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Algum advogado por aqui que possa me ajudar?


ThiagoBG

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Pessoal, estou em uma situação um tanto quanto delicada e, se alguém tiver alguma informação que possa me ajudar, agradeço imensamente!

Há alguns anos atrás tive uma namorada e, no fim do relacionamento, ela disse que estava grávida, depois disse que era mentira, em seguida voltou a dizer que estava grávida e, por incrível que pareça, no fim disse que era mentira mesmo (que havia inventado a gravidez apenas para eu não terminar o relacionamento).

O fato é que, agora, depois de pouco mais de 3 anos, descobri que ela tem um filho (cuja idade parece bater "exatamente" com a época de todo esse rolo). Pra completar, a criança é praticamente uma cópia de mim quando era pequeno.

Queria saber como eu posso proceder, visto que SE esse filho for realmente meu e ela escondeu isso de mim até agora, dificilmente vai abrir o jogo numa boa. É possível proceder de forma judicial, caso uma aproximação e conversa não se façam possíveis?

Desde já agradeço qualquer informação e ajuda. Nem consigo mais dormir pensando que pode existir um filho meu que sequer saiba quem é o pai.

Abraços!

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Bom, já que vc abriu esse assunto aqui no fórum, eu posso te orientar.

Mas primeiro, quero saber:

O que vc PRETENDE EXATAMENTE?

Quer registrar o filho? Quer conviver? O que exatamente vc quer.

De antemão te aviso que é uma situação IRRETRATÁVEL.

Eu quero ter certeza que o filho é meu para, sendo assim, registrar e conviver com a criança.

Logo, o primeiro passo seria mesmo saber se há algo que eu possa fazer para confirmar (ou refutar) a paternidade, caso uma conversa com a mãe não seja possível (o que é provável).

Muito obrigado, Alexandre.

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Como médico posso te responder de acordo com os meus conhecimentos:

Você só pode colher DNA com o consentimento da mãe, caso não haja consentimento por parte dela você pode requerer judicialmente o teste, a justiça tende a te da favorecer devido o fato da criança ter o direito de ter um pai com reconhecimento legal que se sobrepõe à vontade da mãe. A coisa fica mais fácil ainda porque você não está fugindo da paternidade, muito pelo contrário, isto já te deixa em vantagem para garantir o seu direito de pai e o da criança em ter uma pai. E se a criança for mesmo seu filho ela praticou algo que se chama alienação pariental ao esconder a criança de você e privá-los da convivência. Resumindo ao meu ver a coisa está fácil para você. Abraço e parabéns em assumir a sua responsabilidade seja você o pai ou não!!

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Guest Normando

Tive um problema semelhante na família. No caso específico foi proposta uma ação judicial de reconhecimento de paternidade, que culminou com a obtenção de prova técnica (exame de DNA). Hoje este método me parece que é a prova definitiva aceito pela justiça.

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Prezado, para dirimir qualquer dúvida, caso não haja uma solução consensual (exame de DNA de comum acordo), você pode ingressar com uma ação investigatória/declaratória de paternidade. Caso seja confirmado que o filho é seu, no mesmo processo é possível a regulamentação da guarda e do valor da pensão alimentícia. O reconhecimento da paternidade é um direito seu, procure um advogado da sua confiança, o procedimento é relativamente simples e ele poderá orientá-lo inclusive em uma possível solução consensual, sem necessidade de uma ação judicial (se isso for possível). Desde já reafirmo a advertência do amigo Alexandre, reconhecida a paternidade (consensualmente através de DNA ou jucialmente), será irretratável. Abc

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Ganhe na loteria ou se transforme num jogador de famoso de futebol que ela corre rapidin atrás de você, hehehehehe. Brincadeiras a parte , muito louvável uma atitude dessas principalmente vindo de um suposto Pai, mas aconselho consultar um Advogado em sua cidade, será mais correto, e se prepara pra encontrar encrenca, já passei por um fim de relacionamento de muto tempo e deu uma dor de cabeça danada. Boa sorte na empreitada

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Thiago, parabéns pela atitude, em um mundo de omissões que vivemos é muito louvável sua atitude em querer nada mais nada menos do que é seu por direito, a paternidade ou a consciência tranquila ao se deitar em um travessereiro.

Cara independente do tempo que a criança esteja não existe tempo perdido, se for sua filha, aproveite o máximo que puder e se não for "nada como dormir tranquilo"

Boa sorte nessa luta e se Deus quiser se resolverá da .melhor maneira.

Parabéns aos amigos do forum que estão contribuindo, cada um de uma forma, porém sempre somando para o Thiago tomar a melhor decisão.

Abs a todos!!!

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não possuo esse conhecimento para poder te auxiliar e tenho certeza absoluta que aqui no forum existem pessoas do mais alto gabarito nesse quesito ...

mas , de antemão gostaria de parabenizá-lo pela atitude ...

grande abraço a toda sorte do mundo !

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Bom, percebo que já te esclareceram a contento, de sorte que resta comungar que no caso cabe mesmo uma ação de investigação de paternidade e, depois, uma vez reconhecida ou, mediante a comprovação do exame, requerida e consequentemente sentenciada, será irretratável tal como adverte o Grande Alexandre Campos e Demais. :ok:

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Trabalho em uma Vara de Família há 3 anos, como servidor público da Defensoria do Estado do RJ. É complicado postar maiores informações em um fórum público. O melhor que você poderia fazer é procurar um bom advogado o mais rápido possível. Parabéns pela iniciativa!

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Tive um caso igual na família também e foi muito importante a criança ter o nome do pai registrado.

Aconteceu com o meu primo e a mãe da criança não queria nem ver o meu primo na frente e não queria nada dele!

Nem o nome registrado!nem ajuda financeira e nem queria que a criança soubesse quem era o pai!só queria que o meu primo deixasse ela em paz com a criança.

Mas o meu primo fez um acordo,ele deixaria ela e o filho em paz mas queria o nome dele registrado como o pai da criança e sumiria da vida deles.

Acordo feito e acordo cumprido!

E assim 20 anos se passaram e a mãe da criança vai na casa do meu primo pedindo um favor!

Ela queria as documentações japonesas do meu primo para o filho deles ir para o Japão trabalhar.

E como estava tudo documentado e registrado foi fácil para o garoto poder ir no Japão sem problemas e o garoto está lá no Japão até hoje.

Aliás cheguei conhecer o rapaz,era xerox do meu primo e muito gente boa!

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Pessoal, estou em uma situação um tanto quanto delicada e, se alguém tiver alguma informação que possa me ajudar, agradeço imensamente!

Há alguns anos atrás tive uma namorada e, no fim do relacionamento, ela disse que estava grávida, depois disse que era mentira, em seguida voltou a dizer que estava grávida e, por incrível que pareça, no fim disse que era mentira mesmo (que havia inventado a gravidez apenas para eu não terminar o relacionamento).

O fato é que, agora, depois de pouco mais de 3 anos, descobri que ela tem um filho (cuja idade parece bater "exatamente" com a época de todo esse rolo). Pra completar, a criança é praticamente uma cópia de mim quando era pequeno.

Queria saber como eu posso proceder, visto que SE esse filho for realmente meu e ela escondeu isso de mim até agora, dificilmente vai abrir o jogo numa boa. É possível proceder de forma judicial, caso uma aproximação e conversa não se façam possíveis?

Desde já agradeço qualquer informação e ajuda. Nem consigo mais dormir pensando que pode existir um filho meu que sequer saiba quem é o pai.

Abraços!

Caro thiago, prazer, sou advogado com especialidade no direito de Família, inclusive fazendo parte do IBDFAM, Instituto Brasileiro de Direito de Família. Realmente o caminho a seguir é: ingresse em Juízo com uma ação declaratória de paternidade, pedindo o exame de DNA, que curiosamente é denominado de impressões digitais de DNA. A ação será interposta contra a criança, para isto você precisa saber o seu nome completo, representada pela mãe. Aí temos duas situações: se ela não tiver registro paterno, ótimo. Com a comprovação do DNA, sendo seu, o Juiz determinará o registro em seu nome. Isto não quer dizer que você automaticamente terá direito à visitação, nem obrigatoriedade de pensioná-lo. Se não for feito nenhum acordo no processo neste sentido, você terá que posteriormente entrar com ações especificas. Agora se ele tiver já um registro paterno...bem, terá o pai que consta no registro que ser chamado no processo e alterar a ação para declaratória de paternidade combinada com negatória para com o outro pai. Mas isto é técnico. Seu caso não é complicado por demais. A questão principal realmente é o exame do DNA. Se a mãe se negar a fazê-lo, existe já uma presunção legal, como indício de prova, de que o filho é seu....mas isto depende da cabeça do Juiz. De qualquer forma parabéns por sua atitude. Sou pai de três filhas e sei o quanto é importante a presença/participação paterna.

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Se o exame de DNA comprovar este sentimento maior, que Deus ilumine os caminhos, seu e deste garoto, e que sua atitude seja reconhecida não só pela justiça mas também pelo garoto!

Parabéns!

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O mais comum é ver casos em que o pai tenta fugir ou esconder esta paternidade. Parabéns pela atitude que é a correta de pessoas íntegras salvo que tenha outroas razões não divulgadas. Se a criança é a cópia sua......"e você não tem irmão gêmeo."..as primeiras possibilidades a princípio mostram uma grande chance de você ser o pai.

Abraço e caso se confirme seja um paizão.

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Sou pai de 2 mini pescadores.....não tem nada neste mundo melhor que ser Pai !!!!

Parabéns pela atitude ...isso é para poucos e só para homens de verdade !!!

Gostaria de ter mais um...se o :greensmilies-007::greensmilies-007: ajudar !!! mas este vai ser de alguém que não quis criar !!!

Abraços e sorte meu amigo

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aqui no RS tem a iniciativa do Ministério Público de promover exame de dna gratuito para casais q queiram fazer o teste espontaneamente sem ação judicial.

Não é exatamente o seu caso pelo visto, mas atente se no seu Estado tem essa iniciativa.

Obs: tentei colar o link da matéria sobre o tema mas não consegui

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