Ir para conteúdo
Pescaki.com - O seu fórum de pesca esportiva.

Leaderboard


Popular Content

Showing content with the highest reputation since 19-05-2020 in all areas

  1. 7 points
    Bom, meus amigos, depois de mais de 60 dias sem pescar, fomos até o condomínio onde mora uma sobrinha e tentamos algumas traíras. Fomos eu, meu Filho Marcos e meu Irmão Mário. Na verdade, é um lago onde tem outras espécies mas para matar a saudade de pescar com iscas macias, focamos nas traíras. Pescamos durante apenas duas horas mas foi o suficiente para matar a saudade de jogar uma linha na água. Resultou que Marcos pegou duas, eu uma e meu Irmão, uma também. Seguem fotos da jornada. A primeira de Marcos E a segunda... Em seguida a minha E por fim a de meu Irmão Embora não tenha se configurado em uma grande jornada, teve seu significado especial em razão de que pescamos por pouco tempo e depois de tanto jejum. No meu caso a isca e montagem usadas foram estas: Espero que gostem! Grande abraço a todos!
  2. 2 points
  3. 2 points
  4. 2 points
    Uma carpa rainha com uma barriga grande durante a estação de procriação, à primeira vista eu teria dito uma fêmea cheia de ovos, mas surpreendeu que fosse um homem ao liberar seu fluido seminal! Boa visão
  5. 2 points
    Tarde no rio para minar carpas grandes, pescando com a técnica bolonhesa, conseguimos levar três carpas para a rede de desembarque, incluindo um esplêndido espelho de 12,2 kg! Boa visão
  6. 2 points
    Somos dois então Leandro. Com um vidro de Crem (raiz forte), e uma broa caseira feita em forno a lenha, cachorro não come!
  7. 2 points
    Achei muito show o vídeo...
  8. 1 point
    Rollmops pode ser com água e um pouco de vinagre, mas o com azeite é o mais forte,e realmente, é para os fortes. O boteco que frequento tem Rollmops, ovo de galinha em conserva e também salsichas (por aqui é "VINA" e não tem conversa!), além das tradicionais pingas com ervas diversas. Esta conserva com salsichas, pepino, cebola, pimenta vermelha, pimenta da jamaica ou pimenta de cheiro (as bolinhas pretas) e vinagre e água mineral (não pode ser água com cloro e flúor pois estraga a conserva) deve ficar um manjar depois de uns 30 dias curtindo!
  9. 1 point
  10. 1 point
    Postei as fotos...
  11. 1 point
    Olá Miyada! Faço edição de meus vídeo em um simples notebook, não precisa investir em um hardware específico para isso. Vai investir e vai dar no mesmo. Meu notebook tem processador Intel i5 M460 de 2.53 GHz. Se me disser qual é o seu posso avaliar melhor. Quanto a placa de vídeo, uso a integrada neles mesmo, no caso a placa de vídeo onboard. Uso 8 GB de memória RAM e SSD de 240 GB, isso mesmo, não preciso de um HD de 1 TB para esse serviço e como armazenamento final uso minha conta do Google Drive e um HD externo de 1 TB. Para gravar meu vídeos uso a máxima resolução da câmera e depois vejo com o YouTube o que ele vai fazer, mas toda minha edição uso a melhor resolução que posso.
  12. 1 point
    Nao consegui ver as fotos, consegue postar novamente? vontade de pescar, filho com 2 anos e agora covid so enrolando.... espero que volte logo ao normal Boa pescaria a todos!
  13. 1 point
    Sei que quem pega isso usa peneira e bate bem na margem, levantando junto com o capim. Mas tem a chance de levantar uma cobra d'água também e eu mesmo não me sinto mais nem um pouco agradado de vadear em lagoa ou riacho desconhecido batendo peneira, embora já fiz isso quando criança.
  14. 1 point
  15. 1 point
    Humm, isso é muito bom....
  16. 1 point
  17. 1 point
  18. 1 point
  19. 1 point
  20. 1 point
  21. 1 point
    Tem outro animal que também come grama .........
  22. 1 point
    Com a vontade que eu estou de pescar é bem capaz de fazer vista grossa rsrs
  23. 1 point
    Peixe ensopado na hora! Só precisa coragem para ir buscar!
  24. 1 point
    Deu...lucro para o dentista!
  25. 1 point
  26. 1 point
    Brigado, vou a pé mesmo, neste caso, a nado!
  27. 1 point
    Com certeza vão culpar o estagiário por isso! Vai ser uma maravilha para limpar!
  28. 1 point
    ele tem este cinto há uns trinta anos... na verdade não sei se já tem tanto tempo assim, mas que é muito antigo é
  29. 1 point
    Bomediano,eu e seu irmão usamos o mesmo material de pesca e que dá uma sorte danada e tem que usar com carinho,pois não vende mais.
  30. 1 point
    De fato, não. Minha esposa ficaria doida com isso.
  31. 1 point
    Grande Ito, na verdade aí no caso a borrachinha serve somente para evitar o afastamento do peso em relação ao anzol e não tem qualquer função de amortecer impacto, sobretudo porque é peso leve, de 7 gramas. Esta limitação permite ações entre estruturas sem enroscar. Contudo, se for em uma montagem mais pesada, nada impede que além da limitação do peso na linha, também se pode colocar um limitador (não necessariamente de borracha) entre a miçanga e o anzol.
  32. 1 point
    É, meu amigo @Domingos Bomediano, vejo que continua em ótima forma e privilegiado em estar tão perto de um point desses!
  33. 1 point
    Belas dentuças mestre Bome, com certeza deu para matar um pouquinho da saudade de pescar.... Também ontem consegui depois do trabalho dar uma escapadinha e dar uns pinchos, apesar da água fria consegui levantar uma dentuça também.
  34. 1 point
    Depois de muito tempo de quarentena, consegui pescar depois de um trabalho numa fazenda em Quadra SP, mesmo com água fria consegui levantar uma boa traíra de cerca de 1 kg.
  35. 1 point
    Poxa, que legal! É produtivo usar, ao invés deste chumbo em formato de bala, um chumbo oliva? Digo isso porquê quando fui procurar esse material, não achei na maioria das lojas, e quando achava, estava muito caro. Vejo que as pessoas também pegam um chumbo oliva e cortam ele ao meio, mas nunca tentei. Outra dúvida, aproveitando que já estamos falando disso e que não vejo muito disso na internet. Você costuma usar além dessa, outras montagens? (Carolina, Undershot, Wacky). Digo isso porquê (não sei se tem algum sentido), mas vejo a maioria dos pescadores americanos usando JigHead, mas montado em um anzol "offset", de forma que fique "anti-enrosco". Imagino que cada montagem tenha o seu alvo e seu propósito, mas me parece que o JigHead é a mais versátil delas. (Ou talvez a montagem que exiga menos preparação) Já peço desculpas pela encheção pois sei que são muitas as dúvidas, mas sempre gostei de ver esse tipo de pescaria, e nunca achei muita coisa sobre isso aqui no Brasil e vejo que você é uma das pessoas com mais conhecimento acerca dessa área.
  36. 1 point
    Você não conseguiu fugir nenhum dia da quarentena, Maurício? Grato, Grande Vinícius! A montagem é sim uma variação do Texas Rig (peso livre) chamada de Flórida Rig (peso preso com um stop de borracha). As miçangas são tal como você escreveu, justamente para fazer alguma vibração e barulho para chamar a atenção do peixe, sobretudo traíra que gosta deste tipo de coisa rssss A pesca de traíras evoluiu demais após o advento da ideia de pescá-las com soft, modalidade que pratico desde há muito tempo, quando ninguém conhecia. Grato, Grande João Paulo! De fato, também na minha opinião o uso de softs na pesca de traíras resulta muito mais produtivo.
  37. 1 point
  38. 1 point
    Sacanagem
  39. 1 point
  40. 1 point
    Que lagão bonito! Queria eu morar em um lugar desses... parabéns pela pescaria, Bome! Quanto à montagem, é uma variação do Texas Rig? Nas poucas vezes que pesquei com iscas macias, usei na maioria delas o tradicional JigHead, ou o simples "no sinker". Mas, imagino que a miçangas tenha o intuito de causar vibração a mais para atrair o peixe, certo? Admiro muito esse tipo de pescaria, é tudo muito detalhado e apaixonante! Se pudesse, praticaria com frequência
  41. 1 point
    Eita! Se inveja matasse....
  42. 1 point
    Opa... Talvez esses dois videos te ajudem Abraço
  43. 1 point
    Não confunda com a pintura efetuada em jigs, pois aí a liga é diferente e é um material mais duro. A chumbada de pesca de praia é chumbo quase que puro e é um material bem mais mole. Nos jigs é passado um primer, um fundo, é passada uma ou mais demãos de tinta e, finalmente uma camada de verniz, só que os jigs não vão levar tantas pancadas como uma chumbada de pesca de praia.
  44. 1 point
    passa primer e depois tinta óleo mesmo ... vai descascar de qualquer jeito ... se for pra uso próprio , eu deixaria sem nada ...
  45. 1 point
    Pelo que eu já vi por aí, a tinta usada é em pó, pois você aquece a chumbada e coloca ela dentro do pó para que seja efetuada a cura da tinta. Mesmo assim vai descascar. Seria a mesma pintura que é feita nas chumbadas usadas nos cestinhos cevadores para lambari.
  46. 1 point
    Boa noite, estou utilizando um kit com uma vara new pampo e uma caenan 100 para pescas de tambaquis e outros peixes do mesmo porte, porém percebo que estou forçando um pouco a carretilha. Quem já teve ou tem sabe me dizer se é uma carretilha para aguentar tais pescarias?
  47. 1 point
    Me fiz a mesma pergunta aqui. Dei uma pesquisada e eles têm uma conta no Instagram com uns 25 mil seguidores e um canal no YouTube que está começando agora. Ao que tudo indica, ele está colhendo assuntos que seriam mais procurados para fazer algum vídeo no YouTube. Mas ao mesmo tempo fico confuso porquê ele respondeu algumas perguntas de forma vaga. Acredito que tenha conteúdo, mas a maioria das coisas foi debatida aqui em tópicos antigos; o que nos resta entender que ele procura possíveis inscritos para seu canal
  48. 1 point
    Está em inglês, mas para quem não compreende, as imagens falam por si.
  49. 1 point
    Vini meu amigo muito obrigado pelas dicas. Estava pensando aqui que ração na pinga era só pra superfície é melhor ainda com cevadeira, achei legal a sua ideia e coloquei um chumbo médio ainda não sei a descrição girador pra travar e uns 40 cm até o anzol e botei a ração na pinga, de fundo não deu nada, tentei de fundo com massa (Milho verde) e nada tbm. A montagem com girador, cevadeira e um chicote Com linha 0,40 usando também ração na pinga mas não obtive sucesso. A realidade eu percebi que comprei uma vara de pouco cast além de pequena, e preciso de uma carretilha, pois o tanque lá é muito grande e o pessoal arremessa com 100 mt, pesou pra arremessar com a cevadeira. Porem aprendi muito neste fim de semana, nem tinha me ligado estas partes técnicas, de molinete, carretilha, lbs da linha e vara e etc. Enquanto o $$ não chega pra investir melhor eu vou e virando com o que tenho, e já estou louco pra ir de novo. Queri testar mais montagens como o Temaki me disse.
  50. 1 point
    - Meu bem, o mamute acabou. Abri um olho ao ouvir essas palavras. Depois o outro. Fechei os dois rapidinho. Palavras amargas. Procurei fingir que não tinha ouvido, que isso não passava de um sonho ruim, tentei voltar para o sonho anterior, onde uma multidão de moças virgens da tribo vizinha me caçavam para a cerimônia do padu-padu, onde todas teriam que ter um filho meu. E estavam quase me alcançando. Mas o pesadelo voltou: - Bem, as crianças estão com fome! Filhos. Melhor não tê-los. Onde é que eu estava com a cabeça quando aceitei casar com ela. Bem, tendo em vista o tamanho do machado de pedra do pai dela naquele dia fatídico, na frente do chefe da tribo (que podia jurar, fazia um grande esforço para não rir) creio que foi sorte eu ter mantido ela em cima dos ombros. "-Korg, vamos pegar amoras" - ela tinha dito. Ela tinha dito e o burro aqui acreditou, correndo alegremente de mãos dadas pelos campos como dois esquilos, ela segurando o cestinho de amoras e eu segurando... bem, deixa pra lá. Maldita hora que resolvemos fazer aquele lanche. - Korg, agora chega! Levante-se e vá buscar comida! Realmente, este não é um mundo onde um caçador honesto pode descansar seu corpo cansado. Sempre levantando cedo, sempre correndo atrás de um bando de qualquer coisa peluda, onde qualquer um dos perseguidos pode simplesmente se virar e amassar o perseguidor com apenas uma pata. Por que será que aqueles mamutes correm tanto da gente? Será porque não tomo banho desde a última primavera? Um puxão na pele que me cobria me deixou exposto ao ar frio, o que me convenceu a levantar de vez: - Levanta logo, vagabundo! Mulheres, sempre criaturas tão delicadas. - Paiê, tô com fome - disse o menorzinho, pulando em cima de mim e afundando meu estômago. Nossa, como está pesado, deve ser de tanto comer mamute. Interessante, normalmente os filhos se parecem com o pai, mas este aqui se parece com o Jango, da caverna ao lado... não, não pode ser. Bem, deixe-me ver como está esse tempo. Brrrrr. Nada mal, uma nevasca e tanto, o nariz congelou quase que imediatamente, a neve quase invadindo a caverna. E ela quer que eu vá caçar, aquela ingrata. Isso, deixe que eu me congele com uma lança nas mãos, enquanto todos ficam aqui no quentinho. - Paiê, quero ir com você - disse o maiorzinho. - Filho, isso não é para você ainda, é perigoso, espere crescer um pouco mais que o papai... - Não, eu quero, eu quero, buáááá, manhê, buáááá... Sim, ele era um guerreiro nato. Seria um grande caçador algum dia. Até começar a colher amoras com as moças. Mas lá fora a neve alcançava os joelhos, não ia deixar que minha descendência congelasse totalmente. Olhei para ela, ela me daria razão. - Seu bruto! Tem prometido sempre a ele que vai levá-lo! - disse ela. Mulheres, sempre cobrando as promessas que fazemos nas horas de fraqueza. Ia lhe dar uma resposta à altura (afinal, quem mandava nestas pedras?), mas ela me encarava com um olhar que já tinha visto na cara de uma ou duas leoas. E afinal, o júnior já estava bem crescidinho. Era melhor manter a integridade. - Bem, júnior, pegue a lança de papai e vamos. - Oba ! Oba! Vamos caçar! Vamos caçar mamute! - gritou ele, correndo a buscar minha velha lança. A alegria de uma criança. O despertar de um novo caçador. Um novo guerreiro. Tocante. Principalmente no meu pé, local onde ele enterrou a ponta da lança quando tropeçou. Mesmo mancando e com o pé enfaixado (podia jurar que ela segurava um riso quando me enfaixou!), fomos os dois buscar a comida para a família. Dois guerreiros orgulhosos de sua sagrada missão de trazer carne para a caverna e alimentar os seus. Júnior levava alegremente a mochila, com coisas úteis como um machado de pedra, algumas facas de pedra, algumas pontas de lança de pedra e finalmente, algumas pedras para se refazer tudo se fosse necessário. Depois de três passos ele largou tudo chorando. Fazer o quê, pai é pai, peguei a sacola e joguei por cima do ombro. Quase caí para trás. Achei melhor aliviar um pouco de peso e joguei tudo fora, afinal, pedra existe em todo lugar por aqui. Era interessante passar pela caverna de Jango, ele poderia querer ir junto e dois caçariam melhor que um e meio. Jango sempre foi meu companheiro, amigo, amigão desde a infância, quando fizemos o primeiro grupo de caça com os meninos da região e matamos orgulhosamente nosso primeiro mamute. Verdade que todos os outros morreram quando o bicho caiu em cima deles, mas certas lembranças ficam para sempre, nós dois rindo e pulando em cima da carcaça, até que eu escorreguei e caí em cima do espinheiro. Ele ajudou a arrancar os espinhos, enquanto ria. Um amigo fiel. - Jango! É Korg! Jango, amigo velho! Ele saiu coberto por uma ou duas peles que iam até o chão. Estava enorme, como tinha engordado! É incrível o que a vida de solteiro pode fazer com um homem. Ele deveria se casar para emagrecer um pouco. Sempre achei que isso deveria ser o contrário. - Anhh... olá Korg! Aonde vai? Ahhh...C-caçar, com um tempo desses? Ahh...ummm.. aiii... Ele não deveria estar passando bem, pois gemia e se remexia todo. Achei melhor não incomodá-lo. - Nada não, deixa pra lá, amigo velho. Vamos algum outro dia. Jango voltou rapidamente para a caverna e podia jurar que ouvi risinhos, mas deve ser apenas a minha imaginação. Peguei o júnior pela mão e fomos até a trilha de caça. Crianças.Tive de descongelá-lo duas vezes pelo caminho. Mas estávamos finalmente na trilha da caça maior. Podia sentir o cheiro dela a excitar os sentidos. E provavelmente ela o meu, tinha que trocar esta pele algum dia. Meu instinto de caçador me dizia que a caça tinha passado exatamente por lá. Meu instinto e as pegadas enormes na neve, onde eu tropecei por uma ou duas vezes. Nessas horas o predador que está nos homens se revela. Fica-se mais atento quando se está na trilha. A visão fica mais sensível. Os músculos ficam mais fortes. O cérebro trabalha mais rápido. E os intestinos de júnior também, pois tive que limpá-lo. Assim não dá, logo será noite e vamos nos atrasar para o jantar e deixar mamãe um tanto chateada. O rugido à frente indicava que o macho dominante, o líder da manada, o grande mamute estava próximo. O rugido atrás indicava que um leão estava nos seguindo. Nesse caso, o recomendável era uma fuga estratégica até a árvore mais próxima. E rápido! Não foi fácil subir na árvore carregando a lança, a mochila e o júnior junto. Estava cansado de arrastar aquele moleque. Quando tínhamos começado a correr, o futuro caçador estava um tanto paralisado de medo, o cheiro de vocês sabem o quê indicava novamente um funcionamento rápido e perfeito dos intestinos do meu garoto e tivemos de esquecer temporariamente a caçada gloriosa. Tive de correr com ele e o resto em cima do ombro, enquanto escolhia alguma árvore que fosse um pouco maior que a minha lança naquele prado gelado. Finalmente encontrei algo decente para subir, uma bela e alta árvore que infelizmente escolheu para nascer no meio do pior espinheiro que já vi. Consegui alcançar o alto do tronco, enquanto o leão arrancava minha atadura com as patas, quase levando meu tornozelo junto. Tínhamos chegado a uma altura razoável, obastante para que meus pulmões voltassem aos seus lugares primitivos. O leão esperava pacientemente em baixo da árvore, mastigando as ataduras como aperitivo. Aquele bicho asqueroso cheirava mal. Um exame mais detalhado revelou que não era o leão que cheirava assim e deduzi que o problema de intestinos de júnior devia ser algo contagioso. Aproveitei para checar a caça que perseguíamos, ainda tínhamos a obrigação de levar comida para casa. Olhei à distância. Era uma vista linda e conseguia ver a manada próxima, bem próxima. Muito próxima. Cada vez mais próxima! Era um estouro! Enquanto o leão fugia para não ser pisoteado e a árvore onde estávamos era continuamente chacoalhada com a batida de diversos corpos, peguei júnior pelo braço. Com um grito de predador pulei em cima do mamute mais próximo, com a lança em riste numa mão e na outra o garoto gritando pela mãe. Calculei mal o pulo e acabei de cara nos espinhos, mas o menino acertou bem no lombo do animal, que urrou e se pôs em disparada com o garoto às costas. Isso sim, é que era filho de um caçador, pensei, enquanto me levantava e voltava correndo para a árvore, driblando as patas dos mamutes. Sim, esse rapaz tinha futuro. Segui o rastro dos dois por um bom tempo, pelo menos enquanto o leão, que voltou logo após, dava uma folga. Finalmente encontrei o mamute morto depois de ter tropeçado em uma vala e quebrado o pescoço, com o júnior ainda em cima, congelado. Me senti orgulhoso ao vê-lo ali montado, vitorioso, azulado. Era o meu filho. Sim, um verdadeiro caçador, pensei de novo, enquanto acendia mais um fogo e tornava a descongelar aquele predador nato. Júnior, meu filho. Sua mãe ficaria orgulhosa de seu menino já ter se tornado um homem. E eu também estava, enquanto cutucava com a lança aquele chorão toda vez que ele reclamava de ter de carregar o pernil sozinho. Já era quase noite quando passamos de novo pela caverna de Jango, meu amigão. Deixei um pedaço de carne para ele, coitado. Que bom, já não gemia como antes, mas não saiu de trás da pele que cobria a entrada. Vida difícil, coitado! Por algum motivo ele não quis que eu entrasse, disse que não queria nos atrasar com o adiantado da noite. Ao chegar em casa, minha mulher não estava. Foi ver a titia, disseram as crianças. Essas mulheres, sempre fazendo visitas às cavernas das comadres. Esquecem das crianças e que o homem da casa, aquele que traz a comida, o provedor do lar, chegou com fome, sede e espinhos. Teria que fazer o jantar sozinho, pensei, enquanto batia a neve da pele que me cobria e descongelava o júnior mais uma vez. Coloquei um pedaço de carne a assar junto a ele, enquanto olhava as crianças sujarem mais uma parede com aquelas pinturas cretinas de bichos que elas tanto gostavam. Estranho como o menorzinho se parecia com... ah, deixa pra lá. Apontei alguns tocos para elas e atiçava os carvões, pensando em como essa vidinha era difícil. Talvez, algum dia no futuro, os caçadores sejam mais respeitados e a vida mais fácil. E não tenham de sair no frio da manhã toda vez que acaba o mamute. FIM 02/2006
×
×
  • Criar Novo...