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Oscar

Um esboço de proposta para a questão ambiental

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Oscar, eu te admiro. Você está acendendo uma vela. :ok: A questão ambiental só será solucionada de quatro formas:

- Polícia: a fiscalização tem de parar de procurar o modo mais fácil de mostrar serviço;

- Poder político: tem de compensar politicamente para esses safados nos congressos e câmaras carregarem essa bandeira;

- Conscientização: centre fogo nas crianças, porque os adultos já são o que são;

- Bolso: tem de compensar para todos, senão ninguém vai querer saber de conservacionismo, desenvolvimento sustentável, etc. Peixe na água e árvore em pé tem que valer mais à pena.

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- Concientização: centre fogo nas crianças, porque os adultos já são o que são;

- Bolso: tem de compensar para todos, senão ninguém vai querer saber de conservacionismo, desenvolvimento sustentável, etc. Peixe na água e árvore em pé tem que valer mais à pena.

PERFEITO!!! :bs-aplauder::simsim::bs-aplauder::simsim::bs-aplauder::simsim:

:ok:

ISSO JÁ BASTA!

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Eu sou mais um dos que engrossam a lista dos inconformados, revoltados mesmo e, de certa forma, céticos, o que não significa "deixar pra lá".

Meu ceticismo se deve em grande parte ao que todos nós vemos, ou seja, total falta de vontade política e a imensa corrupção nos órgãos responsáveis pela fiscalização, sem falar na falta de estrutura, organização, etc. Aqui no RJ conheço quem já ofereceu a própria lancha (inclusive gasolina) ao Ibama, que ignorou solenemente a proposta...

Enfim, concordo com quase tudo o que foi dito aqui. Educação ambiental é fundamental, o que nem de longe afasta a necessidade de repressão enérgica às práticas predatórias.

Também é evidente que a exploração sustentável é inevitável. Se não houver substituição da atividade econômica predatória por outra rentável, a ganância e a necessidade sempre conduzirão à ilegalidade em larga escala.

Em todo esse processo acredito que a mída tenha papel fundamental ainda que pontualmente, pois podem "forçar" alguma providência da autoridades medrosas em ter sua imagem chamuscada... Apelo para isso não falta, não é à toa que os maiores índices de audiência do Globo Repórter são os dos programas relacionados à natureza.

Deve-se tentar o apoio de órgãos com alguma representatividade. Por exemplo, recentemente a OAB/RJ encampou um "grito" de conservacionistas contra uma lei que, no apagar das luzes do governo César Maia, desprotegeu totalmente a reserva do Mendanha, abrindo espaço para a exploração imobiliária. De tanto perturbarem, ao que parece, os piores pontos da lei estão sendo revistos. É uma aparente vitória, ainda que mínima, da inquietudade da sociedade.

Em alguns lugares, há promotores sérios e engajados nesse objetivo. Uma ação conjunta, nem que seja para troca de informações, pode ser bastante útil.

Abs

Maurício

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Grande Oscar e Amigos,

Antes de postar, Oscar ainda precisou pensar um bocado se publicava, ou não, suas idéias no fórum, porque em princípio achava que não viria a merecer a atenção por parte do pessoal, vez que de outra feita algo parecido acabou sendo desprezado, contra o que, argumentei que apesar de ele estar coberto de razão, o conteúdo do que acabara de escrever era tão bom que deveria ser sim, publicado, quando então, acabou valendo o bom senso e o peso de nossa amizade.

Confirmando o que já vaticinava Oscar, pouca vem sendo a repercussão. Eu próprio o havia avisado de que tardaria a participar, pois primeiro queria ver e sentir o que sobreviria, mas de fato, segue um tanto frio o tópico e não pode ser esquecido.

Mas mesmo assim, percebo ganhos, pois com a postagem, ganhou o fórum; ganhamos todos nós, em poder ter a chance de ler algo tão bem elaborado para, senão convencer, pelo menos tentar mobilizar parte desta enorme massa de gente que pesca para alguma ação no sentido de modificar um pouco as coisas como vêm sendo equivocadamente conduzidas, seja pela sociedade, seja pelos órgãos governamentais.

Começa Oscar, enfatizando que o assunto, então, não vem merecendo o devido tratamento, nem no fórum, como também não vem sendo bem tratado pela sociedade e governo, no que acerta brilhantemente.

Todavia, a questão ambiental é algo muito amplo, de sorte que não será em um fórum de pesca que chegaremos a alguma solução. Sabendo que nem é isso que pretende nosso formidável amigo, creio, sim, que ele busca e até talvez consigamos chegar de fato, a alguma conclusão, a um bom aglomerado de idéias que possam afinal, ajudar no andamento desta verdadeira odisséia que se converteu a necessidade de buscar uma solução para a questão ambiental, não só no Brasil como no mundo todo. Nisso, mais que arrazoado está nosso amigo. Igualmente arrazoados, sobrevêm preciosos comentários.

Porque classifico como uma odisséia? Porque na medida que percebemos as grandes dificuldades no percalço de soluções, vemo-nos, tal e qual os personagens homéricos, diante de enormes e infindáveis dificuldades e contratempos, causados por forças contra as quais um ser humano comum jamais poderia, sozinho, com seus próprios e limitados recursos, combater. Contudo, na própria Odisséia vemos que o espírito humano é muito forte e que este nos traz forças inimagináveis, de forma que, no caso, sozinho, nada se consegue, mas no conjunto, algo pode ser feito, com chances de bons resultados.

Mas o que digo aqui não é fazer com que parem de construir barragens (pelo menos de momento, impossível viver sem elas), nem parar totalmente com a pesca comercial (creio que de imediato ainda não é possível), nem deixar de usar o chuveiro com água quente, nem deixar de assistir à TV, nem deixar de usar nosso veículo, nem deixar de fazer uma miríade de coisas que nos agradam, ou que no mínimo vemos como necessárias. Penso e, nisso piamente acredito, que além da união de todos em busca de soluções, o mais importante e urgente é cada um também buscar fazer sua parte, princípio de toda boa ação. À partir do momento em que cada um estiver cumprindo com sua parte, ficará muito, infinitamente mais fácil, poder exigir das autoridades o cumprimento da parte deles.

Longe de mim pretender lançar soluções, nem sugestões, pois Oscar as resumiu de maneira a ali fazer constar tudo o que penso que pode ser feito e tento fazer, mas seguirei fomentando este tópico de forma a ajudar com que não reste no esquecimento e a ele voltemos amiúde.

Então, pela importância do assunto e pela brilhante forma com que foi iniciado e conduzido, mereceu e levou o status de tópico fixo na tentativa de fazer-se ler por mais usuários e quem sabe, seduzir um ou outro mais a grafar aqui o que pensa que pode ser feito.

Parabéns, Tio Oscar, pelo ótimo texto! Parabéns a todos que aqui seguem no mister de buscar uma luz no fim do túnel. Sigamos nas discussões!

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Ola Pescadores td bem!

Antes de tudo gostaria de me apresentar pois sou novo por aqui...

Meu nome é Lucas sou de Belo horizonte, gosto de pesca esportiva assim como voces.

Gostei muito deste topico e gostaria da opniao de voces.

observei neste topico a preocupaçao com a concientizaçao dos pescadores professionais sobre o efeitos de sua profissao no meio ambiente. e pelo que vi nao temos muitas alternativas do ponto de vista lega, politico ou chame como quiser.

o que os senhores acham de um peixamento ou repeixamento voluntario.

sei que a grosso modo pode parecer uma ideia idiota pois estaremos "sustentado" pessoas que nao tem essa consciencia mas por outro lado nos unindo é a unica forma de lutar contra essa mare de destruiçao.

sei que em nosso meio a pessoas instruidas ambientalistas ou ate biologos que poderiam produzir estudos sobre especies nativas de cada regiao para que possamos dar a nossa contribuiçao para o meio ambiente.

Desculpem minha ingenuidade mas é uma ideia que acho que contribuiria de alguma forma...

Por favor comentem....

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Quando foi lançada num Fórum a pergunta sobre o problema da pesca profissional e seus desdobramentos, eu disse que era assunto para um tratado e que o resultado do debate poderia ser utilizado para um projeto de lei. Prometi também naquela resposta, que eu ia fazer a minha parte.

Deixei a questão colocada daquela forma, no ar, esperando que o assunto fosse tratado com a seriedade e profundidade que, entendo, mereça receber de todos nós pescadores esportivos preocupados com os estragos que vemos acontecer à nossa volta.

A participação não foi no nível que eu esperava. Uma ou outra resposta apenas abordando a questão de forma mais séria.

Desde aquele dia venho dando tratos à bola, buscando um jeito de colocar no papel uma análise e um "ameaço" de proposta para essa encrenca toda. Vamos só ver se eu consigo ser coerente o bastante.

O problema ambiental, no Brasil e no mundo, tem uma única raiz: a crescente aglomeração do homem em ambientes urbanos, com as conseqüências todas que isso provoca.

A primeira, talvez a mais importante delas, é o quase aniquilamento da preocupação ambiental no homem urbano. Morando nas cidades, ele acaba se isentando de responsabilidade quanto aos problemas ambientais, achando que esses são problemas de quem vive no campo ou no mato. Gente de cidade, vivendo no asfalto e no concreto não tem nada a ver com o que acontece com florestas, águas e animais. Conseguem alguns mais iluminados perceber que a poluição do ar tem alguma coisa a ver com chaminés e automóveis...

Mas de modo geral, não tem a menor consciência de que é o seu consumo urbano o real causador das pressões todas sofridas pelo ambiente natural. Ele come palmito, mas é um vidrinho por mês, usa uma tábua para fazer uma prateleira, mas é uminha só e ele não corta nenhuma árvore, pois compra na loja de material. Acende a luz, lava a calçada com esguicho, mas é com água da Sabesp que ele paga no fim do mês. Atende a esposa e troca os móveis da sala, mas comprou no MixMóveis.

Come só um tucunaré por ano, mas é comprado no Carrefour ou "cobrado" de um amigo que foi pescar, e não tirado do Rio Negro. Ele não faz nada que agrida o ambiente natural...

Não alcança que a água e a luz que ele paga, mas usa sem cuidado, provocaram barramento de rios e impediram piracemas, que suas tábua e móveis derrubaram árvores no Mato Grosso. Que a Nota Fiscal dessas compras é papel que despejou lixívia em algum rio e que o tucunarezinho à toa saiu do rio junto com alguns milhões de irmãos, para atender milhões de consumidores de apenas um tucunaré, como ele, que tem seus desejos atendidos por alguns milhares de caboclos que só conseguem um dinheirinho quando mandam de lá o que ele consome aqui.

A questão ambiental já é profusa e profundamente estudada por uns quantos organismos públicos e mereceu um sem número de leis de proteção e regulação de atividades consideradas predatórias.

Até leis completíssimas sobre Educação Ambiental já temos, desde a 6938/81 até as 9597/99 e 9960/00 que tratam da Política Nacional de Educação Ambiental, estabelecendo, veja só que bonito, que essas questões tem que constar de todos os currículos, em todos os níveis, como Temas Transversais. Lindo!!!

A Constituição de 88 tem um capítulo formidável sobre o meio ambiente. Fizemos aqui a Eco 92 e participamos da Rio+10 lá em Johanesburgo.

Nossa legislação ambiental é considerada uma das mais completas do mundo, mais abrangentes e profundas que na maioria dos países ditos desenvolvidos. Mas é só papel...e papel a gente usa até no banheiro!

Temos o IBAMA federal e uns não sei quantos órgãos estaduais correlatos, responsáveis pela fiscalização de atividades predatórias, que até varinha de bambú tomam da gente, preocupados que são com o meio ambiente...

E com isso tudo, vamos levando com a barriga, nos dando por satisfeitos com o aparato legalista que, dos gabinetes, garante a integridade de nossos maravilhosos recursos naturais.

Eles cuidam da natureza e nós vamos levando nossa vidinha aqui no asfalto, bem longe desses problemas.

Tudo se resume na questão da Educação Ambiental, já prevista nas leis e cuja implementação até já existe em alguns projetos piloto. Aplicados integralmente, esses projetos seguramente mudarão todo o quadro que vemos hoje.

Mas nossos recursos naturais será que têm "gás" para agüentar o tranco, enquanto criamos, nos bancos de escola, a consciência ecológica de umas três gerações sucessivas?

Com certeza terão se esgotado antes disso...

Qualquer solução rápida o suficiente para provocar resultados antes que os danos sejam irreversíveis, obrigatoriamente tem que passar por ações mais contundentes e diretas, algumas delas com certeza mais antipáticas que aquelas previstas na legislação existente.

Entendo que uma, talvez a única solução plausível para provocar os reflexos imediatos necessários, deva começar pela atuação firme e simultânea em alguns pontos distintos:

- política enérgica de estímulo ao turismo de pesca esportiva

voltado às áreas que hoje sofrem pressão sem controle, implementando a prática obrigatória do pesque e solte, a par de uma ação reforçada de fiscalização nos portos de saída e chegada dos turistas de pesca:

- aplicação de programa intensivo de educação ambiental

desenvolvida junto aos caboclos e ribeirinhos nas regiões alvo do turismo estimulado, transformando-os de coletores em administradores de recursos naturais, fazendo-os entender que manter o peixe na água é mais lucrativo que mandá-lo ao mercado e a única forma de fixar o homem nessas fronteiras de modo digno. Fazendo com que vejam que isso é verdade, com o estímulo ao turismo de pesca na região.

- fiscalização e coerção enérgicas das atividades predatórias

a fiscalização não precisa se deslocar rio acima e abaixo atrás dos pescadores, pois pode ser exercida de modo muito mais eficiente e com relativamente poucos recursos, desde que concentrada nos pontos de convergência da pesca turística ou comercial, como por exemplo os portos ribeirinhos usados como ponto de partida e chegada dos barcos hotel na Amazônia e no Pantanal, além de nos pontos de embarque dos turistas que retornam para casa. A coerção deve ser severa, incluindo a apreensão de materiais e imposição de multas que deverão ser pagas nos próprios pólos de pesca, aliada à redução das possibilidades de recurso pelos infratores.

Quais são os destinos de pesca no Brasil? Identificados, concentremos neles as ações ao invés de dispersar os poucos recursos existentes em lugares onde até os lambaris já são raros.

No que diz respeito à pesca marinha, acredito que o pescador amador não provoque prejuízos ambientais, desde que entendamos a pesca nas regiões estuarinas e de manguezais como áreas internas, tratadas da mesma forma que Pantanal e Amazônia.

Quanto à pesca comercial no mar, a fiscalização nos portos e entrepostos de comercialização de pescado, se bem executada, cumpre perfeitamente seu papel. Fiscalização de fato nas grandes redes de distribuição desses produtos, nos Carrefour, Ver-o-Peso e Extra da vida. Apreenda-se algumas vezes os lotes fora de tamanho ou de época permitida, com a aplicação de multas que sejam de fato cobradas, e acredito, sinceramente, que a maior parte do problema seja resolvida, sem que seja necessário colocar um monte de gente mar a fora fiscalizando barquinho de pescador.

É essa a minha opinião. Lógico que cada um dos pontos que eu abri tem que ser desdobrado e detalhado, de forma a compor um programa completo, com atribuição de responsabilidades que incluam organismos de representação da sociedade civil. É muita pretensão de minha parte lançar uma proposta como essa? Pode até ser, mas acho que a questão ambiental no Brasil é tratada de forma morna, bem estilo "prá inglês ver". Como em medicina, para um problema agudo o ataque tem ser enérgico e bem pontuado.

Com as ações concentradas, os resultados localizados naturalmente aparecerão mais rapidamente, servindo de exemplo e estímulo à implementação de programas gerais como os já previstos na legislação já existente. Exemplos isolados e bem sucedidos já existem na Amazônia, na região das Anavilhanas e na Ilha de (ou do?) Marajó, tendo como foco básico o tucunaré e o pirarucú. O que precisamos fazer é ajustar o alvo e o ritmo, tratando a questão ambiental como o problema agudo que é.

Estes comentários, que eu já estendi além do razoável neste nosso espaço, abordam apenas a questão da pesca e a questão ambiental no Brasil transcende, em muito, esse campo. Mas em todas as áreas correlatas (que acabam sendo interligadas e interdependentes) acho que essa mesma linha de ação seria aplicável.

Vou ficando por aqui, remoendo os azedumes provocados pela nossa impotência perante o quadro. Podemos fazer alguma coisa de concreto além de ficar no "jus esperneandi"? Quem sabe agora, nestes tempos em que as questões de preservação tomam um pouco de força no mundo, encontramos um pouco mais de espaço para agir de fato.

Abraço forte

Oscar

Brilhantemente colocada a questão pelo Oscar bs-aplauder.gifbs-aplauder.gifbs-aplauder.gif

Não adianta apenas ficarmos falando e não tomarmos nenhuma providencia assobiando.gif

Lembremos da parábola do beija flor, quando no incêndio da floresta trazendo gotas d'água para jogar no fogo, questionado pelo Urubú se achava que conseguiria desta forma, afirmou: NÃO SEI RESOLVE, ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE!

Nós gostamos de pescar, por contingência amamos e cuidamos da natureza! Se não pressionarmos quem DEVERIA CUIDAR, nossos filhos e Netos não poderão usufruir do prazer que ainda estamos conseguindo ter, mesmo que para isso tenhamos que nos deslocar milhares de kilometros!

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Devido ao monte de respostas quilométricas e a minha falta de tempo de ler todas, até porque todas devem ser lidas, vou passar minha opinião de forma rápida e desculpem se for repetitivo.

Acredito que o sistema de cotas de peixe para levar da pescaria é falho e deve ser no meu ponto de vista refeito para não dizer extinto, segundo o sistema posso trazer 10 kg de peixe.

Bom se eu for pescar 30 dias de seguidos, poderia trazer então 300 kg de peixe ?

Penso, que só deveria pegar peixe para consumo no local e pronto, lada de levar peixe para casa, é claro que as coisas não são simples assim, mais em resumo esta é minha opinião.

Educação ambiental para as crianças desde o inicio da vida escolar. Os novos vão ter que pagar pelos erros dos mais velhos.

Temos que nos libertar da barra do governo e passar a RESPONDER a seguinte pergunta.

O QUE VC PODE FAZER PARA AJUDAR O AMBIENTE EM QUE VC VIVE ????

Bom, também penso que os programas de pesca deveriam fazer trabalhos para conscientizar o pescador para soltar os peixes, hoje, os programas de pesca são vista por todo tipo de pescador, o bom e o ruim.

Acredito que apenas mostrar o cara soltando os peixes não é suficiente, deveriam falar da degradação que esta tendo, o que esta sendo feito, quais as conseqüências etc.

Ficar mostrando o Nakamura soltando Tucunaré, não vai ajudar muito não.

Bom, em resumo bem resumido mesmo, esta é minha opinião!!!!!!!!!!

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Oscar,

Muito pertinentes suas colocações. Especialmente nós pescadores temos, como você disse, que desenvolver a pesca esportiva em detrimento da predatória.

Tenho fotos de antigas pescarias que fiz e às vezes penso que foi uma carnificina. Matávamos peixe pois senão era o mesmo que não pegar. Tenho amigos que nem gostam de comer peixes mas traziam caixas de isopor abarrotadas.

Qual é o sentido disso? Somos pescadores ou peixeiros? Temos que difundir esta filosofia amplamente.

Não sou um "eco-chato" porém tenho a dimensão do meu impacto no meio ambiente. Em minha casa vc nunca vai encontrar torneiras abertas sem necessidade, várias lâmpadas acesas ao mesmo tempo, televisão ligada falanéns do pra ninguém, etc. Mesmo minha conta de energia que pago é sempre o valor mínimo devido ao meu uso consciente.

Será que se todos fizéssemos assim nosso meio ambiente não mudaria um pouco? Acho que a resposta é óbvia.

Amigos pescadores: Vamos fazer a nossa parte e divulgar a filosofia!

Oscar, parabéns pela iniciativa. Se eu puder ajudar, me avise que estou à disposição.

Um abraço!

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... embora, como tu, vou continuar batalhando pela causa.

UP! :ok:

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Bacana o tópico.

Uma idéia que poderia ajudar seria responsabilizar mais os municípios pela preservação e fiscalização.

Se os municípios pudessem utilizar da fiscalização para ganhar dinheiro como ocorre com as guardas municipais de trânsito, vão até colocar câmeras e 'radares de velocidade' nos rios que passam pelo município (rss).

Os governos estaduais e o federal sempre alega falta de recursos e de pessoal para reprimir e fiscalizar, seria um apoio extra para a fiscalização.

Claro que a coisa não pode ficar só na fiscalização, promover a preservação e o turismo ecológico conciente também é importante, acho razoável envolver uma responsabilidade maior aos municípios.

Um abraço

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Darei aqui um breve exemplo de coo o Poder Público, a burocracia e a falta de vontade, nos torna inertes, a ponto de não acreditarmos mais em nenhuma ação:

Há uns 10 anos, participei do projeto de recifes artificiais aqui em Bertioga, não de forma muito ativa, vez que meu serviço não permitia, porém sempre tentei dar meus pitacos.

Existe no Peru um programa de recifes artificiais marinhos que são montados com travessas de vergalhões (sobra) e pneus velhos (lixo tóxico que não pode ser enterrado ou queimado, ou seja, as fábricas chegam até a pagar o transporte pra se livrarem deles). Contatei pessoas no Peru (mesmo sem saber a língua) fiz vários estudos, passei tudo mastigadinho pro Secretário de Meio Ambiente, etc.

Resultado, aproveitaram uma verba de uma ONG pra fazer gaiolas de concreto armado que após 2 anos já estvam enterradas... tentei fazer minha parte... a vontade de mandar todos pra $%¨&* e lavar as mãos é grande

Aproveito aqui e pergunto: quem possui lancha com tratamento químico de WC a bordo?

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Minha pequena e quase insignificante sugestão para uma futura Lei de Proteção Ambiental ou seja o que se almeje neste tópíco é simples :

Artigo qualquer um - Não se construirá nenhuma Usina Hidroelétrica ou para outro fim, sem estar constando no projeto desde a sua base um sistema de transposição de peixes.

Parágrafo único - Revogam-se as disposições em contrário.

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Minha pequena e quase insignificante sugestão para uma futura Lei de Proteção Ambiental ou seja o que se almeje neste tópíco é simples :

Artigo qualquer um - Não se construirá nenhuma Usina Hidroelétrica ou para outro fim, sem estar constando no projeto desde a sua base um sistema de transposição de peixes.

Parágrafo único - Revogam-se as disposições em contrário.

Você diz pequena, Silvio?

Imagina o tamanho da briga pela preservaçào que seria ganha com a implementaçào apenas desse teu "paragrafozinho sem importância"!!!!!!!!!!!!!

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Você diz pequena, Silvio?

Imagina o tamanho da briga pela preservaçào que seria ganha com a implementaçào apenas desse teu "paragrafozinho sem importância"!!!!!!!!!!!!!

Pois é Oscar, tão simples né ??? Já pensou se todos os pescadores abraçassem esta causa ??

Dava pra fazer uma bela contenda, mas o povo está meio ressabiado com uma tal de JUSTIÇA,não acreditam mais em autoridade judiciária, acho que o fim do mundo tá próximo.

Segue o enterro.

* Não chega a ser uma correção :

Só pra lembrar aos amigos que o ano de 2010 é ano de eleição, muitos aqui tem contatos direto com Deputados Federais e Senadores, se quisessemos poderíamos articular esta campanha com objetivo único, instituir esta lei ai.

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Guest Normando

Sinceramente eu ando ultimamente muito descrente com a questão ambiental.Nota-se que virou um grande negócio e cada um procura tirar o maior proveito para si. Energia limpa, crédito de carbono, ONG dissso e daquilo, tudo com algum interesse econômico. O governo enxerga o problema apenas com o aumento da arrecadação de multas. Resumindo, é como a questão da seca do nordeste, tem como resolver mas não compensa porque acabaria principalmente com o clientelismo político. No caso da questão ambiental, cria-se cada vez leis mais restritivas,impôe-se cada vez mais multas pesadas, mas não investem em educação ambiental, em esclarecimento, em informação. Tentem qualquer um dos senhores, obter uma autorização, fazer um processo de licenciamento ou buscar alguma informação nos diversos orgãos estatais que "cuidam" de nosso meio ambiente! Por mais esclarecido que seja a pessoa, vai enfrentar uma burocracia inócua, não vai ter nenhuma orientação e só resolve se contratar uma "empresa especializada", imagine então quem vive no meio rural, que acabam sendo os mais envolvidos nestas questões, estão f...!

Aqui funciona assim. Primeiro chega a Polícia Ambiental,chapelão na cabeça revorvão na cintura, autua e multa. Depois a Polícia encaminha a autuação para o ministério público que abre o inquérito e processa o infeliz, depois manda os técnicos dos orgão ambientais fazer os levantamentos técnicos e propor as medidas "compensatórias e mitigadoras". Uma verdadeira inversão de prioridades. Desse jeito sabe quando teremos algum resultado? Nunca!

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Sinceramente eu ando ultimamente muito descrente com a questão ambiental.Nota-se que virou um grande negócio e cada um procura tirar o maior proveito para si. Energia limpa, crédito de carbono, ONG dissso e daquilo, tudo com algum interesse econômico. O governo enxerga o problema apenas com o aumento da arrecadação de multas. Resumindo, é como a questão da seca do nordeste, tem como resolver mas não compensa porque acabaria principalmente com o clientelismo político. No caso da questão ambiental, cria-se cada vez leis mais restritivas,impôe-se cada vez mais multas pesadas, mas não investem em educação ambiental, em esclarecimento, em informação. Tentem qualquer um dos senhores, obter uma autorização, fazer um processo de licenciamento ou buscar alguma informação nos diversos orgãos estatais que "cuidam" de nosso meio ambiente! Por mais esclarecido que seja a pessoa, vai enfrentar uma burocracia inócua, não vai ter nenhuma orientação e só resolve se contratar uma "empresa especializada", imagine então quem vive no meio rural, que acabam sendo os mais envolvidos nestas questões, estão f...!

Aqui funciona assim. Primeiro chega a Polícia Ambiental,chapelão na cabeça revorvão na cintura, autua e multa. Depois a Polícia encaminha a autuação para o ministério público que abre o inquérito e processa o infeliz, depois manda os técnicos dos orgão ambientais fazer os levantamentos técnicos e propor as medidas "compensatórias e mitigadoras". Uma verdadeira inversão de prioridades. Desse jeito sabe quando teremos algum resultado? Nunca!

Infelizmente é essa mesma a nossa realidade, Normando.

Você fala em inversão de prioridades. Eu diria até inversão de princípios e valores. Eu tenho lá no sítio em Juquiá um bom tanto de Juçara que aos poucos foi se recompondo, espelhada de matrizes que eu tinha ali mesmo, pela passarinhada. Estão lá porque tem gente tomando conta 365 dias por ano...e já tivemos que correr gente na bala de lá quando começaram a cortar, já por duas vezes.

E também tenho as minhas pupunhas plantadas, que sempre cortei pra envidrar e cobrir as despesas do sítio. Pois hoje eu nao tenho como tirar mais pupunha, porque a florestal se topar comigo na estrada apreende como palmito.....e as quadrilhas de palmiteiros continuam agindo na região, com nome/endereço/CPF e trajetos e dias de retirada conhecidos, sem que ninguém faça nada. E comigo já encresparam por carregar meia dízia de vidros de pupunha, que é flagrantemente diferente da juçara.

Já trombei com Polícia Florestal na estrada, indo na direçào de onde eu saí e pedi pra eles me acompanharem pra dar flagrante em estoque de passaros silvestres amontoados em gaiolões forrados de pássaros mortos já, a 4 km dali....e a resposta é que não tinham tempo. Deram meia volta e voltaram pra cidade a 28 km de distância. Já faz 2 anos isso....e tudo continua do mesmo jeito. Dois anos em que as amoreiras carregaram e derrubaram as frutas, sem que eu conseguisse fotografar uma saíra sequer, mesmo dando plantão de manhã inteira perto delas. Os caçadores de passarinho continuam agindo sem ser incomodados e eu não posso cortar minhas pupunhas.

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tenho ao longo dos tempos o discernimento para compreender a raça humana.

vivemos conflitos politicos que atiram por todos os lados.somos esquerda,socialistas e

capitalista.logo como conviver na esquerda sem o socialismo se todos são capitalista?

como podemos ser socialista e democráticos ao mesmo tempo?- vejamos um exemplo típico:

o índio aprendeu com o homem civilizado,hoje nas aldeias há internet,celulares e outras modernidades

do capitalismo,como esse índio pode ser índio na sua cultura e tradições se não abre mão da tecnologia do

capitalismo.as mudanças de leis jamais atenderão as necessidades do meio ambiente.isto é apenas um brevíssimo relato de uma longa e infindável discussão,onde o capitalismo jamais deixará de ganhar,mesmo quando deixa a impressão que vai perder.

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Quando os bons se calam, os maus progridem. china.gif

82431790.jpg

rotfl2.gifrotfl2.gifrotfl2.gifrotfl2.gifrotfl2.gifrotfl2.gifrotfl2.gifnoooooosa!meu amigo Mauricio esse de bigode e chapéu na terceira fila é parecido contigo.

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Quando os bons se calam, os maus progridem. china.gif

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Você diz pequena, Silvio?

Imagina o tamanho da briga pela preservaçào que seria ganha com a implementaçào apenas desse teu "paragrafozinho sem importância"!!!!!!!!!!!!!

2008......de lá pra cá algumas coisas definitivamente pioraram.

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