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Questionamento ao MPA


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A Graça e a Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo, Amigos pescadores enviei um expediente ao Ministério da Pesca e Aquicultura questionando sobre a questão da drástica diminuição dos estoques de peixes no litoral fluminense, em especial na região da baía de Angra dos Reis. É comodo para nós apenas reclamarmos sem fazer algo efetivo para mudar esta situação. Precisamos sair de nossa zona de conforto e inquietar as autoridades competentes, e temos uma arma com bastante poder de fogo para isto, a internet. Convido a todos os amantes da pesca amadora para estarmos, repetitivamente, cobrando uma ação do MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) a fim de, se não reverter pelo menos minimizar, a acelerada degradação do meio ambiente e crescente diminuição dos estoques de peixes do nosso litoral. Transcrevo abaixo o texto que enviei ao MPA (comunicacao@mpa.gov.br). "Boa tarde, Meu nome é Sóstenes Pereira Rosa, 55 anos, pescador amador e natural de Resende/RJ. Venho solicitar a V. Sa. a possibilidade de esclarecimento a respeito de alguns aspectos: resido em Resende/RJ, sou pescador amador e anualmente pago minha licença de pesca e creio que como eu um número incontável de pescadores conscientes também o façam, entretanto não tenho visto o benefício advindo desta atitude. Pesco desde os 8 anos de idade, tendo preferência pela pesca no mar o que veio a acontecer pela primeira vez aos 34 anos. Portanto são 21 anos pescando no mar habitualmente, um mês sim e outro não. Ao longo destes 21 anos venho observando estarrecido e com muita tristeza a drástica redução dos estoques de peixes no litoral do estado do Rio de Janeiro (mais especificamente na Costa Verde - de Sepetiba a Paraty), sendo que pesco com maior frequência na região da baía de Angra dos Reis. Uma série de fatores ao longo destes 21 anos vem contribuindo para esta degradação, alguns que reputo de suma importância para este processo degenerativo: a destruição de grandes áreas de mangues em favor da construção de condomínios, casas particulares as quais vão adentrando os manguezais e os que não acabaram sucumbindo foram muito reduzidos. Um outro fator que considero o mais grave deles é o fato da pesca industrial ser realizada 365 dias por ano sendo que as redes de arrasto, traineiras, parelhas e até mesmo as de espera estão fazendo um estrago sem tamanho. Com certeza as redes de arrasto e a destruição dos manguezais são os piores deles. Vou fazer dois breves relatos que presenciei: - há alguns anos fui pescar em Angra dos Reis durante o defeso da sardinha e por incrível que pareça estavam comercializando sardinha fresca. E a fiscalização? A Capitania dos Portos não viu este desembarque? - outro relato recente: dia 11 de fevereiro de 2012, sábado passado, fui pescar em Angra dos Reis. A região escolhida foi a Ilha de Jorge Grego pelo fato de não se encontrar mais peixes dentro da baía. Pois fiquei assustado com a cor da água. Onde deveria estar com a cor azul estava com cor de ferrugem, isto por conta da dragagem que está sendo feita na Guaíba e que cuja lama é despejada, creio eu, próximo a Ilha de Jorge Grego. Isto eu suponho pela tonalidade da água em toda aquela área. Depois observei muitas rede armadas na região da Ilha de Jorge Grego (não estão nem deixando os peixes entrarem na baía) e por último quando já de noite, apareceu um grande barco de arrasto e passou bem próximo a nossa embarcação. O capitão do nosso barco não teve outra alternativa se não a de levantar âncora e ir embora. Peixes como os espadas, que num passado não muito remoto eram considerados praga, hoje já não existem mais, salvo alguns poucos de pequeno porte. Outras espécies que eram abundantes em Angra dos Reis, e que hoje não mais existem em quantidade, sendo que algumas simplesmente sumiram são: cavalinha, carapau, xerelete, maria-mole, vermelho caranho, vermelho cioba, roncador, as grandes corvinas, xaréu branco, pargo, olhete e outras mais. A cada ano estamos tendo menos ações nas nossas carretilhas e molinetes e com peixes cada vez menores. A minha pergunta é: que providências estão sendo tomadas para coibir esta devastação que está acontecendo no litoral fluminense? Será que é possível reverter este verdadeiro desastre? Eu particularmente não tenho visto nenhuma ação dos órgãos competentes para, pelo menos minimizar este problema. Será que pago minha licença apenas para não ser multado e não perder meus equipamentos? Sim, porque como disse no início, não percebo nenhum benefício para a pesca amadora. Na certeza de poder contar com vosso prestimoso esclarecimento, antecipadamente agradeço. Atenciosamente, Sóstenes."

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Sóstenes, muito bacana a sua iniciativa. Eu mesmo já fiz inúmeras denúncias a respeito de diversos fatos que ocorrem aqui pros lados de Niterói junto ao Ibama e jamais fui atendido. O máximo que respondem é que NÃO TEM RECURSOS PARA VERIFICAREM AS DENÚNCIAS. Eu confesso que sempre penso em desistir de denunciar e começar a fazer vista grossa, mas sempre acontece algo (no caso, a sua iniciativa) que me faz repensar a minha "desistência".

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É Brasil... :4::censored:

Uma vergonha isso que acontece e é a mesma coisa que acontece em vários rios de água doce também.

Não devemos parar de cobrar nossos direitos por mais que não sejamos atendidos.

Parabéns pela sua iniciativa.

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Grande exemplo... :bs-aplauder::bs-aplauder:

Mas hoje temos um membro no forum que rabalha no Ibama, acredito que seja um caminho mais rapido em relação ao MPA.

Mas se todos tivessem a mesma iniciativa e preocupação que a sua, nossos rios, mares e etc estavam salvos.

Abraços

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Realmente é de desanimar. Eu fiz uma denuncia sobre o que acontece pertinho do meu sitio, simplesmente não fui atendido. Acho que devemos continuar a pressionar apesar disso acontecer. O problema é que temas polémicos não podem ser postados. Mas o Pescaki seria uma arma muito forte para tentar resolver essas situações. Trata-se de falta de vontade política. Nãoestão nem ai as autoridades. Somente discursos bonitos por parte deles, e nada de ação concreta.

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A Graça e a Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo, Amigos pescadores enviei um expediente ao Ministério da Pesca e Aquicultura questionando sobre a questão da drástica diminuição dos estoques de peixes no litoral fluminense, em especial na região da baía de Angra dos Reis. É comodo para nós apenas reclamarmos sem fazer algo efetivo para mudar esta situação. Precisamos sair de nossa zona de conforto e inquietar as autoridades competentes, e temos uma arma com bastante poder de fogo para isto, a internet. Convido a todos os amantes da pesca amadora para estarmos, repetitivamente, cobrando uma ação do MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) a fim de, se não reverter pelo menos minimizar, a acelerada degradação do meio ambiente e crescente diminuição dos estoques de peixes do nosso litoral. Transcrevo abaixo o texto que enviei ao MPA (comunicacao@mpa.gov.br). "Boa tarde, Meu nome é Sóstenes Pereira Rosa, 55 anos, pescador amador e natural de Resende/RJ. Venho solicitar a V. Sa. a possibilidade de esclarecimento a respeito de alguns aspectos: resido em Resende/RJ, sou pescador amador e anualmente pago minha licença de pesca e creio que como eu um número incontável de pescadores conscientes também o façam, entretanto não tenho visto o benefício advindo desta atitude. Pesco desde os 8 anos de idade, tendo preferência pela pesca no mar o que veio a acontecer pela primeira vez aos 34 anos. Portanto são 21 anos pescando no mar habitualmente, um mês sim e outro não. Ao longo destes 21 anos venho observando estarrecido e com muita tristeza a drástica redução dos estoques de peixes no litoral do estado do Rio de Janeiro (mais especificamente na Costa Verde - de Sepetiba a Paraty), sendo que pesco com maior frequência na região da baía de Angra dos Reis. Uma série de fatores ao longo destes 21 anos vem contribuindo para esta degradação, alguns que reputo de suma importância para este processo degenerativo: a destruição de grandes áreas de mangues em favor da construção de condomínios, casas particulares as quais vão adentrando os manguezais e os que não acabaram sucumbindo foram muito reduzidos. Um outro fator que considero o mais grave deles é o fato da pesca industrial ser realizada 365 dias por ano sendo que as redes de arrasto, traineiras, parelhas e até mesmo as de espera estão fazendo um estrago sem tamanho. Com certeza as redes de arrasto e a destruição dos manguezais são os piores deles. Vou fazer dois breves relatos que presenciei: - há alguns anos fui pescar em Angra dos Reis durante o defeso da sardinha e por incrível que pareça estavam comercializando sardinha fresca. E a fiscalização? A Capitania dos Portos não viu este desembarque? - outro relato recente: dia 11 de fevereiro de 2012, sábado passado, fui pescar em Angra dos Reis. A região escolhida foi a Ilha de Jorge Grego pelo fato de não se encontrar mais peixes dentro da baía. Pois fiquei assustado com a cor da água. Onde deveria estar com a cor azul estava com cor de ferrugem, isto por conta da dragagem que está sendo feita na Guaíba e que cuja lama é despejada, creio eu, próximo a Ilha de Jorge Grego. Isto eu suponho pela tonalidade da água em toda aquela área. Depois observei muitas rede armadas na região da Ilha de Jorge Grego (não estão nem deixando os peixes entrarem na baía) e por último quando já de noite, apareceu um grande barco de arrasto e passou bem próximo a nossa embarcação. O capitão do nosso barco não teve outra alternativa se não a de levantar âncora e ir embora. Peixes como os espadas, que num passado não muito remoto eram considerados praga, hoje já não existem mais, salvo alguns poucos de pequeno porte. Outras espécies que eram abundantes em Angra dos Reis, e que hoje não mais existem em quantidade, sendo que algumas simplesmente sumiram são: cavalinha, carapau, xerelete, maria-mole, vermelho caranho, vermelho cioba, roncador, as grandes corvinas, xaréu branco, pargo, olhete e outras mais. A cada ano estamos tendo menos ações nas nossas carretilhas e molinetes e com peixes cada vez menores. A minha pergunta é: que providências estão sendo tomadas para coibir esta devastação que está acontecendo no litoral fluminense? Será que é possível reverter este verdadeiro desastre? Eu particularmente não tenho visto nenhuma ação dos órgãos competentes para, pelo menos minimizar este problema. Será que pago minha licença apenas para não ser multado e não perder meus equipamentos? Sim, porque como disse no início, não percebo nenhum benefício para a pesca amadora. Na certeza de poder contar com vosso prestimoso esclarecimento, antecipadamente agradeço. Atenciosamente, Sóstenes."

amigo,

um texto como esse merece ser encaminhado para o ministério público federal e sede do ibama/rj.

o mpa não tem poder de polícia...ainda que possa fazer gestão e articular com a polícia militar, marinha do brasil, ibama, etc...mas o senhor agiu corretamente...eles realmente precisam fazer a parte deles!

o escritório do ibama em angra dos reis lutou muito nos últimos anos...mas sozinho não consegue dar conta da demanda!

busque juntar fotos! entre no programa google earth, baixe imagens da região!...provoque outros órgãos!

quanto mais gente provocar...com qualidade...o governo federal...mais chances de resposta!

ontem o governo anunciou mais um corte no orçamento para 2.012!...precisamos lutar por cada centavo!

parabéns!

atenciosamente,

ignácio

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Companheiro Sóstenes,

Aproveitando a deixa, isso vc percebeu junto ao litoral fluminense que está ocorrendo a falta de peixe, fiscalização entre outras coisas e concordo plenamente contigo, durante anos pesquei na região de itacuruça e ilha da madeira que hoje já não tenho vontade de retornar a região devido a ausência de peixes, nos ultimos 5 anos venho pescando regularmente 1 vez por mês no litoral do Rio no arquipelago das cagarras e ilhas adjacentes e o mesmo está ocorrendo aqui tb, muitos barcos de pesca industrial arrastando dia e noite, redes de cerco, e tudo quanto e desgraça. Esses dias presenciei um barco arrastando muito próximo a praia de ipanema e copacabana e cade a fiscalização?? o único tipo de fiscalização que as vezes vejo e aos domingos uma lança da capitania dos portos fiscalizando a documentação de barcos como o que eu vou, pesca amadora? e o restante que destroi tudo não vejo absolutamente nada, hoje não se tem Espadas, Cavalinhas, e até o olho de cão(peixe caracteristico da região está desaparecendo) pra vc ter uma idéia minhas 3 ultimas pescarias foram so passear de barco, não achamos quase nada, e mes passado fomos para ilha pai e mãe desputar um espaço dentre uns 50 barcos para pegar umas merluzas que apareceram por lá !!!

Éu vc e muitos outros estamos vivenciando no nosso dia a dia a degradação de nosso meio ambiente!!!

Muito triste isso para nós que amamos essa atividade de lazer e bem estar.

Abraço a todos.

Cleber Santos

Turismólogo

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