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Gustavoreolon

Um intruso no Rio Brilhante

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Buenas. Estou há um tempo sem postar nada, em virtude de um período meio puxado no trabalho, mas gostaria de mandar um relatinho curto antes que acabe o ano.

Logo que a pesca abriu, em março, fui com meu pai para uma pescaria rápida no Rio Brilhante, que passa perto de onde ele mora. É um belo rio, pelo qual tenho bastante carinho.

Depois de um período de escassez, pintados, jaús, piaparas, pacus, barbados, piracanjubas bem grandes e dourados voltaram a dar as caras, muitas vezes em boas quantidades.

Pescamos apoitados e de rodada e tivemos bons resultados em ambos. Nos poços saíam peixes de couro como palmitos e jurupenséns, e havia muita atividade de dourados e barbados. Como a água estava bem limpa, as vezes dava para ver algum dourado na água. Perdemos várias ações, mas tivemos boas capturas dos reis do rio também. Infelizmente tirei poucas fotos, estava mais focado em pilotar e remar para o velho.

Durante a tarde, enquanto rodávamos em uma pedreira, acabei fisgando alguma pedra e arrebentando a linha. Como sobrou pouca, passei a pescar com iscas artificiais, principalmente plugs de meia água, com destaque para a Inna. Resultado tão bom que até valeu a pena ter perdido a linha do outro conjunto (que já estava meio velha mesmo): Em cerca de 15 minutos capturamos um bom dourado e um tambaqui! Um tambaqui no Rio Brilhante, que faz parte da bacia do Paraná... 

Ainda capturamos alguns douradinhos menores de barranco, mas o que me intrigou foi o tamba...

Seguem algumas fotos:

A imagem pode conter: 1 pessoa, céu, nuvem, atividades ao ar livre, natureza e água

Esse bebezinho aí pegou em um jejum que dava quase a metade do tamanho dele. E lutou feito gente grande! Realmente é uma magnífica espécie, para mim, a mais esportiva da água doce.

A imagem pode conter: água e atividades ao ar livre

Outro pequenino.

A imagem pode conter: Dorneles Reolon, sorrindo, em pé, árvore, criança, atividades ao ar livre e natureza

O "Véio" com outro, no barranco.

A imagem pode conter: Gustavo Reolon, sorrindo, em pé, árvore, atividades ao ar livre, natureza e água

Tá aí o maior peixe da pescaria! Pela geografia, ele não deveria estar lá.

Bem, como já citei, tirei poucas fotos, o que limita um pouco a riqueza do relato. Ainda saíram uma cachorra facão, dois babados gigantes, traíras, piranhas, jurupenséns e uma arraia. Não tirei fotos da maioria e levamos um ou outro para a janta; fotos desses últimos não estariam de acordo com o fórum.

Equipamento:

O material usado por meu pai foi carretilha de perfil alto (uma shimano cujo modelo não recordo), carregada com monofilamento 0,45mm, pescando com tuviras. (Ele prefere um equipamento um pouco mais pesado)

Eu usei Carretilha Lubina GTO Ocean Big Game com multifilamento de 40lb em uma vara MS hunter fishing para iscas naturais e uma carretilha Lubina GTO com multifilamento  30lb para iscas artificiais. A Inna 90 foi, sem dúvida o destaque, tendo atraído alguns dourados e até o tamba.

Uma lição aprendida: testei várias vezes e, para pesca de rodada, deixando a isca seguir pelo fundo, o monofilamento se mostra bem melhor que o multi. Enrosca menos.

Finalmente, queria deixar um questionamento para os companheiros: No Rio Brilhante, assim como em vários outros, há espécies exóticas e alócnes: além do tambaqui/tambacu, há bagres africanos, piauçus, carpas e por aí vai, geralmente oriundas de fugas de tanques de psicultura rompidos. Nestes casos, qual seria a melhor conduta? Pesque e solte para todos ou abate, até mesmo para contribuir com o controle de tais populações? Eu tenho o meu ponto de vista, mas gostaria de saber de outras opiniões.

Abraço. 

 

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Belo relato, eu levo as espécies exóticas sem problema, já que as nativas solto todas.É uma oportunidade de comer um peixe sem causar impacto ambiental. Por aqui no teles pires os mais comuns são as tambatingas, piauçus e pirarucu (esse é raro).

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Muitas saudades de MS. Se esse Rio Brilhante for aquele da cidade homônima, foram bons tempos.  :joia:

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2 horas atrás, Mauricio. disse:

Muitas saudades de MS. Se esse Rio Brilhante for aquele da cidade homônima, foram bons tempos.  :joia:

É o mesmo sim. Passou um longo tempo ruim de peixe, fruto de falta de preservação e descontrole de todo tipo. Mas Já faz uns 10 anos que voltou a proporcionar belíssimas pescarias. Nesse rio capturei a maior piracanjuba que já vi.

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Belos peixes, se foram todos soltos esta de parabéns!!!!:clapping:

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Em 20/12/2018 at 16:20, Ivan Miraldo disse:

Belos peixes, se foram todos soltos esta de parabéns!!!!:clapping:

O questionamento neste tópico é esse mesmo: No caso de peixes exóticos ou alócnes, como o tambaqui da foto, o melhor é soltar ou não? 

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Em ‎22‎/‎12‎/‎2018 at 14:44, Gustavoreolon disse:

O questionamento neste tópico é esse mesmo: No caso de peixes exóticos ou alócnes, como o tambaqui da foto, o melhor é soltar ou não? 

Gustavo,

Eu tenho um pensamento que, comer um peixe de vez em quando é muito bom e se for pra comer, que sejam os peixes exóticos. Aqui na região eu só abato a corvina e o porquinho pra comer ... os demais solto todos, mesmo o tucunaré sendo tratado como exótico por aqui.

Eu particularmente não teria coragem de abater um dourado ... mas dos peixes pegos, os barbados, jurupessem e o tamba, sem exagero é claro, iriam pra panela rsrs ...

Abraços.

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Em 26/12/2018 at 16:25, Carlos Caffer disse:

Gustavo,

Eu tenho um pensamento que, comer um peixe de vez em quando é muito bom e se for pra comer, que sejam os peixes exóticos. Aqui na região eu só abato a corvina e o porquinho pra comer ... os demais solto todos, mesmo o tucunaré sendo tratado como exótico por aqui.

Eu particularmente não teria coragem de abater um dourado ... mas dos peixes pegos, os barbados, jurupessem e o tamba, sem exagero é claro, iriam pra panela rsrs ...

Abraços.

Beleza, eu compartilho do mesmo pensamento.

Não citei no relato, mas o tamba deu duas ótimas refeições.

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Concordo sobre espécies exóticas. Eu amo comer peixe, mas o tucunaré (pescaria que realizo 80% das vezes)  fazem muitos anos que não abato. Agora corvina, porquinho e tilápias - em especial estas últimas - sempre gosto de levar, respeitando é claro quantidades, tamanhos etc. São três peixes de carne deliciosa, com poucas espinhas e que existem em abundância na minha região. Sobre o relato, que show a pescaria e também saber que os rios do meu MS estão voltando a serem piscicosos. Na minha região reparei, com o trabalho incansável dos guias, proprietários de casas de pesca e também de nós pescadores em conjunto com a PMA e com a grande incidência de torneios esportivos, o tucunaré tem tido fôlego e não só tem aumentado de quantidade mas a qualidade começou melhorar consideravelmente.

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Em 04/01/2019 at 16:17, Rodolfo Amaro disse:

Concordo sobre espécies exóticas. Eu amo comer peixe, mas o tucunaré (pescaria que realizo 80% das vezes)  fazem muitos anos que não abato. Agora corvina, porquinho e tilápias - em especial estas últimas - sempre gosto de levar, respeitando é claro quantidades, tamanhos etc. São três peixes de carne deliciosa, com poucas espinhas e que existem em abundância na minha região. Sobre o relato, que show a pescaria e também saber que os rios do meu MS estão voltando a serem piscicosos. Na minha região reparei, com o trabalho incansável dos guias, proprietários de casas de pesca e também de nós pescadores em conjunto com a PMA e com a grande incidência de torneios esportivos, o tucunaré tem tido fôlego e não só tem aumentado de quantidade mas a qualidade começou melhorar consideravelmente.

Beleza. Nossos rios estão se recuperando, mesmo com muitos cidadãos ainda mal educados e teimosos. O Brilhante mesmo tinha chegado ao leito de morte há uns 10 anos e hoje já está dando gosto de pescar.

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