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Alguns estados como o MS resolveu instituir a cota zero para a pesca esportiva, concordo plenamente e acredito que isso deveria ser instituído em todo o Brasil.

Contudo, fiquei espantado em saber que apenas o turista será afetado, que a pesca profissional com redes, tarrafas, espinhéis continuará permitida, que cada pescador profissional poderá continuar a abater 125 kg de pescado por semana e que os ribeirinhos também estarão fora dessa lei de cota zero, além claro, dos pescadores paraguaios, que a lei brasileira não pode afetar por ser um rio de divisa (no caso do rio Paraguai).

Aí eu me pergunto, tem alguma lógica isso? Ou simplesmente iremos mudar o abate de peixes de lugar? Ou seja, o peixe que o turista pescador não abate mais, cairá na rede desses ditos ``profissionais´´ que aumentarão seus resultados e tudo ficará na mesma?

Se a intenção é preservar, todos devem dar seu quinhão, senão é balela...que adianta isso?

O Brasil é um dos poucos países que permite a pesca profissional em águas interiores, o uso de redes em rios é uma covardia sem tamanho, proporcionando uma matança muito maior que qualquer pescador esportivo... 

Na opinião de vocês, cota zero sem afetar profissionais e ribeirinhos adianta?

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Concordo contigo Leandro.

A situação no Tiete aqui está terrivel por conta desses "pescadores" que acabam com tudo que o veem pela frente, tem lugares aqui que não se consegue pescar mais de tantas redes armadas, eu mesmo já tirei algumas do rio que estavam abandonadas com vários peixes podres nelas.

Na questão do MS até mesmo esses profissionais deveriam ter peixes alvo e algumas especies deveriam ser proibida o abate (mesmo sabendo do risco de um desequilibrio na cadeia alimentar) e deveria ser proibido o uso de redes, pois com ela não tem como "escolher" o peixe a ser abatido ... alem de, o cara armar a rede lá e largar dois ou tres dias e quando volta já tem peixes podres nela que não são aproveitados.

 

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https://www.douradosagora.com.br/noticias/meio-ambiente/pesca-liberada-tambem-exige-cuidado-com-legislacao-ambiental

Pesca liberada também exige cuidado com legislação ambiental

A Polícia Militar Ambiental alerta os foliões que resolverem praticar a pesca para que respeitem a legislação, porque, mesmo com a atividade aberta, várias atitudes continuam sendo crimes, inclusive, com as mesmas penas de pescar em período de piracema.

A proibição inclui, por exemplo, pescar com petrechos ou com método de pesca proibidos; capturar peixes em quantidade superior à permitida ou em local proibido e capturar pescado com tamanho inferior ao permitido.

As penalidades criminais e administrativas são pesadas e o desrespeito à legislação pode levar o infrator a ser preso e condenado a até três anos de detenção.

Todo o material de pesca e mais motores de popa, barcos e veículos utilizados na infração apreendidos são recolhidos. O valor da penalidade de multa pode partir de R$ 700,00 e chegar a até R$ 100 mil, mais de R$ 20,00 por quilo de pescado irregular.

Orientações sobre pesca dentro da legislação

Para não incorrer em crime ambiental ao praticar a pesca, é preciso estar atento ao que é ou não permitido pela legislação:

Petrechos proibidos para o pescador amador: cercado, pari ou qualquer aparelho fixo, do tipo elétrico, sonoro ou luminoso; fisga, gancho ou garateia, pelo processo de lambada; arpão, flecha, covo, espinhel ou tarrafão; substancia tóxica ou explosiva; anzol de galho; qualquer aparelho de malha – como redes e tarrafas, por exemplo.

Cota para captura: dez quilos mais um exemplar de qualquer peso, desde que não seja do tamanho inferior ao permitido e cinco exemplares de piranha. Transporte – Efetuar a vistoria e lacre nos Postos da PMA. É preciso licença de pesca.

Pesca profissional: Cercado, pari ou qualquer aparelho fixo; aparelho do tipo elétrico, sonoro ou luminoso; fisga, gancho ou garateia, pelo processo de lambada; arpão, flecha, covo, espinhel ou tarrafão; substância tóxica ou explosiva; qualquer aparelho de malha – como redes e tarrafas.

É permitido ao pescador profissional: tarrafa para captura de isca (altura máxima de 2m, malha entre 20mm e 50 mm e linha de nylon com espessura máxima de 0,50 mm); 8 (oito) anzóis de galho devidamente identificados (Resolução Semac nº 06/07); 05 (cinco) boias fixas (cavalinho) devidamente identificadas (Resolução Semac nº 06/07). A cota permitida é de 400 kg por mês.

Rios onde é proibida a pesca de qualquer natureza (exceto a científica autorizada): Rio Salobra - Município de Miranda e Bodoquena (neste rio a navegação é permitida somente com motor de 4 tempos, de potência até 15 hp); Córrego Azul - Município de Bodoquena; Rio da Prata - Município de Bonito e Jardim; Rio Nioaque - Município de Nioaque e Anastácio.

A pesca amadora ou a profissional não é permitida a menos de 200 metros a montante ou a jusante das barragens, corredeiras, cachoeiras e escadas de peixe. A pesca nesses rios e locas é crime.

Rios e trechos de rios em que é permitida a pesca na modalidade pesque e solte: Rio Negro - Trecho situado na confluência do Rio Negro com o Córrego Lajeado, localizado próximo à cidade de Rio Negro até o brejo existente no limite oeste da Fazenda Fazendinha, no município de Aquidauana; Rio Perdido - em toda sua extensão, compreendendo os municípios de Bonito, Jardim, Caracol e Porto Murtinho; Rio Abobral, em toda sua extensão; Rio Negro - trecho situado na confluência do Rio Negro com o Córrego Lajeado, localizado próximo à cidade de Rio Negro até o brejo existente no limite oeste da Fazenda Fazendinha, no município de Aquidauana; Rio Perdido - em toda sua extensão, compreendendo os municípios de Bonito, Jardim, Caracol e Porto Murtinho.(Assessoria de Imprensa)

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Eu apoio a cota zero! Contudo, é uma questão muito complicada aplicar a cota zero para os pescadores profissionais e ribeirinhos. Esses tem como fonte de renda a pesca, assim fica muito mais difícil. Proibi-los de pescar é tirar alimento da mesa deles. Acredito que antes é preciso dar a essas pessoas uma nova fonte de renda, como criação de peixes em tanques, mais ai já surgem outros problemas como local e etc. 

Temos sim que caminhar para cota zero e proteger nossas espécies, mais tudo tem os dois lados da moeda.

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19 minutos atrás, Atilio Valnez disse:

Eu apoio a cota zero! Contudo, é uma questão muito complicada aplicar a cota zero para os pescadores profissionais e ribeirinhos. Esses tem como fonte de renda a pesca, assim fica muito mais difícil. Proibi-los de pescar é tirar alimento da mesa deles. Acredito que antes é preciso dar a essas pessoas uma nova fonte de renda, como criação de peixes em tanques, mais ai já surgem outros problemas como local e etc. 

Temos sim que caminhar para cota zero e proteger nossas espécies, mais tudo tem os dois lados da moeda.

Sim, mas a questão é, continuando a pesca profissional em rios cedo ou tarde os peixes acabarão. Aí essas pessoas serão obrigadas a sair da profissão, pois não haverá peixe para ninguém. Se um governo quer realmente ter uma abordagem séria, precisa achar alternativas para que esses profissionais parem de matar peixe. A saída é virarem guias? Explorarem a piscicultura? Não sei...mas continuar essa história de: Coitadinhos, eles precisam sustentar as famílias...então não mexe com eles...simplesmente não vai adiantar.

Vamos esperar acabar tudo para tomar atitudes? Esse o meu questionamento...

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2 minutos atrás, Leandro Francisco disse:

Vamos esperar acabar tudo para tomar atitudes? Esse o meu questionamento...

A cota zero implantada já é um primeiro passo.

Mas concordo com você, se não forem tomadas ações mais incisivas logo não teremos mais peixes. 

Uma coisa que eu acredito que teria um bom efeito é multar as peixarias que comprarem peixe sem nota e procedência. 

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Eu sou adepto da ideia de que se proibido para um, proibido para todos!

O problema da instituição "Cota Zero" é a questão social, que sempre acaba prejudicando os andamentos dos projetos e legislação pertinentes, de sorte que o tempo vem nos informando que não basta apenas legislar criando a chamada "Cota Zero" sem que a mesma legislação já cuide também de uma fase de transição e reaproveitamento do potencial de mão-de-obra dos ribeirinhos envolvidos, trocando a fonte de uma renda (pesca intensiva) por outra fonte (turismo ou criação em cativeiro) de renda para que afinal, tudo funcione adequadamente.

Assim, de plano, parece fácil, mas enquanto se buscam as soluções vão se percebendo as dificuldades. Faço parte da diretoria da ANEPE - Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva e nas discussões aparecem as mais diversas opiniões, às vezes até conflitantes, mas que podem, ao consenso permitir que se chegue a bons resultados. Contudo, afirmo, isso leva tempo! :ok: 

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Penso o mesmo que os colegas @Atilio Valnez e @Domingos Bomediano, seria bom se fosse tão simples assim, alguém escreve algo em um papel e tudo se resolve. Pra mim tudo se resume a leis mais duras e fiscalização mais eficiente. Todos se lembram do que aconteceu em Santa Catarina, cidadãos se tornaram bandidos porque tiveram uma oportunidade com a certeza da impunidade.

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Pescador esportivo que se preze não mata o peixe.

Essa medida não acrescentará nada, fica claro que precisa ser muito mais abrangente.

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Nos países mais avançados raramente é proibida totalmente a captura, são estipulados somente tamanhos mínimos e máximos, tipos de equipamentos e quantidades. Às vezes um ou outro local é interditado, uma ou outra espécie também, mas nunca todo o território e nem todas as espécies. Claro, nesses países a pesquisa funciona. E a fiscalização também.

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Conclusão obvia:

Concluída na leitura acima nas ilustres palavras dos amigos, cota zero somente ao pescador amador esportivo que se desloca longas distancias não importando o meio utilizado, não importando se houve gastos financeiros ou não, afinal ele não foi lá para recuperar os valores com peixes, a nível de legislação o importante é fazer com que esses deixem aos cofres públicos os valores de taxas que o autorizam ao menos por estarem no recinto...apenas estes, porque os nativos do local e os "profissionais" precisam e necessitam de livre arbítrio...é a mesma legislação aplicada na proibição na extração do palmito.

Sabem quando haverá o entendimento? - quando o próprio necessitado, somado a outros fatores que degradam os rios, acabarem com a vida que ainda se encontram em variedades de espécies e tamanhos, haja vista , as reportagens já documentadas por ex: rio São Francisco, onde algumas localidades documentada, o ribeirinho "meteu a boca no trombone" reclamando que nas redes e tarrafas ja não retiravam o sustentos da família, na imagem inúmeras embarcações atracadas, vilas de casas invadindo as águas, lixos e mais lixos...etc. 

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4 horas atrás, Mauricio. disse:

Nos países mais avançados raramente é proibida totalmente a captura, são estipulados somente tamanhos mínimos e máximos, tipos de equipamentos e quantidades. Às vezes um ou outro local é interditado, uma ou outra espécie também, mas nunca todo o território e nem todas as espécies. Claro, nesses países a pesquisa funciona. E a fiscalização também.

Na verdade, Mauricio, o que estamos buscando é um consenso de cota zero para transporte, mas não para o consumo de um ou dois peixes por dia na barranca. Considero ideal este método, vez que contrastando com a falta de fiscalização lá no rio, há sempre a fiscalização em locais estratégicos para evitar o transporte. Como pode ver, o problema maior está sempre na falta de fiscalização e má conduta do pescador brasileiro, bem como dos pescadores profissionais, que muitas vezes sequer são assim qualificados. Contudo, a ideia não é bem aceita pelo empresariado da área de hotelaria por entender que haverá perda de clientela, o que não ocorre em alguns locais onde este sistema já funciona. E, obviamente, onde houver alguma perda será apenas questão de tempo para uma rápida adaptação. :ok: 

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12 horas atrás, Domingos Bomediano disse:

Na verdade, Mauricio, o que estamos buscando é um consenso de cota zero para transporte, mas não para o consumo de um ou dois peixes por dia na barranca. Considero ideal este método, vez que contrastando com a falta de fiscalização lá no rio, há sempre a fiscalização em locais estratégicos para evitar o transporte. Como pode ver, o problema maior está sempre na falta de fiscalização e má conduta do pescador brasileiro, bem como dos pescadores profissionais, que muitas vezes sequer são assim qualificados. Contudo, a ideia não é bem aceita pelo empresariado da área de hotelaria por entender que haverá perda de clientela, o que não ocorre em alguns locais onde este sistema já funciona. E, obviamente, onde houver alguma perda será apenas questão de tempo para uma rápida adaptação. :ok: 

Ainda vou além grande Bomediano. quando manifesto sobre a natureza e sua preservação incluo tudo flora e fauna, penso que se é proibido logo tudo deve ser , sendo assim no meu ponto de vista os órgãos governamentais que legislam as causas já estão super erradas ao permitir desde que paguem as taxas e tributos: criação de pássaros , caças e criadouros particulares sob o contexto que a espécies foram doadas ou por influencias alguns mantém um zoo particular, o não cumprimento a areas de matas ciliares pelos grandes latifúndios etc, embora não tenha o conhecimento amplo como o nosso amigo HU, visualizei nas suas palavras , o turismo organizado a exemplo dos nossos amigos que se deslocam organizados para a pescaria das trutas na Argentina...areas  sob livre frequência porém monitorada, caso fosse aqui no Brasil, haveria ainda as trutas? - aqueles que são isentos no extrativismo local, são os "laranjas" que abastecem os intermediários no comercio... sejam eles: hotéis, restaurantes e frigoríficos, extrair para alimentar a família é levar a mesa.

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46 minutos atrás, Roque Moraes disse:

Ainda vou além grande Bomediano. quando manifesto sobre a natureza e sua preservação incluo tudo flora e fauna, penso que se é proibido logo tudo deve ser , sendo assim no meu ponto de vista os órgãos governamentais que legislam as causas já estão super erradas ao permitir desde que paguem as taxas e tributos: criação de pássaros , caças e criadouros particulares sob o contexto que a espécies foram doadas ou por influencias alguns mantém um zoo particular, o não cumprimento a areas de matas ciliares pelos grandes latifúndios etc, embora não tenha o conhecimento amplo como o nosso amigo HU, visualizei nas suas palavras , o turismo organizado a exemplo dos nossos amigos que se deslocam organizados para a pescaria das trutas na Argentina...areas  sob livre frequência porém monitorada, caso fosse aqui no Brasil, haveria ainda as trutas? - aqueles que são isentos no extrativismo local, são os "laranjas" que abastecem os intermediários no comercio... sejam eles: hotéis, restaurantes e frigoríficos, extrair para alimentar a família é levar a mesa.

É bem por aí mesmo, na preservação, ou no máximo na exploração controlada, que se encontra a saída para a situação da pesca no Brasil. No Estado de Goiás, a região do Araguaia, que vinha nos estertores acabou bastante recuperada com cota zero de transporte durante apenas cinco anos! :ok: 

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