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Domingos Bomediano

Técnicas de Pesca - A Pesca de Corvinas de Água-doce!

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Tô me interessando por elas viu, essas dicas vão ser muito úteis, quando abrir a pesca vou tentar!

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Ótimo tópico, a um mês atrás pesquei uma corvina no rio Paraopeba abaixo da represa Retiro Baixo, a profundidade lá não passa de uns 2 metros, agora pelo que li neste topico é que achei mais raro ainda ter pego esse peixe que foi a minha primeira vez. Peguei com minhoca e devolvi pra água na hora. 

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Em 26/02/2016 at 19:25, Domingos Bomediano disse:

Na região do Vale do Paraíba há corvinas na Represa do Jaguari. Não faz muito tempo coloquei uma matéria sobre a pesca de corvinas na Revista Pesca & Companhia e, desde então, vários foram os pedidos para que fizesse uma matéria aqui, de maneira que, no proveito das fotos da revista, passo a mostrar.

Este tipo de pesca é bastante tranquilo, vez que não demanda sair à cata do peixe, tal como fazemos com os tucunarés. Geralmente fazemos uma grande jornada em uma área bastante reduzida, com movimentação entre pequenas distâncias, salvo em dias muito especiais.

Então, a primeira providência será procurar um bom ponto de pesca, valendo dizer que se o pescador dispuser de um sonar, será melhor. Os melhores pontos, sobretudo no verão, são aqueles com bastante estrutura e com profundidade variando de 7 a 12 metros de profundidade conforme a hora e condições do dia.

Vejam bons exemplos de pontos de pesca

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Um pequeno problema que se verifica na Represa do Jaguari é que o resultado, quase sempre muito bom em termos de quantidade, fica devendo em termos de tamanho, muito embora, alguma que outra peça de maior tamanho acabe por comparecer como foi no caso da jornada para a matéria, quando meu amigo Marquinho, guia de pesca na região, inclusive sobre a pesca de corvinas, pegou uma de muito bom porte, tal como se demonstra em uma das fotos mais abaixo.

A pesca de corvinas pode ser feita com iscas vivas, quando então, o melhor mesmo é conseguir alguns lambaris de pequeno porte, ou então, pequenas tuviras ou tilapinhas. Para este tipo de pesca, usa-se uma montagem parecida com a conhecida "down-shot" muito utilizada na pesca de Basses. Trata-se de montar o anzol acima do peso, cerca de 20 cm, fazendo um nó Palomar. Então, a isca viva fica em cima, enquanto o peso fica a cerca de 20 cm abaixo, na ponta da linha.

Fisga-se a isca viva tal como na foto abaixo

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Eu não uso pescar com iscas vivas, mas aqui fiz apenas para demonstrar como se faz isso. Afinal, matar um peixe usando-o como isca, para em seguida, soltar o peixe capturado, não faz o menor sentido, sobretudo para quem pratica a pesca com cem por cento de liberação como eu. :ok: 

Minha preferência, sob pena de até mesmo nada pegar, é usando iscas como os jumping jigs de peso variando de 10 a 20 gramas, como os da foto abaixo. E, podem crer, que funciona mesmo!

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Após a localização de um cardume, é necessário poitar o barco ou então amarrar nas estruturas aparentes do local.

Existe uma técnica para mantê-lo no local por um tempo maior, permitindo pescar mais peças, que é descer um saco com sal grosso ou sal mineral usado na alimentação de gado, fazendo várias perfurações no tecido para que o fluido do produto vá sendo liberado aos poucos. Isso pode ser feito também de antemão, valendo então, como uma pré ceva.

Daí, é só descer os jumping jigs até que alcancem o fundo, para em seguida começar com os trabalhos de dar toques súbitos para cima com a vara, deixando descer novamente, repetindo o toque e repetindo a descida e, aos poucos, recolhendo a linha se não houver ataques. Contudo, se houver ataque, descobriu-se a profundidade em que elas estão, passando a descer a linha e dar cana nesta profundidade. :joia: Um outro detalhe importante é buscar perceber a velocidade com que se aplica o trabalho, se mais rápido, ou se mais lento, conforme a preferência do peixe no dia. :simsim: Então, se com toques rápidos nada vem passe a dar toques mais rápidos ou alterne entre um e outro.

E, pescando certinho, aplicando tudo o que aqui foi exposto, os resultados podem ser estes:

Meu amigo João Bertucci e eu

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Meu amigo Marquinho Tranqueirinha e uma belíssima corvina de 2,5Kg.

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 Um detalhe muito importante na pesca de corvinas é que elas são frequentemente capturadas a grandes profundidades, de maneira que quando vem à tona pode vir a ser vítima de expansão da bexiga natatória em razão da descompressão muito rápida. Isso resulta em dificuldades para o peixe retornar à profundidade onde estava, chegando a morrer.

Nas duas jornadas que fizemos para a matéria na revista, quase todos os peixes puderam retornar sem problemas, vez que estavam a cerca de 7 metros e nesta profundidade poucos apresentaram problemas com a descompressão. Destes, praticamente todos puderam voltar depois de perfurada a bexiga natatória com uma agulha de seringa devidamente desinfetada, experiência que trago da pesca de black Basses. No caso da corvina isso deve ser feito, perfurando-se exatamente onde termina a extremidade da nadadeira ventral estendida em linha reta sobre o corpo e observando a parte inchada do abdômen, esperando a saída do ar por cerca de 10 segundos. Durante procedimento recomenda-se manter o peixe na água, até mesmo para se poder perceber a saída do ar.

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Note as bolhas de ar saindo da bexiga natatória do peixe

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Embora nunca tenha visto ninguém fazendo isso, quis tentar justamente porque com o Bass funciona, de maneira que julgava que com a corvina também assim haveria de ser. Então, pude constatar enorme sucesso na ideia, pois pescando à profundidade de 7 a 10 metros, após quase duas centenas de peixes capturados e liberados, apenas quatro morreram, tendo sido então, aproveitados para consumo. Com isso, fica o exemplo de que a pesca de corvinas pode ser também alvo de pesca esportiva, com liberação dos peixes. Todavia, há um enorme abismo entre os tipos de pescadores que a praticam. De um lado, uns poucos que pescam conscientemente, enquanto que de outro, uma horda de matadores, resultando em enorme predação, vez que há sempre a desculpa de que o peixe não consegue retornar para a profundidade em que antes estava, justificando matança sem precedentes. Desta maneira, não se sabe até quando a corvina permanecerá, mas enquanto for possível, é uma boa opção para a formidável represa da Usina do Jaguari!

Equipamento e iscas utilizados

IscasJumping-jigs do tipo sapinho, de 3cm a 5cm, com peso variando de 10 a 20 gramas, de cores variadas, mas preferencialmente amarelo-limão, prateada, laranja, rosa e preto, tanto sendo de uma só cor, quanto combinando duas delas, sendo uma de cada lado da isca. Também foram utilizados lambaris vivos, mas esta opção foi utilizada apenas para localizar cardumes, vez que a ideia de usar os jumping jigs foi bastante eficiente.

Varas: Pescando com iscas vivas, varas de 5,3 a 6 pés, de ação média, para linha de 10-12 libras e, pescando com jumping-jigs, varas de 5,3 a 6 pés, de ação média para rápida, para linha de 10-15 libras

Equipamento de recolhimento:

Carretilhas pequenas, de perfil baixo e molinetes de tamanho pequeno.

Linha:

pode tanto ser de multifilamento, quanto de monofilamento, de resistência de 20 libras. No caso de uso de multifilamento, recomenda-se usar um líder de mono, sendo melhor o de flúorcarbono em razão do contato permanente com galhadas submersas.

Quem estiver afim de pescar por lá com um excelente guia, recomendo meu amigo Marquinho. Basta procurar por ele no Facebook clicando em Marco Santos

É isso aí! Espero que gostem! :joia: 

Boa noite meus camaradas de pescaria!

Desde 2018, estou pescando corvinas na região de Pereira Barreto, oeste do Estado de São Paulo. Fica a cerca de 630 km da Capital. Vou com prazer p lá, independentemente do investimento do pedágio e do combustível.  Pesca de corvina é sensacional, pela quantidade de atividade q ela proporciona. Após pescada, não tem hipocrisia, não tem pesca esportiva, ela vai morrer mesmo vc devolvendo para água. Isso por causa da bexiga natatória dela. O filé de corvina é sensacional. Muito apreciado. Com uma cerveja então...Posso indicar a pousada onde costumo ficar, qdo vou p lá (Pousada Sanae (018 99118-7444). Indico tb o Turcão ( 018 99114-6599), guia de pesca, que me tem assessorado nas minhas pescaria p lá.

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todo ano ia pra Jales ... pescar corvina em Rubineia ...

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