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Com certeza, todos estariam mais interessados em assuntos de pescaria, porque este tema foge ao objetivo deste fórum, entretanto, não somos idealistas ou meros observadores da natureza, porque muito de nós, em nossas andanças por este País, podemos constatar o que estão fazendo com o meio ambiente, assim, com certeza, muitos acompanham o debate em torno da mudança de nosso código florestal.

Grosso modo, nossas florestas têm sido devastadas ao longo de nossa história, cujo argumento e motivo justificado foi o progresso, em outras palavras gerar riquezas e desenvolvimento.

Dentro do que está sendo proposto na mudança do código encontram-se questões que geram dúvidas, uma delas é o que chamam compensação.

Exemplo:“Uma área desmatada na Mata Atlântica, pode ser compensada com a recomposição florestal no Nordeste”.

Da forma como esta exposta à possibilidade, reside uma dúvida:

“Não explica tratar-se de área “já” desmatada ou que “poderá” ser desmatada”.

Seja como for, ambas as possibilidades não garantem de fato que haja a dita recomposição de florestas no Nordeste.

Não duvido que se aprovada tal mudança, no começo até se cumpra esta condição, entretanto, pelo prazo a ser concedido para tal, não custa perguntar:

Haverá continuidade? Como será punido quem não cumprir? Quem irá fiscalizar?

Reflorestar o Nordeste Brasileiro?

Ora, todos sabem que o desmatamento na região começou quando nosso País foi descoberto e não parou mais desde então, cujas conseqüências são conhecidas, tendo num passado recente, sido criada a famigerada indústria da seca, que recursos públicos foram destinados á mesma e fatalmente desviados.

Se isto já nos causa uma incerteza, também se pode estar seguro que se cumprirá o que ficar acordado sob a conservação das matas ciliares de acordo com a largura dos rios, nascentes, lagos, etc.

Se o atual código já é uma lei como tantas outras, das quais sabemos que no “papel” tudo deve funcionar normalmente, mais na prática?

Isto posto é preferível acreditar no posicionamento daqueles contrários às mudanças propostas, mesmo porque, parece mais adequado na conservação de nossas reservas florestais?

Propriedades de até 4 módulos fiscais isentas das normas?

De acordo com a região, tendo como exemplo o Paraná, representa 72hectares, portanto, imagino que não sejam na verdade, pequenos e médios agricultores?

E se forem, há de se perguntar:

Por acaso em nosso País já não existe tecnologia para fazer com que a produção de alimentos aumente exatamente pelo uso da mesma?

Será que dentro desta tecnologia só o uso abusivo de agrotóxicos é desculpa para aumentar à produção de alimentos?

E o desmatamento não é uma das causas de tantas atuais tragédias ambientais que vem ocorrendo?

Basta lembrar que a falta de conservação das matas ciliares, produzem o que?

O assoreamento do solo que é depositado no leito dos rios, diminuindo sua profundidade e nos casos de chuvas acima da média, não temos visto o estrago que causam nas várias cidades.

Será mesmo necessário que a sociedade como um todo seja especialista no assunto para responder á todos estes questionamentos?

Quem responde?

Pode ser interessante para quem quiser se aprofundar no tema acessar o site SOS FLORESTAS e ler o conteúdo da matéria:

“Verdades e Mentiras sobre o Código Florestal”, que termina afirmando que:

“Os ruralistas, que só querem aumentar seus lucros explorando irresponsavelmente os recursos naturais, se escondem atrás de um discurso nacionalista para que a sociedade não perceba que se trata mesmo de um interesse corporativo. A grande maioria dos agricultores, sobretudo os pequenos, sabe que não há chance de sobrevivência sem equilíbrio ambiental e que não há equilíbrio sem manutenção das florestas. Trata-se, portanto, de um falso discurso patriótico o sustentado pelos ruralistas. Como disse Samuel Johnson, pensador inglês do século XVIII: “o nacionalismo é o último refúgio dos canalhas”.

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Eu acho que esse assunto é totalmente pertinente à nossa atividade. Inclusive, é determinante, já que a saúde dos recursos hídricos, ambiente onde por acaso vive o nosso alvo, é totalmente dependente da preservação das matas ao redor, seja um mangue, seja uma floresta. Que todos aqueles que lerem isto e possam influir de alguma forma nas decisões governamentais, o faça, sem perda de tempo.

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Guest Christian

Pois é meus amigos, isso tem que ser decidido com responsabilidade, apesar de eu achar que chegou a hora de ser bem radical, por outro lado o nosso país e de dimensões continentais. Um exemplo é minha cidade,(região da Serra do caparaó) onde tem uma nascente e um riacho a cada 20 metros e aí do jeito que vai a produção vai ser totalmente inviablilizada. Acho que tb não é por aí. Tem que ter um meio termo.

As várias sub regiões tem que ter uma legislação própria, e isso está me preocupando profundamante. Tomara que nossos governantes pela primeira vez na vida tomen a melhor decisão para o povo e para o meio ambiente independentemente da maldita política.

:censored::censored::censored:

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Alô Pessoal da Pesca!

Mais uma vez desvio do assunto da pesca para falar deste, que devido à importância é essencial em nossa vida, que está co-relacionado com as mudanças no Código Florestal Brasileiro e pesquisando na Internet encontrei a matéria abaixo no site www.idec.org.br/biblioteca/mcs- ALIMENTOS-

Para aguçar a curiosidade de vocês, vejam esta informação:

Os frangos produzidos de forma industrial são geralmente alimentados por rações à base de farinha de peixe e soja, o que implica usar como forragem um alimento rico em proteínas e outros nutrientes. Calcula-se que um terço do peixe pescado no mundo seja utilizado em ração para produzir carne de frango, de gado, de porco e ovos.

A matéria aborda a questão com riqueza de detalhes, os quais, não de nosso total desconhecimento, pelo menos teoricamente falando, mais pode nos dar uma visão técnica mais ampla do assunto, porem, por ser muito extensa, só reproduzi uma parte, entretanto, recomendo que seja lida integralmente por quem tiver interesse.

O adubo mais simples e natural utilizado desde os tempos mais remotos é o esterco, que misturado com restos vegetais e fermentado de forma correta, resulta no composto orgânico. Esse processo, entretanto, é mais trabalhoso e requer local apropriado para que possa ser empregado em larga escala. Por esse motivo, na agricultura moderna, passou-se a fazer uso dos fertilizantes químicos.

Em geral, o agricultor emprega a adubação química convencional, com fertilizantes industriais à base de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Esses elementos estão presentes também no esterco, porém, nos fertilizantes químicos, suas concentrações são superiores às necessidades dos cultivos.

PERIGOS:

1)-O desequilíbrio provocado pelo uso massivo de fertilizantes, aliado muitas vezes ao excesso de água nos cultivos, principalmente em áreas irrigadas, e à prática de mono cultivo extensivo, também pode enfraquecer a planta, tornando-a mais susceptível ao ataque de pragas e doenças.

2)-O nitrogênio presente nos fertilizantes pode se acumular no solo e ser transformado, por processos químicos, em nitrato, que é um composto cancerígeno. O nitrato pode contaminar o solo e, pela ação da chuva ou irrigação, ser conduzido para camadas mais profundas, chegando aos lençóis subterrâneos e podendo até contaminar a água.

3)-Os fertilizantes químicos geralmente contêm metais pesados, como o cádmio, extremamente agressivos.

4)-Por meio dos alimentos que comemos podemos armazenar cádmio em nosso organismo, especialmente no fígado e nos rins, o que pode favorecer a osteoporose, doença que enfraquece os ossos.

5)-Outra preocupação ambiental está relacionada ao uso de fertilizantes naturais provenientes dos resíduos gerados pela suinocultura e pela avicultura, e à falta de utilização de métodos de compostagem adequados para essas formas de adubação orgânica. Embora os nutrientes presentes nas fezes (esterco) e na urina desses animais tenham seu uso incentivado para a adubação orgânica, também apresentam perigos de contaminação ambiental decorrentes de sua forma de armazenamento, distribuição e uso.

6)-Além disso, hormônios e antibióticos podem ser eliminados com as fezes e urina dos animais, sendo incorporados ao solo.

De forma geral, recomenda-se a utilização do processo de compostagem de resíduos orgânicos, que, quando conduzido de forma adequada, pode substituir a adubação química com menor risco de contaminação biológica ou química e, conseqüentemente, sem oferecer perigo à saúde do consumidor.

Para que esses insumos sejam utilizados de forma correta e seus resíduos não acabem por contaminar rios, lagos e costas são fundamental que os produtores recebam orientação.

Agrotóxicos

Calcula-se que aproximadamente mil pragas agrícolas (incluindo plantas daninhas) adquiriram imunidade aos agrotóxicos. Só nos Estados Unidos, há 394 insetos resistentes (não atingidos por esses produtos). Pesquisas revelam que muitos fazendeiros preferem aplicar doses acima das prescritas pelos fabricantes, para evitar o risco de perdas. Isso causa terríveis impactos ambientais.

Os agrotóxicos podem ter origem biológica ou química.

A maioria apresenta o princípio ativo (agente de controle) químico e, portanto, potencial tóxico não só para as pragas que devem controlar, mas também para o homem, os animais e os recursos naturais.

Alimentos contaminados

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Nutrição de uma Universidade Brasileira, demonstrou que 90% dos legumes e verduras consumidos pelas pessoas sofreram alguma contaminação microbiológica ou química, colocando em risco a saúde dos consumidores. A contaminação foi causada por substâncias provenientes da aplicação de agrotóxicos ou da água usada na irrigação do terreno, geralmente contaminada por coliformes fecais.

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Para finalizar a informação á seguir provavelmente seja a maior motivação para os ruralistas querer a aprovação na mudança no código?

Nas grandes fazendas modernas, geralmente os animais são alimentados com forragem (soja, milho etc.). A fim de prover esses estábulos com forragem, grandes superfícies de terra de boa qualidade são destinadas à produção de alimento para animais, em vez do cultivo de alimentos para seres humanos.

Isto é só uma prévia o restante fica por conta de vocês.

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Guest Normando

Sobre a Produção de Alimentos...

Sem querer criar polêmica vejo a matéria como uma das milhares que grupos sem nenhuma vivência, sem nenhum conhecimento das questôes agrícolas, utilizando de textos meramente conceituais tentam denegrir uma atividade realçando apenas seus aspectos negativos que na maioria das vezes nada tem a ver com a realidade do dia a dia.

Primeiramente devemos observar a nobre missão do produtor rural de produzir alimentos em quantidade e qualidade suficiente para atender uma população que cresce cada vez e que exige comida farta e barata. A moderna tecnologia agrícola, colocada a disposição do agricultor através do trabalho incansável dos profissionais da pesquisa como a EMBRAPA, tem possibilitado o aumento da produção e produtividade e contribuido e muito para a preservação do meio ambiente. Vejam alguns exemplos, o desenvolvimento de novas linhagens de gramíneas e leguminosas com alto valor nutritivo, resistentes à seca além de técnicas de manejo e seleção do rebanho bovino tem possibilitado uma maior taxa de desfrute, uma maior produção de leite em áreas cada vez menores. Aumentando a capacidade de suporte das pastagens diminue a área ocupada, libera áreas para preservação e reduz drásticamente o desmatamento. A criação de variedades resistentes, as técnicas de manejo cultural(como o plantio direto), o controle integrado de pragas e doenças tem possibilitado a redução drástica do uso de agrotóxicos(algumas culturas como algodão, soja e tomate faziam-se até 30 aplicações de veneno durante o ciclo cultural, hoje isto está reduzido para seis a oito). Para falar da evolução da agricultura abordando apenas seus aspectos positivos sera necessário um livro, mas uma coisa é certa, esta evolução embora alguns não queiram, faz-se com um impacto bem menor no meio ambiente se formos considerar a indústria, a urbanização desenfreada, a geração de energia e o crescimento desordenado da população.

A velha Europa chegou no seu limite de expansão de áreas agricultáveis, a tentativa de "urbanizar" a produção com fornecimento de alimentação ao rebanho bovino através de resíduos urbanos e da indústria de alimentos só trouxe consequências negativas como a "doença da vaca louca". Além do mais a agricultura europeia é altamente subsidiada razão pela qual fica cada vez menos competitiva. A Rússia é cada vez mais dependente de importação de alimentos e prá quem não sabe, uma das razões da queda do império soviético foi a incapacidade de sucesso dos vários "planos quinquenais de produção de alimentos, fazendo a União Soviética cada vez mais dependente de importação de alimentos para sua população. A Ásia no rastro de aumento da atividade agrícola enfrenta nos últimos tempos uma série de adiversidades climáticas que tem afetado diretamente sua capacidade de atender sua própria população no que tange à alimentação. Os EUA, os grandes produtores de grãos do mundo, estão fazendo a opção para criar sua matriz energética através do etanol produzido a partir do milho. E ao contrário do que diz o artigo publicado, o milho é o componente básico das rações utilizadas na alimentação animal. Diminuindo os estoques exportáveis do milho norte americano será imediata o aumento dos preços deste produto no mercado internacional, com reflexos diretos no preço final ao consumidor de produtos como frango, leite, carne etc.

O Brasil está cada vez mais se transformando num "país urbano". Nossa população que na metade do século XX era 60% rural hoje se limita a 16%. Incrível como com a diminuição da população envolvida conseguimos triplicar nossa produção agropecuária nos últimos vinte anos. A agropecuária tem sido desde a sua implantação a chamada âncora do Plano Real. Nossas exportações de produtos primários e processados tem contribuído de maneira decisiva para manter o equilíbrio de nossa balança comercial. Programas sociais que envolvem diretamente a produção agrícola, como o P.A.A, Banco de Alimentos e outros tem contribuído efetivamente para diminuir a parcela de nossos irmãos carentes de alimentos. Enfim, pela sua tradição, pelas condições favoráveis de clima, solo e água o Brasil desponta como a grande potência na produção de alimentos no início deste século. E convenhamos, isto é estratégico, afinal o ser humano ainda não aprendeu a se alimentar de automóvel, computador ou petróleo.

De um certo tempo prá cá, justamente no rastro do desenvolvimento agrícola brasileiro começaram a acontecer algumas coisas interessantes. Primeiro de maneira velada como as restrições à entrada de produtos brasileiros em determinados países, via sobretaxa, medidas "sanitárias" e outras exigências mais. Depois de forma mais de direta, como a tentativa de grupos norte americanos de se pagar produtores de soja brasileiros para não plantar o produto ou a alegação mentirosa de que o Brasil possuia focos de "Vaca Louca". Ultimamente aqueles que tentam fazer a agricultura brasileira voltar aos tempos da idade média estão adotando outra estratégia. Estão se utilizando dos movimentos sociais, ONGS, movimentos organizados os mais diversos para divulgar e executar ações que só produzem retrocesso. Daí vemos centros de pesquisa sendo invadidos e destruídos, plantações incendiadas, a mídia invadida por informações mentirosas, sem nenhuma base científica, técnica ou lógica.

A produção agropecuária como qualquer coisa existente tem dois lados, um positivo e um negativo. No entanto, se formos analisar friamente os aspectos positivos superam e muito os aspectos negativos. Isto se deve à dedicação de nossos produtores rurais que se fossem levar em conta apenas a questão de remuneração já teriam vendido a muito suas terras(quem sabe para transformação em parques?) e ido para cidade construir imóveis, aplicar no mercado financeiro e viver de renda. O problema é que também não estariam imunes a morrer de fome daqui a alguns anos. Isto também se deve ao trabalho (ou sacerdócio, uma vez que a classe menos remunerada, levando em consideração o resultado final de seu trabalho) de milhares de técnicos, agrônomos, zootecnistas, veterinários, biólogos e diversos outros profissionais das ciências agrárias que nos centros de pesquisa, na extensão rural, no campo, nas plantações, nas fazendas, dedicam seu dia a dia na criação, divulgação e implantação de tecnologias que visam o aumento da produtividade e produção da agropecuária brasileira.

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Guest Normando

Código Florestal.

O que diz algumas lideranças políticas:

Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), senador e candidato a relator do código florestal no Senado

A polêmica em torno da votação do código florestal deve aumentar quando o texto chegar ao Senado. Convidado pelo líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) poderá ser o próximo relator da matéria. De antemão, o catarinense já avisa que deseja conceder autonomia aos Estados para legislar sobre o assunto.

Zero Hora – O senhor pretende fazer mudanças no texto?

Luiz Henrique – Pretendo lutar para que os Estados tenham autonomia para legislar sobre matéria ambiental. A Constituição estabeleceu que a União só pode traçar as normas gerais e, os Estados, atendem às peculiaridades locais e regionais. Essa é a questão central na discussão. Não é possível estabelecer um parâmetro único para diversidades tão imensas. O código original não atende a esse princípi,o e as mudanças feitas por medida provisória fixaram regra única para o país todo.

ZH – Quando o senhor era governador de Santa Catarina, criou um novo código estabelecendo em cinco metros o limite mínimo de preservação nas margens dos rios. O texto da Câmara define 30 metros. O senhor pretende alterar isso também?

Luiz Henrique – Em Santa Catarina, se a distância for maior que cinco metros, liquida a maioria das propriedades rurais. Então o Brasil terá de optar entre manter as pessoas no campo ou promover um grande êxodo do campo para a cidade. Seria o fim da pequena propriedade. Ninguém preserva melhor o meio ambiente do que os agricultores, principalmente os pequenos.

ZH – Mas se o senhor aprovar essas medidas, o texto volta para a Câmara para ser votado novamente. Isso não cria ainda mais controvérsia?

Luiz Henrique – Bom, o texto voltar é uma característica do processo legislativo. Quem garante que outros senadores também não queiram alterar o texto que chegar no Senado? Se vier um bom acordo da Câmara, a votação pode ser simbólica e rápida. Em um mês, a gente vota.

ZH – O senhor já foi procurado por alguém do governo com o objetivo de preservar o texto discutido na Câmara?

Luiz Henrique – Não. E quando fui convidado para ser relator, deixei claro que tinha as minhas convicções. Se não conseguir incluir minhas ideias, paciência. Serei um relator vencido. Mas não vou abrir mão de minhas convicções nem fazer uma lei inconstitucional. Digo isso pois sei que se o princípio da autonomia dos Estados não for atendido, alguns setores irão recorrer à justiça.

ZH – O senhor não teme perder a relatoria, em razão da sua tendência em dar autonomia aos Estados?

Luiz Henrique – Se entenderem que as minhas convicções atrapalham, não há problema algum. É só designar outro relator. Mas vou lutar para incluir a autonomia no texto.

EMAIL: noticiasdodia@cna.org.br

A mídia

Um código fundamental ao país

Carolina Bahia

O que está em jogo no debate do Código Florestal não são novos desmatamentos

O que está em jogo no debate do Código Florestal não são novos desmatamentos. A proteção das florestas e o impedimento da abertura de novas áreas estão contemplados, ao contrário do que argumentam ambientalistas desavisados. O impasse reside na punição a quem já derrubou árvore para plantar lavoura e criar gado.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, as pequenas propriedades avançaram sobre as reservas, para transformar em renda cada hectare. Na Amazônia e no Pantanal, a soja e a cana tomaram lugar da vegetação nativa.

Como a legislação é uma colcha de retalhos, costurada por mudanças na lei ao longo dos anos, cada um fez o que quis. Um novo Código Florestal é necessário para estabelecer regras claras a quem produz alimentos e a quem fiscaliza, tendo como meta o menor impacto ambiental possível.

A grande falácia em toda essa polêmica é a alegação do Planalto de que sofre pressão internacional. Nenhum mercado deixará de importar alimentos do Brasil se o relatório for aprovado. Sem radicalismos, a votação do código precisa atender aos interesses de produtores, ambientalistas e consumidores brasileiros. É difícil, mas é possível equilibrar a forte vocação agrícola com preservação ambiental.

carolina.bahia@gruporbs.com.br

O MST ( O texto é grande, por isso vai aqui o link)

http://www.mst.org.br/node/11740

A comunidade científica

http://www.mst.org.br/node/11742

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Guest Normando

Algumas colocações no mínimo estranhas em relação à matéria divulgada sobre produção de alimentos:

"Os frangos produzidos de forma industrial são geralmente alimentados por rações à base de farinha de peixe e soja, o que implica usar como forragem um alimento rico em proteínas e outros nutrientes. Calcula-se que um terço do peixe pescado no mundo seja utilizado em ração para produzir carne de frango, de gado, de porco e ovos."

O principal componente na formulação das diversas rações usadas na pecuária é o milho, que representa no caso da avicultura em torno de 70% do seu custo final. A soja utilizada é sub produto da industria alimentícia, o farelo de soja, resíduo obtido a partir da moagem da mesma na extração de óleos. A farinha de peixe, usada como substituto de algum ingrediente também é sub produto da indústria pesqueira. Se pescado é descartado pela indústria como impróprio para processamento a culpa não é da agricultura e sim de métodos empíricos e obsoletos de captura. Além do mais, o uso de farinha de peixe como componente principal de ração, tornaria o produto final extremamente caro e inacessível para a grande maioria da população. Finalmente, é proibido o uso nas rações para ruminantes de ingredientes de origem animal(prevenção da doença da vaca louca). E mais, carne de frango, gado,porco e ovos é usado para alimentação humana.

O adubo mais simples e natural utilizado desde os tempos mais remotos é o esterco, que misturado com restos vegetais e fermentado de forma correta, resulta no composto orgânico. Esse processo, entretanto, é mais trabalhoso e requer local apropriado para que possa ser empregado em larga escala.

É público e notório a importância da adubação orgânica na produção agrícola. O problema reside na obtenção de volume suficiente para atender as necesidades da agropecuária.

Em geral, o agricultor emprega a adubação química convencional, com fertilizantes industriais à base de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Esses elementos estão presentes também no esterco, porém, nos fertilizantes químicos, suas concentrações são superiores às necessidades dos cultivos.

As diversas formulações procuram balancear a necessidade das diversas culturas e a fertilidade do solo. O uso indevido de maior ou menor quantidade ou formulações errôneas podem acontecer por desconhecimento de quem usa(daí a necessidade de assistência técnica).

O desequilíbrio provocado pelo uso massivo de fertilizantes, aliado muitas vezes ao excesso de água nos cultivos, principalmente em áreas irrigadas, e à prática de mono cultivo extensivo, também pode enfraquecer a planta, tornando-a mais susceptível ao ataque de pragas e doenças.

Existem variedades desenvolvidas para cada tipo de exploração, levando em consideração posição geográfica, clima, solo etc.

)-O nitrogênio presente nos fertilizantes pode se acumular no solo e ser transformado, por processos químicos, em nitrato, que é um composto cancerígeno

Muito antes pelo contrário. O nitrogênio é extremamente volátil e se perde rapidamente. Daí porque as adubações nitrogenadas são fracionadas e aplicadas de acordo com o desenvolimento da cultura.

Os fertilizantes químicos geralmente contêm metais pesados, como o cádmio, extremamente agressivos

A legislação não permite o uso de matais pesados na formulação de fertilizantes.

Calcula-se que aproximadamente mil pragas agrícolas (incluindo plantas daninhas) adquiriram imunidade aos agrotóxicos

Esta informação é bastante genérica. Adquiriram imunidade a qual princípio ativo? Em que fase de vida? Em quais culturas?

A maioria apresenta o princípio ativo (agente de controle) químico e, portanto, potencial tóxico não só para as pragas que devem controlar, mas também para o homem, os animais e os recursos naturais

O poder letal de um veneno é o mesmo, independente se a formulação é de produto natural ou se a molécula foi sintetizada em laboratório.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Nutrição de uma Universidade Brasileira, demonstrou que 90% dos legumes e verduras consumidos pelas pessoas sofreram alguma contaminação microbiológica ou química, colocando em risco a saúde dos consumidores

Agricultor não coloca água oxigenada nem soda cáustica no leite, nem conservantes e nem tem como acompanhar a manipulação destes alimentos até chegar à mesa do consumidor. E mais, grande parte dos agrotóxicos são usados para atender as exigências do mercado consumidor que compra cada vez mais com os olhos do que observando as qualidades nutricionais de um determinado produto.

......ou da água usada na irrigação do terreno, geralmente contaminada por coliformes fecais.

Quem são os grandes lançadores de esgoto nos cursos dágua? O campo ou as cidades?

Para finalizar a informação á seguir provavelmente seja a maior motivação para os ruralistas querer a aprovação na mudança no código?

Nas grandes fazendas modernas, geralmente os animais são alimentados com forragem (soja, milho etc.). A fim de prover esses estábulos com forragem, grandes superfícies de terra de boa qualidade são destinadas à produção de alimento para animais, em vez do cultivo de alimentos para seres humanos

Lembrando mais uma vez que agricultor não cria vaca, boi, porco, galinha etc como bichinho de estimação. Cria para alimentação de seres humanos que os quer cada vez em maiores quantidades e a preços baixos. Tenham a certeza absoluta que se ao invés de leite o consumidor quisesse milho,o agricultor não teria vacas. Além do mais, devido a adoção de novas tecnologias que possibilita o aumento de produtividade, cada vez áreas menores estão sendo usadas na exploração.

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Meu caro Normando!

Também sem querer polemizar, ao reproduzir parte do texto que encontrei no site da Idec, só teve um objetivo, destacar eventuais praticas perigosas na produção de alimentos,” nada alem disso”, jamais desprestigiar ou desqualificar o agricultor ou a agricultura e mesmo que tenha sido uma abordagem inadequada, proporcionou o seu posicionamento com conhecimento de causa, amplificando para melhor a visão de todos nós. Um grande abraço.

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Guest Christian

Sobre a Produção de Alimentos...

Sem querer criar polêmica vejo a matéria como uma das milhares que grupos sem nenhuma vivência, sem nenhum conhecimento das questôes agrícolas, utilizando de textos meramente conceituais tentam denegrir uma atividade realçando apenas seus aspectos negativos que na maioria das vezes nada tem a ver com a realidade do dia a dia.

Primeiramente devemos observar a nobre missão do produtor rural de produzir alimentos em quantidade e qualidade suficiente para atender uma população que cresce cada vez e que exige comida farta e barata. A moderna tecnologia agrícola, colocada a disposição do agricultor através do trabalho incansável dos profissionais da pesquisa como a EMBRAPA, tem possibilitado o aumento da produção e produtividade e contribuido e muito para a preservação do meio ambiente. Vejam alguns exemplos, o desenvolvimento de novas linhagens de gramíneas e leguminosas com alto valor nutritivo, resistentes à seca além de técnicas de manejo e seleção do rebanho bovino tem possibilitado uma maior taxa de desfrute, uma maior produção de leite em áreas cada vez menores. Aumentando a capacidade de suporte das pastagens diminue a área ocupada, libera áreas para preservação e reduz drásticamente o desmatamento. A criação de variedades resistentes, as técnicas de manejo cultural(como o plantio direto), o controle integrado de pragas e doenças tem possibilitado a redução drástica do uso de agrotóxicos(algumas culturas como algodão, soja e tomate faziam-se até 30 aplicações de veneno durante o ciclo cultural, hoje isto está reduzido para seis a oito). Para falar da evolução da agricultura abordando apenas seus aspectos positivos sera necessário um livro, mas uma coisa é certa, esta evolução embora alguns não queiram, faz-se com um impacto bem menor no meio ambiente se formos considerar a indústria, a urbanização desenfreada, a geração de energia e o crescimento desordenado da população.

A velha Europa chegou no seu limite de expansão de áreas agricultáveis, a tentativa de "urbanizar" a produção com fornecimento de alimentação ao rebanho bovino através de resíduos urbanos e da indústria de alimentos só trouxe consequências negativas como a "doença da vaca louca". Além do mais a agricultura europeia é altamente subsidiada razão pela qual fica cada vez menos competitiva. A Rússia é cada vez mais dependente de importação de alimentos e prá quem não sabe, uma das razões da queda do império soviético foi a incapacidade de sucesso dos vários "planos quinquenais de produção de alimentos, fazendo a União Soviética cada vez mais dependente de importação de alimentos para sua população. A Ásia no rastro de aumento da atividade agrícola enfrenta nos últimos tempos uma série de adiversidades climáticas que tem afetado diretamente sua capacidade de atender sua própria população no que tange à alimentação. Os EUA, os grandes produtores de grãos do mundo, estão fazendo a opção para criar sua matriz energética através do etanol produzido a partir do milho. E ao contrário do que diz o artigo publicado, o milho é o componente básico das rações utilizadas na alimentação animal. Diminuindo os estoques exportáveis do milho norte americano será imediata o aumento dos preços deste produto no mercado internacional, com reflexos diretos no preço final ao consumidor de produtos como frango, leite, carne etc.

O Brasil está cada vez mais se transformando num "país urbano". Nossa população que na metade do século XX era 60% rural hoje se limita a 16%. Incrível como com a diminuição da população envolvida conseguimos triplicar nossa produção agropecuária nos últimos vinte anos. A agropecuária tem sido desde a sua implantação a chamada âncora do Plano Real. Nossas exportações de produtos primários e processados tem contribuído de maneira decisiva para manter o equilíbrio de nossa balança comercial. Programas sociais que envolvem diretamente a produção agrícola, como o P.A.A, Banco de Alimentos e outros tem contribuído efetivamente para diminuir a parcela de nossos irmãos carentes de alimentos. Enfim, pela sua tradição, pelas condições favoráveis de clima, solo e água o Brasil desponta como a grande potência na produção de alimentos no início deste século. E convenhamos, isto é estratégico, afinal o ser humano ainda não aprendeu a se alimentar de automóvel, computador ou petróleo.

De um certo tempo prá cá, justamente no rastro do desenvolvimento agrícola brasileiro começaram a acontecer algumas coisas interessantes. Primeiro de maneira velada como as restrições à entrada de produtos brasileiros em determinados países, via sobretaxa, medidas "sanitárias" e outras exigências mais. Depois de forma mais de direta, como a tentativa de grupos norte americanos de se pagar produtores de soja brasileiros para não plantar o produto ou a alegação mentirosa de que o Brasil possuia focos de "Vaca Louca". Ultimamente aqueles que tentam fazer a agricultura brasileira voltar aos tempos da idade média estão adotando outra estratégia. Estão se utilizando dos movimentos sociais, ONGS, movimentos organizados os mais diversos para divulgar e executar ações que só produzem retrocesso. Daí vemos centros de pesquisa sendo invadidos e destruídos, plantações incendiadas, a mídia invadida por informações mentirosas, sem nenhuma base científica, técnica ou lógica.

A produção agropecuária como qualquer coisa existente tem dois lados, um positivo e um negativo. No entanto, se formos analisar friamente os aspectos positivos superam e muito os aspectos negativos. Isto se deve à dedicação de nossos produtores rurais que se fossem levar em conta apenas a questão de remuneração já teriam vendido a muito suas terras(quem sabe para transformação em parques?) e ido para cidade construir imóveis, aplicar no mercado financeiro e viver de renda. O problema é que também não estariam imunes a morrer de fome daqui a alguns anos. Isto também se deve ao trabalho (ou sacerdócio, uma vez que a classe menos remunerada, levando em consideração o resultado final de seu trabalho) de milhares de técnicos, agrônomos, zootecnistas, veterinários, biólogos e diversos outros profissionais das ciências agrárias que nos centros de pesquisa, na extensão rural, no campo, nas plantações, nas fazendas, dedicam seu dia a dia na criação, divulgação e implantação de tecnologias que visam o aumento da produtividade e produção da agropecuária brasileira.

Como veterinário, vivo isso no dia a dia, na minha cidade como disse antes, esse limite de 30 metros para corregos irá acabar com a produção, assim como em Santa Catarina. Hoje em meu município, através de um plano chamado "Plano Municipal ed Fortalecimento da Pecuária Leiteira", particamente dobramos a produção anual de leite e mesmo assim reduzimos a área utilizada, através de otimização das pastagens. Tenho visto que os PEQUENOS produtores cada vez mais se preocupam sim com o meio ambiente, e infelizmente, eles serão os maiores prejudicados se o texto passar como está. A renda deles é bem pequenae estão vivendo cada vez mais ni limite.

Mas tem problema não, qualquer coisa eles saem do campo e vendem as terras para alguém montar um latifundio e aí ganham as milhares de bolsa miséria que muitas vezes não chegam a quem precisa de verdade.

E para fechar desculpem a caixa alta mais MEUS PARABÉNS NORMANDO, sábias palavras.

:iCo01::iCo01::iCo01::iCo01:

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Guest Normando

Como veterinário, vivo isso no dia a dia, na minha cidade como disse antes, esse limite de 30 metros para corregos irá acabar com a produção, assim como em Santa Catarina. Hoje em meu município, através de um plano chamado "Plano Municipal ed Fortalecimento da Pecuária Leiteira", particamente dobramos a produção anual de leite e mesmo assim reduzimos a área utilizada, através de otimização das pastagens. Tenho visto que os PEQUENOS produtores cada vez mais se preocupam sim com o meio ambiente, e infelizmente, eles serão os maiores prejudicados se o texto passar como está. A renda deles é bem pequenae estão vivendo cada vez mais ni limite.

Mas tem problema não, qualquer coisa eles saem do campo e vendem as terras para alguém montar um latifundio e aí ganham as milhares de bolsa miséria que muitas vezes não chegam a quem precisa de verdade.

E para fechar desculpem a caixa alta mais MEUS PARABÉNS NORMANDO, sábias palavras.

:iCo01::iCo01::iCo01::iCo01:

O programa de pecuária leiteira que vocês desenvolvem aí deve ser nos mesmos moldes do que executamos aqui. O nosso chama "Balde Cheio".

Abraços.

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Guest Normando

Meu caro Normando!

Também sem querer polemizar, ao reproduzir parte do texto que encontrei no site da Idec, só teve um objetivo, destacar eventuais praticas perigosas na produção de alimentos," nada alem disso", jamais desprestigiar ou desqualificar o agricultor ou a agricultura e mesmo que tenha sido uma abordagem inadequada, proporcionou o seu posicionamento com conhecimento de causa, amplificando para melhor a visão de todos nós. Um grande abraço.

Olá Marcus,

Entendi perfeitamente sua colocação ainda quando fez a primeira postagem. Inclusive deixou bem claro que se tratava de artigos publicados na net. Nada contra você ter colocado a matéria, apenas aproveitei a oportunidade para mostrar meu ponto de vista com relação ao assunto. Sua postagem é pertinente e entendi que tinha o objetivo de subsidiar o debate. Não me posicionei contra você, se a maneira como coloquei deu a entender assim, não foi esta minha intenção. Continue colocando aqui o fruto de suas pesquisas, isto só serve para enriquecer o debate. Um abração!biggrin.gif

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Guest Christian

O programa de pecuária leiteira que vocês desenvolvem aí deve ser nos mesmos moldes do que executamos aqui. O nosso chama "Balde Cheio".

Abraços.

A maior cooperativa que recolhe o leite aqui também tem um programa com este nome.. Eu e minha equipe firmamos com eles este ano um plano de ação conjunta onde eles entram com o gerenciamento das propriedades e nós com a assistência técnica e manejo das pastegens. O SEBRAE e o governo do estado estão apoiando esta parceria e estou com muita esperança que vamos colher frutos melhores ainda.

Abraço.

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Guest Normando

Código Florestal... e haja polêmica!

O Globo

Leitura Complementar: O Código da discórdia

Merval Pereira

O novo Código Florestal tornou-se um assunto que superou a divisão situação/oposição. A base governista é maioria, mas, nesse caso, a maioria extrapola a base governista, como prova a votação da aprovação da urgência para o projeto, que foi de 399 a 18. O governo tem força para obstruir, mas perde se colocar em votação o novo Código Florestal.

Na próxima terça-feira, se o presidente da Câmara, Marco Maia, confirmar uma viagem à Coreia do Sul, provavelmente o Código Florestal não será votado, e tudo indica que esse é o desejo do governo.

O líder Cândido Vaccarezza, que submeteu a base governista a um vexame, fazendo com que os partidos que já haviam se manifestado a favor da votação, inclusive o PMDB, voltassem atrás, já está dizendo que não há prazo para a votação.

Mas existe também a possibilidade de o presidente da Câmara não viajar porque o PMDB decidiu que nada será votado antes do Código Florestal, e existem várias medidas provisórias na fila.

A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), uma das fundadoras do PSD e sua provável futura presidente, diz estar tranquila, sem nervosismo, porque tem certeza da vitória.

O Congresso está muito firme, convencido do que vai fazer, diz ela. O relator Aldo Rebelo, do PCdoB, fez um trabalho de formiguinha, falando com bancada por bancada, e a senadora Kátia Abreu fez, com a Confederação Nacional da Agricultura, uma pregação a favor do relatório por estados.

Mas, segundo ela, além disso, nesse caso tem acontecido que as bases partidárias estão pressionando os deputados e senadores. Há um "incômodo eleitoral" que atinge apartidariamente os políticos, e esse "incômodo" é provocado pelos pequenos e médios produtores rurais.

Na disputa com a esquerda petista e com os ambientalistas, a senadora Kátia Abreu tenta se descolar do rótulo de defensora dos grandes produtores, como ela, e centra a defesa das mudanças no Código Florestal nos pequenos produtores, a mesma tecla em que bate o comunista Aldo Rebelo.

Outro ponto comum entre os dois é a defesa da produção de alimentos. A senadora de Tocantins diz que os grandes produtores - no tamanho de terra e também na renda - estão com sua vida arrumada, têm escala, têm contratos internacionais, e, por isso, não são perturbados por uma exigência de mais dez metros para lá ou para cá do rio.

"Não é isso que vai fazer esse grande produtor perder dinheiro, ele já vendeu no mercado futuro. Os verdadeiramente aflitos são os pequenos e médios produtores, que não sabem nem por onde começar, só têm a multa em cima da cabeça, o impedimento de produção e o desespero total de não poder financiar", diz ela.

O destaque que seria aprovado no plenário permitindo que milhares de pequenos produtores que já estão nas beiras dos rios lá permanecessem foi considerado pelos ambientalistas, com o apoio do governo, como a consolidação de uma transgressão às Áreas de Preservação Permanente (APPs), mas a senadora Kátia Abreu garante que é uma situação "irreversível".

Preservar não significa não ocupar, diz ela, citando o que aconteceu "em todos os rios da Europa, da Ásia, do mundo inteiro". A pequena propriedade tem obsessão pela água, diz a senadora, e é natural que assim seja, diz ela, pois um grande produtor pode estar a 500 metros do rio, mete uma bomba e um, cano e irriga o que quiser. Já o pequeno produtor não tem condições de fazer isso.

Pela lei, o mínimo é 15 metros da margem do rio, podendo chegar a 500 metros, onde não se pode produzir nada. O destaque dizia que pode sim consolidar a situação dos que já estão pela APP, que seriam verificados pelo programa de certificação ambiental para adequar suas atividades à preservação ambiental.

Dentro dessas APPs, vamos nos certificar quem é que está lá dentro e qual a atividade que está sendo praticada há dezenas e dezenas de anos, ressalta Kátia Abreu.

"Como é que um parlamentar de qualquer lugar do país vai chegar em seu estado e dizer que vão arrancar os produtores rurais da beira do rio como se fossem uma erva daninha?", dramatiza a senadora, para quem, se a decisão for tomada a ferro e fogo, "tem que demolir o Palácio do Jaburu, residência do vice-presidente, e o Palácio da Alvorada, residência da presidente da República, porque as margens de represa também são APP. E a margem do Rio Tietê em São Paulo, o que vamos fazer?".

Se aprovar do jeito mais radical, diz ela, vai haver um barulho danado em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Paraná, onde 90% são pequenos agricultores.

Em Santa Catarina, que tem rio para tudo quanto é lado, não sobra nada, garante.

O segundo ponto de discórdia é sobre o Plano de Regularização Ambiental (PRA) previsto no projeto do Aldo Rebelo.

A senadora Kátia Abreu enumera: o Brasil tem 850 milhões de hectares e seis biomas, e Brasília não pode controlar isso tudo. Na Constituição de 1988, meio ambiente passou a ser uma matéria de responsabilidade também estadual, para que os estados legislem sobre suas peculiaridades.

No relatório de Aldo Rebelo, existiam normas nacionais, mas havia margem para os estados cuidarem de suas questões específicas. Ficaríamos assim com responsabilidades superpostas, diz Kátia Abreu, e esse é nosso sofrimento hoje. "Você pode levar uma multa estadual, municipal e ainda federal no mesmo lugar".

O destaque dizia que o PRA seria exclusividade dos estados. "Somos uma Federação, todos os estados têm órgãos ambientais, todos têm procuradores da República, por que Saúde e Educação foram para os estados e o meio ambiente não pode ir?".

O governo alega, não sem razão, que deixar ao critério de cada estado colocaria em risco uma política nacional de preservação do meio ambiente.

A iniciativa do ex-governador de Santa Catarina, hoje senador pelo PMDB, Luiz Henrique, é tomada como exemplo tanto pelos ruralistas, que elogiam as medidas liberalizantes adotadas pelo estado, quanto pelos ambientalistas, que consideram a legislação catarinense um exemplo de como a política nacional pode ser prejudicada por decisões isoladas.

Mas a senadora Kátia Abreu acha que são as ONGs que não querem que a legislação seja estadualizada, "porque vão perder o poder político, que traz o poder financeiro delas".

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Muito boas as colocações!

E mesmo que fosse cumprida ao pé da letra, não seria somente a legislação que resolveria o problema.

Imagine uma mata que corresponde a 15% da reserva legal do proprietário X e que para o proprietário Y não represente nada nos seus 20% previstos pela lei (nos estados de GO e MG, por exemplo), ou seja, em outras áreas de sua propriedade, já possui mata nativa que supere esses 20%. Imagine que nesta mata existe uma nascente de um córrego (esta água é uma das grandes responsáveis pela sustentação da mata), que está situada a 50 metros do limite entre as duas propriedades. E quanto à Topografia, a propriedade Y está localizada em uma área superior à propriedade X.

O proprietário Y derruba a sua parte da mata e planta uma lavoura. Ele não faz as curvas de nível da maneira adequada e utiliza produtos químicos em sua lavoura. O que aconteceria com a nascente localizada na propriedade X e posteriormente com a mata restante?

Como outro exemplo, posso citar que um desses proprietários respeitou o limite de 15 metros de mata ciliar para outro córrego que existe na propriedade, mas não levou em consideração a Topografia do terreno e, mesmo tendo feito curvas de nível, o córrego sofreu processo de assoreamento ...

Ou seja, além de uma legislação eficiente e fazer com que seja cumprida, é preciso análise dos impactos no meio ambiente de um modo geral, utilização correta de técnicas de plantio (aqui estão inclusos investimento em educação e fornecimento de informação para os produtores), muito BOM SENSO, dentre outras coisas...

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Venho tentar acrecentar e manter o bom nível desta discussão. Também sou da área (veterinário) e trabalho na Agência de Defesa Animal do Estado de Goiás. Como alguns, concordo com a defesa do Normando e não estou atirando pedras no marcaotilapia.

“Os ruralistas, que só querem aumentar seus lucros explorando irresponsavelmente os recursos naturais, se escondem atrás de um discurso nacionalista para que a sociedade não perceba que se trata mesmo de um interesse corporativo. A grande maioria dos agricultores, sobretudo os pequenos, sabe que não há chance de sobrevivência sem equilíbrio ambiental e que não há equilíbrio sem manutenção das florestas. Trata-se, portanto, de um falso discurso patriótico o sustentado pelos ruralistas. Como disse Samuel Johnson, pensador inglês do século XVIII: “o nacionalismo é o último refúgio dos canalhas”.

Generalizou demais.

Os frangos produzidos de forma industrial são geralmente alimentados por rações à base de farinha de peixe e soja, o que implica usar como forragem um alimento rico em proteínas e outros nutrientes. Calcula-se que um terço do peixe pescado no mundo seja utilizado em ração para produzir carne de frango, de gado, de porco e ovos.

Frangos não são carnívoros.

Para finalizar a informação á seguir provavelmente seja a maior motivação para os ruralistas querer a aprovação na mudança no código?

Nas grandes fazendas modernas, geralmente os animais são alimentados com forragem (soja, milho etc.). A fim de prover esses estábulos com forragem, grandes superfícies de terra de boa qualidade são destinadas à produção de alimento para animais, em vez do cultivo de alimentos para seres humanos.

Os animais não estão tirando o que seria alimento para os humanos. A grande maioria usada para alimentação são subprodutos, isto é, o que sobra da utilização dos humanos. Por exemplo, na soja, depois que se extrai o óleo, o que sobra é usado para fazer o farelo de soja, amplamente utilizado. Se não fosse essa utilização, aumentaria o custo do produto e aumentaria o acúmulo de lixo. Além do que, o produto final também seria alimento para humanos (carne e derivados).

Falar de ecologia sempre se esbarra na agricultura. Muito tempo tem se falado na "poluição" causada pelos bovinos, mas ninguém tem se estudado a fundo pra provar. O bovino tem sua parcela, assim como todos que utilizem qualquer meio de condução nas cidades (exceto os que não dependem de combustíveis pra se locomover, mas ainda poluem para produzir...).

Mas uma coisa é séria, o mundo precisa parar com essa destruição, sem ficar escolhendo os culpados. Juntos.

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Mas uma coisa é séria, o mundo precisa parar com essa destruição, sem ficar escolhendo os culpados. Juntos.

:bs-aplauder::bs-aplauder:

isso aí. Foco na solução e não no problema!

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A desculpa dos setores ruralistas , de que o atual Código Florestal é um entrave a produção agrícola é uma grande mentira!

A agricultura familiar que corresponde à 70 por cento da produção de alimentos do país, tem convivido muito bem com o codigo vigente!

E mesmo assim o passivo ambiental que ela tem gerado ao longo dos anos, juntamente com o agronegócio é enorme!

Para aumentar seus lucros esses produtores, tem usado massivamente de defenssivos agrícolas, contaminando rios e nascentes!

Desmataram áreas de preservação e areas de mata nativas cometendo crime ambiental, e agora querem ser anistiados com o novo Código!

Não quero generalizar pois sei que existem muitos produtores rurais que se preocupam com o desenvolvimento sustentável,promovendo assim a preservação ambiental, principalmemte àqueles que se utilizam de técnicas orgânicas!

O grande interessado na mudança do código florestal são os grandes latifundiários,políticos e empresários do agronegócio,pois com o advento da necessidade de exportar mais alimentos para a europa e ásia querem expandir à todo custo suas fronteiras agrícolas para assim aumentarem ainda mais seus lucros!

De dentro de seu jatinhos, land Rovers ou suas mansões e apartamentos luxuósos, com seus filhos estudando na europa ou EUA,eles não estão nem aí com a necessidade de preservar a nossa fauna, flora, nossos rios e manânciais!

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Guest Normando

A desculpa dos setores ruralistas , de que o atual Código Florestal é um entrave a produção agrícola é uma grande mentira!

A agricultura familiar que corresponde à 70 por cento da produção de alimentos do país, tem convivido muito bem com o codigo vigente!

E mesmo assim o passivo ambiental que ela tem gerado ao longo dos anos, juntamente com o agronegócio é enorme!

Para aumentar seus lucros esses produtores, tem usado massivamente de defenssivos agrícolas, contaminando rios e nascentes!

Desmataram áreas de preservação e areas de mata nativas cometendo crime ambiental, e agora querem ser anistiados com o novo Código!

Não quero generalizar pois sei que existem muitos produtores rurais que se preocupam com o desenvolvimento sustentável,promovendo assim a preservação ambiental, principalmemte àqueles que se utilizam de técnicas orgânicas!

O grande interessado na mudança do código florestal são os grandes latifundiários,políticos e empresários do agronegócio,pois com o advento da necessidade de exportar mais alimentos para a europa e ásia querem expandir à todo custo suas fronteiras agrícolas para assim aumentarem ainda mais seus lucros!

De dentro de seu jatinhos, land Rovers ou suas mansões e apartamentos luxuósos, com seus filhos estudando na europa ou EUA,eles não estão nem aí com a necessidade de preservar a nossa fauna, flora, nossos rios e manânciais!

Que o atual código Florestal, em vigência desde 1967 há muito não atende a realidade de hoje, é ponto passivo dentre todos os interessados. O cerne da discussão está em que pontos o novo código florestal que foi votado hoje atenda os diversos interesses da sociedade.

Agora, o sr. me desculpe, mas afirmar que a agricultura familiar tem convivido bem com o código atualmente existente, não tem nenhum fundamento.

Veja os principais pontos de discórdia

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/05/11/entenda-os-principais-pontos-polemicos-do-codigo-florestal.jhtm

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Que o atual código Florestal, em vigência desde 1967 há muito não atende a realidade de hoje, é ponto passivo dentre todos os interessados. O cerne da discussão está em que pontos o novo código florestal que foi votado hoje atenda os diversos interesses da sociedade.

Agora, o sr. me desculpe, mas afirmar que a agricultura familiar tem convivido bem com o código atualmente existente, não tem nenhum fundamento.

Veja os principais pontos de discórdia

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/05/11/entenda-os-principais-pontos-polemicos-do-codigo-florestal.jhtm

Se fosse feito um plebiscito para decidir esta questão, e houvesse uma discusão séria baseada em pesquisas científicas desenvolvidas por biólogos , geólogos, agrônomos e técnicos da Emprapa e universsidades envolvendo toda a sociedade e sem manobras, com certeza chegariámos a um sensso comum!

Mas como o Sr diz "que é ponto passivo entre todos os interessados que o atual código não atendem à intereêsses..."

Interêsses estes do agronegócio, e dos grandes desmatadores!

Esse papo furado que o novo código vai atender a pequenos produtores não cola...

Hoje existem muitas técnicas de produção que dispenssa a necessidade de se ocupar mais espaço e desmatar mais florestas!

OS grandes produtores de sója , de milho , de arroz e eucaliptos não pemssam assim!Oqu eles querem é aumentar seu lucros em detrimento dos recurssos naturais!

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Guest Normando

Se fosse feito um plebiscito para decidir esta questão, e houvesse uma discusão séria baseada em pesquisas científicas desenvolvidas por biólogos , geólogos, agrônomos e técnicos da Emprapa e universsidades envolvendo toda a sociedade e sem manobras, com certeza chegariámos a um sensso comum!

Mas como o Sr diz "que é ponto passivo entre todos os interessados que o atual código não atendem à intereêsses..."

Interêsses estes do agronegócio, e dos grandes desmatadores!

Esse papo furado que o novo código vai atender a pequenos produtores não cola...

Hoje existem muitas técnicas de produção que dispenssa a necessidade de se ocupar mais espaço e desmatar mais florestas!

OS grandes produtores de sója , de milho , de arroz e eucaliptos não pemssam assim!Oqu eles querem é aumentar seu lucros em detrimento dos recurssos naturais!

Que fique bem claro, o atual Código Florestal a que me referi é a lei N. 4771 de 15-09-1965. E mantenho minha posição que o mesmo está ultrapassado, vem sendo remendado ao longo dos anos e o que temos hoje é um samba do criolo doido, que gera conflitos, não resolve o problema ambiental e pune os mais fracos. Da mesma maneira afirmo que o atual código de pesca, o decreto lei 221 de 28/02/1967 a muito deveria ter sido revisto.

Se o senhor analisar bem, a questão do novo código não se reside em desmatar mais, ele não prevê o aumento da área desmatada. A grande poLêmica reside no passivo ambiental ou seja, da punição de quem desmatou, da exigência de recomposição por parte daqueles que destruiram.

Não sei se o senhor é agricultor familiar, se mora no campo e se já sentiu na pele a intolerância, as dificuldades cada vez maiores impostas pelos orgãos ambientais. Embora para o senhor isto não passe de papo furado, pode ter certeza que falo com muita convicção e conhecimento de causa. Além de trineto, neto e filho de agricultor, a quase 40 anos trabalho diretamente com o produtor rural, especificamente o agricultor familiar. Atendo hoje em torno de mil e cem agricultores familiares e sei exatamente o que este pessoal está passando.

Enquanto ouvimos discursos inflamados, a realidade hoje é esta:

Sdc10347.jpg

Até agora não vi ninguem levantando bandeira para refazer a mata ciliar daqui.

SAM_1108.jpg

Este senhor usava a área embaixo para plantio de Inhame. Foi multado e impedido de plantar ali. Razão; é APP.

SAM_1102.jpg

Prá cima ele também não pode mexer mais. Além da obrigação de averbar a reserva legal, o resto é APP.

SAM_1107.jpg

Esta é a área que sobrou para ele sobreviver. Este senhor tem seis filhos, todos eles nos EUA. Ah! não estão em nenhuma universidade lá, são imigrantes ilegais como milhares de jovens aqui do Vale do Rio Doce. A área total desta propriedade são 10 ha, a metade de um módulo fiscal aqui da região.

GEDC0214.jpg

Esta família cria tilápias neste poço, apenas para subsistência. Foi multada por intervir em APP, retirar vegetação nativa e faze uso de recursos hídricos sem autorização. O valor das multas supera o valor do terreno.

GEDC0338.jpg

pela aparência não dá prá imaginar que voam de jatinhos.

GEDC0212.jpg

Também não moram em mansão.

UBAPORANGA1.jpg

SAM_1099.jpg

O público que nós atendemos não possui, iate, Land Rover, nem mansão

SDC10065.jpg

Mas produzem alimentos para tratar de milhões de consumidores que vivem nos pequenos e grandes centros. É por isso meu senhor, que a agricultura e os agricultores merecem respeito, não precisam de servir de massa de manobra para interesses que muita das vezes não tem nada a ver com eles. Agricultor, seja ele familiar ou empresário, é suficientemente capaz de se fazer representar, não precisa da tutela da população urbana que muita das vezes não sabe diferenciar um pé de alface de uma chicória.

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Guest Christian

P E R F E I T O..... Mais uma vez parabéns pelas sábias e mais que verdadeiras palavras, nós que estamos todos os dias no campo vemos e sabemos da verdadeira situação do homem do campo no Brasil e sabemos bem que eles estão vivendo cada vez mais no limite.

Culpar o homem do campo, que trabalha de sol a sol por este país é o maior absurdo que pode acontecer. Visitem, pesquisem e tentem viver um ano, aliás uma semana como eles vivem, acordem as 4 da manhã, trabalhem o dia todo, usem roupas e calçados velhos (sim a maioria usa), e passem pelo que ví um trabalhador passando e quase fui preso por brigar com um fiscal e iria se ele tivesse multado um senhor que estava dentro de um brejo com uma planta chamada "taboas", cortando para alimentar suas vacas que esavam morrendo sem alimento na maior seca que minha cidade já viu. O fiscal parou o seu carro e por um acaso eu estava voltando de uma visita técnica e parei quando ví aquela cena.

Um homem simples, todo sujo e cançado, tentando manter os seus animais vivos, sendo tratado como um criminoso e humilhado ainda mais (alguém acha que estava refrescante aquele brejo???), não pensei duas vezes falei muita besteira com o rapaz que me ameçou de prisão, mas no final das contas não aplicou a multa ao senhor..

Coloquen-se no lugar dele e pensem se o pequeno agricultor é mesmo o culpado pela destruição do meio ambiente....... Convido aos criticos da agricultura familiar a passar uns dias como meu convidado aqui e ver como o dia dia deles é duro e sofrido....

Mas o nosso sábio amigo Normando disse tudo que eu gostaria de dizer acima, pensem e reflitam....

Seria muito bom não culparmos a janela pela paisagem ou a arma e não quem puxa a gatilho....

:4::4:

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