseguir ver uma coisa: que um IBAMA da vida encampe um projeto piloto em alguma área específica, porque tem gente como a gente falando no assunto, gente como o povo da APEGO que devagarinho tem alcançado resultados bem positivos em Goiás, com o Rio Araguaia.

No dia que uma ponta dessas alcançar resultado e for devidamente divulgada, a maquininha pode começar a andar, porque a necessidade é real e a situação está engargalando: ou se faz alguma coisa ou a vaca vai pro brejo mesmo!!

Difícil sim....mas não impossível! Uma hora aparece um deputado pescador que mexe nesse vespeiro. E, se mexer, aposto que dos pescadores acaba conseguindo apoio interessante. ALGUÉM AÍ CONHECE UM?.....hehehehe

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Caros companheiros acredito que os Senhores falaram quase tudo, mas eu tbem sou a favor da idéia de vencer pelo cansaço, é falando sempre no assunto de preservação do meio ambiente que logo chegaremos a uma consciência, c não resolvermos pelo menos vamos deixar pras próximas gerações exemplos, fico tbem no aguardo que nossos apelos sejam ouvidos o mais breve possível

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Eu creio que estamos no caminho certo, devagar sem dúvida, mas estamos rumando pro norte verdadeiro. :rolleyes:

Quem aqui com mais de 30 anos ouviu falar de ecologia, desmatamento, defeso (único era piracema)??? :wacko:

Hoje qualquer criança já sabe a importância de preservar e respeitar a natureza, e temos a certeza que são o nosso futuro!!!

Resta saber se a natureza terá tempo de aguardar :bag:

O pior já passou, vejo tendência apenas de melhora. :simsim:

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Eu creio que estamos no caminho certo, devagar sem dúvida, mas estamos rumando pro norte verdadeiro. :rolleyes:

Quem aqui com mais de 30 anos ouviu falar de ecologia, desmatamento, defeso (único era piracema)??? :wacko:

Hoje qualquer criança já sabe a importância de preservar e respeitar a natureza, e temos a certeza que são o nosso futuro!!!

Resta saber se a natureza terá tempo de aguardar :bag:

O pior já passou, vejo tendência apenas de melhora. :simsim:

Concordo com você que a tendência realmente é de melhora, Marcelo.

Só tem um problema: a velocidade da destruiçào tem subido em progressão geométrica. A da consciência e da preservaçào, a passo de tartaruga!

Como muitas áreas já estão no limite da exaustão, quase sem chance de recuperação, ou aceleramos esse processo de conscientização geral e seguramos as pontas de verdade nas áreas que ainda podem ser rapidamente recuperadas, ou pode ficar tarde demais pra alcançar resultados.

Por isso falei em problema agudo/ação enérgica. Tem coisa que não dá pra levar na maciota e com paciência. Pra mim, a questão ambiental é uma delas.

Um bom exemplo da exaustão irrecuperável é a pesca do bacalhau nas costas canadenses e do Alaska. Mesmo com MAIS DE 20 ANOS DE PROIBIÇÃO TOTAL DA PESCA, os estoques não deram qualquer sinal de recuperação!

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Srs qual seria a solução imediata, pra ter uma resposta da natureza em mais curto espaço de tempo possivel

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Quando os bons se calam, os maus progridem. :china:

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Oscar, esses dias não serão os melhores para expor o que penso, pois estou demais revoltada com um monte de coisa.

Sou Brasileira, amo esse País, amo o nosso povo, amo a natureza exuberante que Deus nos deu, para cuidarmos mas em contrapartida, tenho pavor dos politicos, da policia em todos os ambitos, de funcionários que deveriam nos atender muito bem, pois ganham o nosso dinheiro etc e tal.

Oscar eu tenho certeza que existe jeito, e tem como fazer.

Por exemplo essa semana estava pensando no casqueiro, que é onde podemos pescar Robalos bem pertinhos.

1o. Convencer os donos das Marinas a serem fiscais e pedir ajuda ao IBAMA sobre isso, seria um passo, fazer baixo assinado para tirar aquele esgoto a céu aberto, chamar os jornais, as TVs, somos 5000 membros, se todos se animassem a mandar e-mails para as televisões, começariamos uma campanha. E assim os participantes de outros fóruns, dos clientes das lojas de pesca e assim vai.

Mas nós nos acomodamos em nossas casas, em nossos trabalhos.

Por ex. agora existe o Ministério da Pesca, o que ele tem feito, por que não fazemos um e-mail, carta algo bem elaborado e enviamos para lá, serão 5000 e-mails com o mesmo assunto.

Que tal mandar esse mesmo e-mail para o Ministério da Educação, para que tenha ensinamento sobre as mortes das águas de uma maneira mais explicativa, não apenas nas aulas de ciências, mas que grupos possam fazer visitas e levar o conhecimento as crianças, mostram que muitos Países conseguiram melhorar seus rios e mares etc. etc...

Não adianta ficarmos revoltados e escrevendo escrevendo e não saindo para a luta.

Tem tanta gente importante nesse fórum, as revistas de pesca falam, mas tem que atingir o alvo que são os administradores do País.

O trabalho é de base, é como fazer politica mesmo.

Eu por ex. a 30 anos atrás participei de passeatas pelo grande movimento sindical, e o que aconteceu conosco, aqueles que perderam os empregos naquela época... nunca mais conseguimos empregos em grandes fabricas ou metalurgicas, pois ficamos marcados.

Oscar, não fique se remoendo, começe um movimento, hoje é muito mais fácil com o computador, ele nos dá inumeras oportunidades para fazer uma grande campanha a favor da natureza, mas que haja reconstrução e não interesse desse malditos politicos.

Sei lá acho que perdi o fio da meada, mas te digo pode contar comigo.

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Srs qual seria a solução imediata, pra ter uma resposta da natureza em mais curto espaço de tempo possivel

Zclement, a natureza se recupera em pouco tempo, mas para isso o homem tem que ficar quieto.

Ex. é o rodoanel, cortaram inúmeros montes, eles ficarm carecas, passe lá hoje e vai ver o verde todo lá e as arvores que foram replantadas já estão grandes.

O mangue por ex., se parar a poluição que é jogada ali diariamente, eu penso que muito rápido estaria totalmente recuperado, mas vai lá e olha, pneus, sofas, tv, porco morto, sacolas, lixo, garrafas, etc

o mar tem um potencial de recuperação, mas precisamos concientizar aqueles moradores e convencer o Governo ERstadual a tirar o povo de lá do morro e de cima do mangue, isso falando apenas desse lugar mas o projeto tem que ser a nivel nacional.

Olha os índios como conseguem o que querem com o governo.

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Basta aplicar e fazer valer as Leis que já existem, só isso.

Vejamos o caso da sardinha: de 3 a 4 anos pra cá o Ibama vam batendo forte nas embarcações sardinheiras (traineiras), não são liberadas mais licenças, a fiscalização aumentou muito, desde no mar com a Marinha até no cais com Ibama.

Qual foi o resultado??? Pesca record de sardinha no segundo período do ano passado e record no começo do ano. Foi notícia essa semana no Jornal da Tribuna (Santos) que apenas nos primeiros 15 dias de março, foi descarregada mais de 1.500 toneladas de sardinha apenas em Santos!!!

Posso dizer isso com a mais absoluta convicção, pois tenho família de pescadores e armadores!

Quem comprova também é o pessoal que pesca curricando além de 30m... relatam com frequencia enormes cardumes sardinha!

Abraços

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Apesar de toda a dificuldade que temos em fazer valer a lei, de se fazer entender a importância do meio ambiente para a nossa saúde, da reciclagem e do respeito, jamais devemos desistir de continuar mostrando e fazendo, por menor que seja, a nossa parte.

Isto precisa ser intensificado nas escolas, com nossas crianças, a qual assumirão em um futuro próximo, a causa.

Devemos começar em casa, com nosso lixo que produzimos, e assim por diante como bem explicitado pelos nossos amigos, desde uma conversa informal até a cobrança das autoridades competentes.

O ceticismo é um sentimento que nos assola cada vez mais, devido ao que vemos na TV ou mesmo presenciamos, porém ele não pode imperar. Vou continuar fazendo o que eu puder para mudar a nossa realidade, por mais tímido que seja o meu poder, pois minha consciência não permite que seja diferente.

Meu ponto de partida é o meu lar, pois as crianças não aprendem aquilo que você diz e sim aquilo que você faz.

Abraços. :ok:

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Apesar de toda a dificuldade que temos em fazer valer a lei, de se fazer entender a importância do meio ambiente para a nossa saúde, da reciclagem e do respeito, jamais devemos desistir de continuar mostrando e fazendo, por menor que seja, a nossa parte.

Isto precisa ser intensificado nas escolas, com nossas crianças, a qual assumirão em um futuro próximo, a causa.

Devemos começar em casa, com nosso lixo que produzimos, e assim por diante como bem explicitado pelos nossos amigos, desde uma conversa informal até a cobrança das autoridades competentes.

O ceticismo é um sentimento que nos assola cada vez mais, devido ao que vemos na TV ou mesmo presenciamos, porém ele não pode imperar. Vou continuar fazendo o que eu puder para mudar a nossa realidade, por mais tímido que seja o meu poder, pois minha consciência não permite que seja diferente.

Meu ponto de partida é o meu lar, pois as crianças não aprendem aquilo que você diz e sim aquilo que você faz.

Abraços. :ok:

:simsim::simsim::simsim: , ta certo.

Esses dias um pessoal jogou um monte de lixo pela janela do carro, e eu perguntei para ele se ele joga lixo no meio da sala. ADIVINHA P/ ONDE ELE ME MANDOU?

O que nós precisamos aprender é er nossos direitos e cobrar uns dos outros.

Mas concordo com o trabalho de base.

Por ex. tem um grupo que entrega Bíblias nas escolas estaduais, nem todos vão ler a Bíblia, porque não podemos ter uma cartilha sobre as águas e os rios e represas?

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1o. Convencer os donos das Marinas a serem fiscais e pedir ajuda ao IBAMA sobre isso, seria um passo, fazer baixo assinado para tirar aquele esgoto a céu aberto, chamar os jornais, as TVs, somos 5000 membros, se todos se animassem a mandar e-mails para as televisões, começariamos uma campanha. E assim os participantes de outros fóruns, dos clientes das lojas de pesca e assim vai.

Mas nós nos acomodamos em nossas casas, em nossos trabalhos.

Ajudando a colocaç~~ao da querida Bete, hoje temos o programa CQC na band que da muito valor a isso, e tem um quadro so disso, para as pessoas que tem uma reclamaç~~ao , ent~~ao se um de n´´os enviar um e-mail para eles falando a situaç~~ao e com a assinatura de de todos os membros do forum concerteza nossa queixa ia pro ar!

Estou ai se alguem animar de fazer isso n~~ao envio pois n~~ao tenho tanto conhecimento da situaç~~ao e sei que variso aqui no forum tem um conhecimento maior para elaborar uma carta(email) para enviar.

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Ajudando a colocaç~~ao da querida Bete, hoje temos o programa CQC na band que da muito valor a isso, e tem um quadro so disso, para as pessoas que tem uma reclamaç~~ao , ent~~ao se um de n´´os enviar um e-mail para eles falando a situaç~~ao e com a assinatura de de todos os membros do forum concerteza nossa queixa ia pro ar!

Estou ai se alguem animar de fazer isso n~~ao envio pois n~~ao tenho tanto conhecimento da situaç~~ao e sei que variso aqui no forum tem um conhecimento maior para elaborar uma carta(email) para enviar.

É uma idéia, Henrique!

Vou dar uma olhada se realmente cabe na linha de ação deles.....e o que eles respondem a respeito.

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questionei o que fazer pois moro em Itanhaem e olho diariamente pro mar, rio e mangue e não vejo melhora alguma, casas são construidas na beira do rio em cima do mangue e nada é feito, a prefeitura chega a cobrar IPTU dessas moradias, no minimo são coniventes, asfaltaram a Av beira mar só que não deram saida pra agua de chuva, ai veio a chuva a maré estava alta e derrubou tudo, que politica é essa? criaram as APAs com consulta publica e tudo mais, bonito ficou bem escrito, mas na pratica a realidade é outra, tem rede cercando a boca da barra o rio Itanhaem, parella de arrasto passando antes dos 10metros, cidadão vendendo peixe fora de medida no baxio(mercado de peixe), barco de turismo saindo com até 12 pessoas sem o minimo de segurança, chamados de boteco flutuante pois todos bebem muito incluindo o piloteiro, chamo dessa forma pois o cidadão tem uma tal de carteira verde e c diz apto pra pilotar uma embarcação em mar aberto, embriagado, colocando em risco a vida de todos dentro e fora da embarcação, falo isso pois nós fazemos parte da natureza tbem, não tendo respeito a vida humana, coitada da natureza, leis e decretos aki no Brasil ficam só no papel e continua cada um por si

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